O Misterioso Sr. Bzung

História do Zé Carioca e Nestor, de 1984.

O Nestor faz um daqueles cursos de correspondência, desses que a gente cresceu a vida toda vendo nas páginas de anúncios das revistas em quadrinhos, e resolveu abrir uma oficina de consertos em sua casa. Apesar da gozação do Zé, que tem alergia a trabalho, as perspectivas do Nestor são boas. E o melhor, os amigos da turma já trouxeram um monte de coisas para ele consertar.

A única coisa com a qual o nosso profissional dos consertos não esperava é a chegada de um cliente muito especial, que pede ajuda para… ser consertado! É um robô, que não sabe de onde veio, ou qual é o seu nome. Por conta das letras gravadas em seu corpo, e do som que ele faz, o Nestor o apelida de Sr. Bzung. Em seguida, ele sai para procurar ajuda, pois teme que o robô possa ser perigoso.

Nestor Bzung

O mistério vai sendo revelado aos poucos, devagar o suficiente para que o leitor possa tecer as suas próprias teorias, e a resposta sobre a identidade da máquina vem do jornal com o qual o Zé se cobriu para tirar uma soneca no banco da praça. Da leitura do jornal aprendemos que é um robô lunar lançado do “Cabo Canavial”, que caiu do foguete sobre o Brasil por causa de uma falha mecânica, e que uma agência espacial dos Estados Unidos – uma tal de NAZA – está oferecendo uma recompensa milionária (em dólares!) pela devolução do equipamento.

Parece a chance de uma vida de finalmente ficar rico, e o Zé dá um jeito de reivindicar para si mesmo metade da grana, pela ajuda em contactar a agência espacial. O problema é que o Sr. Bzung tem seus próprios planos. Ele pode não saber quem é ou de onde veio, mas ele sabe muito bem para onde deve ir.

Nestor Bzung ZC

Enquanto os dois amigos tentam controlar o robô e impedir que ele escape – sem sucesso nenhum – discutem sobre a partilha do prêmio e como entrar em contato com a NAZA, o robô tem seus próprios planos de como chegar à lua sem a ajuda da agência espacial que o criou.

Interessante é a maneira gradual pela qual o visitante é revelado: ele aparece pela primeira vez no último quadrinho da primeira página, apenas uma silhueta e um “bzung”. O leitor desatento talvez nem note a presença, que vai então se intensificando nos quadrinhos seguintes. O próprio Nestor demora a perceber, e é possível que o leitor note que há mais alguém ali antes mesmo do personagem.

Nestor Bzung 1

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