A História Do Computador

Em 1984, com o início do interesse das pessoas em geral pela computação como “a profissão do futuro” e a introdução dos primeiros computadores caseiros, surgiu uma ideia ambiciosa nos estúdios Disney da Editora Abril, e “A História do Computador” foi encomendada a papai, já que ele já havia demonstrado mais de uma vez que era bom em fazer pesquisas e transformá-las em histórias.

Aqui temos o Professor Pardal e o Professor Ludovico palestrando de cima de um palco às crianças de Patópolis sobre os avanços tecnológicos que, desde a pré história (contar nos dedos também é um tipo de tecnologia/técnica matemática) e até aqueles dias, haviam levado ao desenvolvimento dos computadores.

Assim, vemos a origem do cálculo, que vem da palavra “calculus” (pedra) em grego. A técnica consistia em contar ovelhas retirando uma pedrinha de uma sacolinha para cada bicho que saia para pastar. Se ao final da tarde, quando os animais voltavam ao curral, sobrasse pedra, é porque faltava ovelha.

Pateta calculo

Daí passamos ao Ábaco, uma ferramenta oriental feita de continhas numa armação retangular, aos Quipus dos Incas, uma ferramente semelhante ao ábaco, os inventários agrícolas sumérios gravados em tabuinhas de argila, os numerais romanos, os numerais arábicos, e a coisas como a máquina de Antiquítera, enquanto apresenta ao leitor grandes matemáticos e cientistas de todos os tempos, de Pitágoras a Robert Noyce, criador do chip de computador e do circuito integrado.

Digna de nota é a inserção que papai fez da participação dos Hebreus e Judeus na história da matemática, demonstrando como eles contavam usando as letras do alfabeto Hebraico, e até mesmo contando a história do Golem de Praga, equiparando-o a uma espécie de precursor da robótica.

numeros hebraicos

Uma curiosidade é que papai pediu para os desenhistas representarem os judeus de Praga com um “xale de franjas” nos ombros, uma referência ao Talit, um xale que os homens judeus usam para rezar, mas não achou nenhuma foto para mostrar a eles. O resultado foi o que se vê abaixo: nada parecido, mas na verdade não importa muito. O mais importante é contar uma história divertida.

Golem 1    Golem 2

Por fim, temos uma demonstração de robôs e autômatos dos mais variados tipos, entre os inventados, como a Máquina Talvez e os reais, como o AROK, inventado por Ben Skora, e uma demonstração prática sobre redes de computadores e games (esta, para a alegria da criançada de Patópolis).

É claro que é uma história longa e cheia de detalhes técnicos que tentam explicar tecnologias de última geração que nem papai conseguiu compreender completamente, e alguns erros de terminologia aconteceram, como chamar os chips de “pastilhas de silício”, por exemplo. Mas nada disso prejudica a história e a graça que ela tem, como uma introdução leve e bem humorada a um assunto realmente complexo. A intenção de papai ao escrever  esta história em quadrinhos nunca foi ser completamente exato, mas apenas fazer uma introdução bem humorada ao tema. Era criar interesse por meio do riso.

Para quem queria informações mais técnicas e acuradas, um outro caderno acompanhava a revista, escrito por um xará, um certo Ivan Haro Martins, contando a história de um menino do século XXI e fazendo previsões futuristas enquanto conta a história dos computadores em formato texto, mais completo e didático.

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2 opiniões sobre “A História Do Computador

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