O Feiticeiro Volta A Atacar

História do Professor Pardal, criada em 1981 e publicada pela primeira vez em 1982.

A trama trata do conflito entre ciência, magia e superstição, e dos perigos da arrogância que alguns cientistas e céticos em geral demonstram ao tentar pintar a tudo com um só pincel. É como o velho ditado: “Não creio em bruxas, mas que elas existem, existem”.

Esse bruxo “do Amazonas” é uma criação de Carl Barks, e papai o usa em algumas histórias que são mais ou menos variações sobre um mesmo tema: o bruxo, sua boneca que encolhe as pessoas que a apertam, e a resposta por meio da tecnologia do Pardal, que de tão avançada acaba se passando por magia. Isso, aliás, é outra noção popular sobre o tema, representada numa das Leis de Clarke: “Qualquer tecnologia suficientemente avançada é indistinguível de magia”.

Lampadinha feiticeiro

Precisando de ajuda para reverter um feitiço de encolhimento, o Feiticeiro primeiro vai ao laboratório, e em seguida invade o Congresso dos Cientistas, onde o Pardal está, e onde um obscuro cientista racionalista faz um longo e veemente discurso contra “crenças supersticiosas” em coisas como magia e feitiçaria.

cientista cetico

É aí que o caldo engrossa, e quando o próprio cientista cético prova uma amostra das coisas que ele diz não existirem, o caldo entorna de vez. A demonstração de enfado do colega ao lado na bancada, aliás, demonstra bem a opinião de papai (e a minha) sobre esses racionalistas fanáticos que só acreditam em seus 5 sentidos.

cientista cetico boneco

O cientista leva um belo susto e aprende uma boa lição, embora relutantemente, e o Pardal, é claro, salva o dia com uma das suas invenções. Cabe ao leitor, no final, decidir o que é ciência, e o que é magia, e se existe mesmo essa incompatibilidade toda que alguns alardeiam entre as duas.

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Aviso aos navegantes: este blog não comenta desenhos. Meus comentários aqui dizem respeito somente aos argumentos/roteiros escritos por papai para suas histórias em quadrinhos. E acreditem, já há bastante o que comentar só nessa parte. Os desenhos das histórias de papai, via de regra, eram feitos por outros artistas, tão talentosos quanto, mas que não são o foco deste blog. Se o leitor quiser saber quem desenhou esta história, por favor acesse o link do Inducks, que fica na data de publicação da HQ, no início deste comentário.

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