Zé E O Chimpanzé

História do Zé Carioca, de 1973.

Nosso herói recebe a visita de um misterioso chimpanzé (originalmente grafado “chipanzé”, desde o título e durante toda a história. Na verdade, as duas grafias estão corretas.) e se vê em várias encrencas, enquanto tenta descobrir de onde ele veio e para quem o devolver. Aqui vemos o Zé morando em uma casinha, aparentemente de madeira, mas casa, não um barraco no morro. Aprendemos também que alguns objetos lá dentro, como um vaso que se quebrou, são presente da Rosinha.

(E isso me faz pensar sobre a aparente boa situação financeira do Zé em histórias recentes, com uma casa bem mobiliada e até TV de plasma. Além do que ele pode ter poupado ao longo dos anos com os bicos que faz, será que não há aí alguma generosidade da namorada? Eles estão juntos há tanto tempo, que hoje em dia já seriam até considerados “casados”. Enfim.)

O bicho primeiro invade a casinha e come toda a comida da despensa, que o Zé havia acabado de abastecer. Quando o papagaio tenta avisar a polícia é tratado rispidamente pelo policial, que pensa que é um trote.

É aí que começa o problema e o mistério: o bicho não parece ter escapado de nenhum zoológico ou circo, e aparentemente não há ninguém à sua procura. Pior: o macaco é bastante dócil, e parece ter sido treinado para trazer tudo o que se pede a ele, seja comida ou dinheiro, mesmo que tenha de roubar para conseguir.

Ze chimpanze

Depois de consertar algumas das trapalhadas do animal, mesmo tendo que (argh) trabalhar para isso (o papagaio pode até ser malandro, mas é honesto), o Zé tenta então ensinar ao bicho o que é certo e o que é errado, com um limitado grau de sucesso.

Sem mais a quem recorrer, ele então vai procurar sua namorada, a Rosinha, e expõe o problema para ela. Enquanto os dois debatem o que fazer e tentam manter o chimpanzé longe de encrencas, seus “donos” aparecem, entrando pela janela, de arma em punho. São João Ratazana e seu comparsa Zé Fuinha, que treinaram o bicho para roubar por eles.

Ze chimpanze bandidos

Mas, tendo provado “o gosto do bem”, ou seja, tendo visto o exemplo da honestidade, o macaco se rebela contra os bandidos e os cobre de sopapos.

Os bandidos se vão, mas o problema continua: nenhum circo ou zoológico próximo está aceitando chimpanzés, e os últimos quadrinhos da história nos levam novamente ao seu início. Vai começar tudo de novo.

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