Nas Malhas Da Magia

História da Maga Patalójika, publicada pela primeira vez em 1981.

Este é um clássico exemplo de como um feitiço pode se virar contra o feiticeiro, e de como algumas pessoas acabam fazendo o bem a seus piores inimigos, mesmo quando tentam prejudicá-los.

A Titia Patalójika, que aparece nesta história pela primeira vez, e portanto ao que tudo indica é mais um personagem criado por papai, está tricotando uma malha de lã que dá sorte para a bruxa Vanda, que está passando por uma maré de azar. O problema é que se a malha for vestida do avesso ela então passará a dar o maior azar.

Papai tirou esta noção de várias superstições que existem a respeito de roupas, como a de que não se deve pendurar roupas viradas do avesso no varal para secar (em direta contradição às instruções dos fabricantes de roupas coloridas), ou que não se deve dormir vestindo um pijama virado do avesso, sob pena de algum mal muito grande acontecer. Por outro lado, há quem diga que, se a roupa foi vestida do avesso por completa distração, a pessoa terá sorte e ganhará presentes ou dinheiro.

(Mas estas são apenas superstições. Não há evidência ou prova nenhuma de que vestir uma roupa do avesso, de propósito ou por distração, ou deixar de fazer isso, vai fazer algum mal a alguém. São apenas crendices, e o pior que pode realmente acontecer se alguém se distrair e sair de casa vestido assim é ser zoado pelos amigos, ou ouvir falar de alguma crença mais “cabeluda”. Então você, que hoje vestiu a roupa do avesso, não se preocupe. Desvire a roupa, ria bastante da trapalhada e seja feliz. E se ainda assim você sentir necessidade de fazer algo místico para evitar algum possível azar, reze sua oração predileta – porque orar nunca faz mal – e, novamente, seja feliz.)

O feitiço todo parece bastante simples e lógico. O que poderia possivelmente dar errado, não é mesmo? Bem, tudo começa quando a Maga pega a malha recém terminada sem permissão, por uma distração da tia. Não foi ela quem preparou a malha, e a peça de roupa mágica também não é destinada a ela.

As “regras da magia”, na concepção de papai, são caprichosas e não aceitam “adaptações”. Além disso, esse é um objeto criado para fazer o bem, não o mal. Isso também tem peso sob as “leis da magia das histórias em quadrinhos” que papai criou para as suas histórias.

Ela vira a malha, faz um embrulho, dá de presente ao Patinhas (é claro, para quem mais poderia ser?), tem o maior trabalho para criar uma nevasca fora de época, para que ele vista a coisa e tenha azar… e ele em seguida recebe a notícia de que ganhou mais alguns quaquilhões, por pura sorte.

Maga neve

O problema é que a Maga pode até entender muito de magia, afinal, todos os encantamentos dela nesta história rimam direitinho (outra regra da magia das bruxas dos quadrinhos, e até de bruxas nem tão fictícias assim), mas não entende nada de tricô. A malha recém terminada estava do avesso, porque é pelo avesso que se costuram as partes de uma peça de lã, e a Maga ao virar a colocou no direito.

Tia patalojica

O leitor atento vai perceber que o feitiço não deu certo assim que o Patinhas veste a malha: a Maga cai lá do alto com vassoura e tudo sem motivo aparente, mas atribui a queda à nevasca que criou. O fato é que ela acaba de perder seu poderes temporariamente, por tentar usar um feitiço do bem para o mal.

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