Metralhix, Os Gauleses

História dos Irmãos Metralha, de 1981.

Esta é mais uma daquelas da série “Metralhas através da história”, e também uma paródia/homenagem ao personagem Asterix de Uderzo e Goscinny.

O roteiro segue uma fórmula comum às demais histórias do tipo: o Vovô Metralha começa a contar algum episódio do passado da família para os irmãos na ausência do 1313, e o antepassado azarado só é mencionado quando o azarado da atualidade entra na sala, atrasado como sempre.

A trama passa então por toda uma série de situações hilárias relacionadas ao tema específico da vez, até o inevitável final infeliz.

Papai gostava de retratar os antigos romanos porque tinha noções de Latim, que aprendera na escola, e um conhecimento invejável de História Antiga e Clássica. Então para ele era fácil emprestar toda uma riqueza de detalhes aos personagens, e ainda ensinar alguma coisa ao leitor.

Os Metralhix, cercados de romanos por todos os lados (como em Asterix) e com a cabeça a prêmio (por 30 denários, o que pode ser traduzido por “30 dinheiros”, que meio por acaso nesta história, talvez por uma livre associação de ideias, é uma referência bíblica à traição de Judas), pedem ajuda ao Druida da família. Este prepara para eles uma poção que pode perfeitamente ser uma droga qualquer, mas que o velho mago apresenta como sendo uma “poção da sorte”.

Numa referência “invertida” ao personagem Obelix, que cai num caldeirão de poção mágica, os irmãos são instruídos a tomar banho com a droga… quer dizer, poção da sorte. O problema é que não sobra nada para o Azaradix, que continua azarado como sempre, enquanto os outros estão se sentindo até mais confiantes.

Metralhix banho

Divertido é o poder mágico do velho druida, que consegue desaparecer e depois aparecer de novo (quase matando os romanos de susto, por consequência), por meio do uso de variações da palavra mágica “abracadabra”. Papai acreditava que a “versão original” da palavra era “abraxas-kadabraxas”, e a usava frequentemente em suas histórias que envolviam magia e bruxaria.

Metralhix druida

Temos aqui também uma pequena aula sobre as unidades do antigo exército romano e seus tamanhos: primeiro vinha a “decúria” – grupo de dez soldados, liderados por um decurião. Dez decúrias formavam uma “centúria” – grupo de cem soldados, com os respectivos dez decuriões subordinados a um centurião. Além disso, dez centúrias formavam uma falange (mil homens), sob comando de um tribuno e dez falanges formavam uma legião (dez mil homens), sob comando de um cônsul. Não é à toa que este era um dos exércitos mais temidos da antiguidade.

O final infeliz dos gauleses é tão espetacular quanto cruel, como sempre: Azaradix é enviado às galés, uma espécie de regime de prisão com trabalhos forçados, onde os condenados eram obrigados a manejar os remos de um tipo de navio chamado Galé, muito comum na época. Os outros conseguem fugir para a Bretanha (antiga Inglaterra), mas também acabam condenados à prisão com trabalhos forçados.

 

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