Zé Mambembe

O ponto de partida desta história de 1977 é uma homenagem a um grupo de teatro de Campinas, que fazia apresentações de teatro de rua inspiradas na Commedia dell’arte, um gênero clássico de teatro renascentista. Muitos desses personagens da comédia clássica, aliás, sobrevivem até hoje nas fantasias de carnaval.

Papai fez amizade com esse grupo, que se apresentava no Largo do Rosário, local onde também acontecia a Feira Hippie de Campinas. Naquela época a feira ainda não era essa tradição toda que é hoje, mas era certamente um celeiro de ideias criativas que papai fazia questão de visitar quase toda semana.

E como na história, as apresentações ocorriam como na Renascença, em praça pública, com aquelas fantasias elaboradas todas e sobre um carroção de madeira pintado de dourado.

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O resto da história é uma divertida comédia de erros e mal entendidos, com o Zé, como sempre, tentando se gabar dos seus “feitos” para a Rosinha e se dando mal, também como sempre.