O Grande Gênio

História do Peninha na agência do Pato Eurico, publicada pela primeira vez em 1975.

O Pato Eurico é um personagem criado fora do Brasil. Lá, ele é o tipo de trambiqueiro que faz qualquer negócio, incluindo vender gelo para esquimós, por exemplo. Em 1965 ele apareceu numa história estrangeira como publicitário, e 10 anos depois papai o “adotou” para fazer o mesmo papel, contracenando com o Peninha, sob a justificativa de que seria seu colega de escola primária.

Esta é a primeira de três histórias que papai escreveu com o Eurico, duas das quais com o Peninha fazendo o papel de “gênio da publicidade”. Aqui vemos o Peninha voltando a Patópolis de avião após ser acidentalmente embalado e despachado, em seu mais recente local de trabalho – uma empresa de embalagens – para Hula Hula, uma paradisíaca ilha nos mares do sul.

No aeroporto que ele encontra o Pato Eurico, que está voltando da Europa com uma campanha nova para a agência dele fazer. É aí que o Peninha, acreditando já ter perdido o emprego na embaladora, resolve pedir emprego para o Eurico, que então o deixa a cargo de responder a vários interfones que ficam sobre uma mesa.

O problema começa quando o Peninha passa a responder a todos os interfones de uma vez só, criando a maior confusão, o maior “telefone sem fio”, entre os diversos departamentos da agência. O “bate boca interfônico” é tão grande, que os aparelhos chegam a pular da mesa.

Peninha interfones

É quando o Peninha vai à sala de reuniões pedir demissão que sua “carreira de gênio publicitário” tem início.

Deparado com um pedido de sugestão para aumentar as vendas de um produto, a primeira ideia do Peninha é aumentar… o produto! Na verdade, não é má ideia, em se tratando de uma caixa de cereais matinais. São comuns até hoje as embalagens “econômicas”, “tamanho família” e afins, algumas até prometendo uma certa porcentagem de produto “grátis”.

É uma boa estratégia de vendas, e todos ganham um pouquinho com ela. Essa é a “veia de publicitário” de papai falando mais alto, já que em pelo menos um momento em sua vida ele chegou a colaborar com algumas agências de publicidade em Campinas, para ver se conseguia entrar nesse mercado. Não sei por que não conseguiu, mas ganham os quadrinhos, de qualquer maneira.

Peninha genio

O Eurico, que pode ser um louco mas é bom publicitário, gosta, e promove o Peninha a “gênio da propaganda”, entregando a ele a marca registrada, o “uniforme” do departamento de criação da agência: os grandes óculos redondos e sem lentes, igual à dos óculos do próprio chefe, símbolo da “genialidade”, ou capacidade intelectual, dos publicitários da agência.

Durante algum tempo o Peninha se dá bem, ganha uma sala só para ele, e mordomias mil. Quando novamente se faz necessário que ele use o seu “talento genial” para fazer uma campanha, ele incorre no erro de muitos profissionais de propaganda do mundo real: tentar repetir a mesma “fórmula de sucesso” em todos os produtos que promove. Assim, ele novamente manda aumentar o tamanho do produto – uma revista – desta vez com resultados desastrosos.

E é assim que o Peninha vai parar novamente em Hula Hula, desta vez sem pressa de voltar.

Peninha embalagem

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