40 anos do Morcego Vermelho

Gibiteca de Santos faz evento especial para comemorar os 40 anos do Morcego Vermelho

Neste sábado (20/07), a Gibiteca Municipal de Santos promove um debate sobre os 40 anos do Morcego Vermelho, o alter ego do Peninha criado por Ivan Saidenberg e Carlos Edgard Herrero. O editor de quadrinhos Paulo Maffia, da Editora Abril, e a filha de Ivan, Lucila Saidenberg, vão discutir as características do personagem e responder às perguntas da plateia. O Morcego Vermelho surgiu na HQ Tudo Começou Assim…, lançada em maio de 1973. Lucila também vai falar sobre o livro que está prestes a lançar, cujo tema é a carreira do pai, um dos principais roteiristas de quadrinhos Disney no Brasil, morto em 2009. Durante o evento, a Abril doará à gibiteca os originais de Duelo de Titãs. A HQ foi desenhada por Herrero e publicada em ZÉ CARIOCA 2385 como parte das comemorações dos 40 anos do Morcego Vermelho. A gibiteca fica no Posto 5, na Avenida da Praia, no Boqueirão. O encontro começa às 17 horas. A entrada é franca.

Morcego Vermelho capa

Zé Milionário

Última história do Zé Carioca escrita por papai desta série de 1977, todas publicadas na mesma revista, uma Edição Extra do personagem.

Um “furo de reportagem” dá o Zé por milionário da loteria e o oba-oba em torno dele só cresce, até que finalmente se descobre o erro, e mais, quem foi o jornalista autor desse erro.

Desta vez, apesar de ter seu Ego levantado lá em cima só para ser humilhado no final, não é o Zé quem acaba apanhando, muito pelo contrário, já que ele não teve culpa nenhuma na confusão toda.

zé milionário

Zé Nocaute

Vou terminar hoje está série do Zé Carioca de 1977, porque amanhã quero começar uma do Morcego Vermelho, em honra aos eventos que estão vindo por aí.

Com esta série de histórias, fica claro que papai “jogava” com o ego do Zé como se fosse um jogo de vôlei: primeiro levantava bem alto, e depois “cortava”.

Aqui, mais uma vez, o Zé se deixa deslumbrar pela sua posição de “ator principal, diretor, assistente de direção, figurinista, cenógrafo e programador visual” de uma peça de teatro.

Na verdade o Zé fica tão convencido que seus amigos resolvem lhe dar uma lição. No final, quando confrontado com as suas limitações, o Zé mais uma vez tem de engolir em seco e aceitar que não é tudo aquilo que ele achou que era.

zé nocaute

A Rede Do Zé

História do Zé Carioca, de 1977.

Nosso herói se vê às voltas com as dificuldades de se armar uma simples rede para a soneca da tarde. Uma das árvores que ele tem à disposição é firme e forte, mas não há nada mais no que se amarrar o outro lado da rede, que ofereça firmeza suficiente.

A graça da história, além das quedas da rede por causa da amarração ineficiente, está nas tentativas de fazer com que os amigos o ajudem, sempre na base da malandragem.

Depois de muitas tentativas frustradas, a boa vontade da Rosinha é a “última gota” da “desventura” do Zé, um desfecho que devolve a história ao início, do tipo “lá vamos nós de novo”.

zé rede