O Carteiro Voador

História do Peninha, de 1974.

Nosso herói está no distante país de “Buga Uga”, em alguma região do mundo supostamente habitada por tribos primitivas, escrevendo matérias sobre os usos e costumes da população local para A Patada. A menção a um certo pico do “Kilo Manjaram” nos remete ao pico do Kilimanjaro, montanha situada na fronteira entre Tanzânia e Quênia.

A trama toda se baseia numa simples confusão de identidades e troca de dois telegramas, que faz o Peninha pensar que foi despedido sem motivo e abandonado à própria sorte por seu Tio Patinhas numa terra estranha.

Aparentemente desempregado, ele então consegue emprego no correio aéreo do país, para assim tentar voltar a Patópolis. Mas antes, ele precisa entregar uma carta a um perigoso chefe de uma tribo de nativos.

Boa parte da graça da história fica por conta do desastrado voo que o Peninha faz até a tribo, que ao contrário de outras, mais hostis, tem até uma pista de pouso bem sinalizada.

Peninha CABU

Há alguns detalhes interessantes: a sigla do Correio Aéreo de Buga Uga, gravada na sacola de carteiro, é CA BU. E na clássica cena do forasteiro prestes a ser cozido no caldeirão, um nativo acende a fogueira com um esqueiro tipo Zippo, em lugar dos tradicionais pauzinhos.

Peninha caldeirao

No final o mal entendido é desfeito, é claro. O leitor atento sabe que o Tio Patinhas pode ser um muquirana esquentado, mas não seria cruel a ponto de abandonar um parente num lugar distante.

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