Delícias De Um Acampamento

Acampar foi uma das coisas que nossa família fez uma vez ou duas nas férias de verão nos anos 1970, especialmente em viagens ao Rio de Janeiro, até a triste noite na qual o Camping inteiro, que ficava na Barra da Tijuca, foi varrido do mapa por uma tempestade tropical daquelas, em 1977.

Esta história do Peninha, publicada em 1978 e ambientada num Camping na “Barra do Tijuco”, retrata bem as nossas desventuras na “natureza selvagem”.

Patos demais, barracas de menos, condições um pouco rústicas demais, um puma selvagem, uma tempestade daquelas, mosquitos e estrada intransitável. É claro que papai exagera bastante os fatos, para adicionar graça à desventura dos patos.

Em todo caso, a história também retrata a desconfiança que as pessoas da cidade, acostumadas às suas residências de alvenaria, água encanada e demais confortos têm dos “perigos” de uma estadia rústica num acampamento, mesmo que o preço seja mil vezes mais barato que ficar num hotel.

Pois é, pimenta nos olhos dos outros é refresco, como se diz por aí. Para terminar a história real, após juntarmos nossas coisas de qualquer jeito e sairmos de carro do Camping devastado pelo vento e pela chuva, acabamos encontrando refúgio num hotelzinho no Recreio dos Bandeirantes, para onde voltamos várias vezes nas férias dos anos seguintes.

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