A Casa Assombrada

História da Madame Min, de 1976.

(Notem bem o nome desta história, isso será importante mais abaixo) Disfarçada de velhinha, a bruxa compra uma velha mansão assombrada caindo aos pedaços para fazer uma reunião de bruxas e ajudar a Maga Patalójika a fazer uma poção da invulnerabilidade e, quem sabe, ter uma chance melhor de roubar a moedinha número um do Tio Patinhas.

Como sempre nesse tipo de história de magia escrita por papai, existem várias condições malucas que precisam ser cumpridas para que o feitiço dê certo. Nesta, além dos ingredientes exóticos de costume, como unhas de dragão e penas de urubu, é preciso que o local da preparação da poção seja mal assombrado.

É neste detalhe que o bicho pega: todo mundo (inclusive as bruxas, pelo jeito, e também o dicionário) presume que todas as casas assombradas sejam “mal” assombradas. Mas será que é isso mesmo em 100% dos casos? Uma coisa é certa, este plano não pode funcionar, porque a intenção das bruxas não é nada boa.

Sempre confiando na inteligência do leitor, papai já dá a principal pista para o desfecho da história logo no título. Além disso, o “fantasma da casa” parece ser tudo, menos do mal…

Bruxas fantasma

 

No final das contas fica a pergunta: o que faz uma casa ser “mal” assombrada? A índole dos fantasmas que a assombram? Ou os medos e anseios (e preconceitos) daqueles que avistam o fantasma? Se o fantasma não for mau, a casa continua sendo “mal” assombrada?