O Chapéu Que Foi Pro Beleléu

História do Prof. Pardal, publicada em 1972.

Até mesmo um inventor esforçado como o Pardal precisa dormir. Mas nosso amigo, como todo bom “workaholic”, acaba adormecendo sentado à mesa de trabalho. Pior, com o Chapéu Pensador na cabeça. Pior ainda, próximo à janela aberta.

Outro “incansável” é o Professor Gavião, que vive rondando a casa do Pardal à espera da chance de roubar algum invento. E esta é a chance ideal: tudo o que ele tem a fazer é esticar as mãos pela janela e levar consigo para seu esconderijo o Chapéu Pensador, um dos mais queridos e úteis instrumentos de trabalho do inventor do bem.

A princípio o Pardal fica preocupadíssimo, sem saber – ao contrário do leitor – o que está acontecendo, e com poucas pistas. Algumas delas, inclusive, deliberadamente falsas e plantadas pelo ladrão para despistar. Já o Gavião parece estar em posição de vantagem.

Gaviao ultravisor

Interessante é a menção à transmissão em cores do parelho “ultravisor” (um super televisor movido a ondas mentais) que o Gavião inventa com a ajuda do Chapéu para espionar o Pardal. A TV em cores era uma coisa moderníssima para a época. Quase ficção científica. O fato é que a primeira transmissão oficial da televisão em cores no Brasil ocorreu em 31 de março de 1972, poucos dias depois que papai escreveu esta história (que foi publicada em novembro). Uma outra, experimental, aconteceu em fevereiro daquele mesmo ano. “TV em cores” era, naquele momento, o único assunto no país. Mas até que todos os brasileiros tivessem condições de ter aparelhos coloridos em casa, se passariam mais alguns anos.

Deslumbramentos televisivos à parte, a “guerra mental” entre o mocinho e o vilão segue quente, até que o Chapéu Pensador pifa, e vai “pro beleléu”, nas palavras do próprio ladrão. É aí que ele tem a “brilhante ideia” de levar o objeto de volta para ser consertado, e acaba preso.

Como ocorre com as “leis da magia”, uma mais esdrúxula que a outra, que papai costumava inventar para adicionar obstáculos e empecilhos às bruxas, aqui também o Chapéu é cheio de regras próprias, o que faz com que por definição ele seja eficiente apenas nas mãos do Prof. Pardal.

“A História dos Quadrinhos no Brasil” está esperando por você bem aqui.

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