Zé Do Carnaval

Esta história, publicada em 1976, é uma pequena parábola sobre o que pode acontecer com quem se deixa deslumbrar com uma chance de “aparecer”.

A Vila Xurupita ainda é uma favela de casinhas de madeira no Morro do Papagaio, e o casebre do Zé é feito de caixotes de azeite, a julgar pela inscrição em uma das tábuas em seu interior.

Convidado para substituir um papagaio famoso do morro vizinho, o Morro do Periquito, e convencido (em todos os sentidos) de sua capacidade artística e musical ao pandeiro, nosso herói não se contenta em apenas fazer um papel e fingir que toca o instrumento, como instruído pelos seus contratantes.

Ele quer mais, muito mais, dando uma de “grande estrela”, e começa a fazer mil exigências. Entre elas está, aparentemente, a criação da Unidos de Vila Xurupita, que começa como uma “ala convidada” na Unidos do Morro do Papagaio.

O problema é que no final o Zé do Carnaval, o papagaio que o Zé deveria substituir, se recupera da doença que o impedia de participar do desfile, e o nosso Zé acaba se dando mal. Como se diz por aí, “quanto mais alto o coqueiro…”

Mas de tudo isso ainda se tira uma lição positiva: faça o que fizer, sempre exija um contrato.

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