Os Caçadores Da Pena Perdida

História do Peninha, publicada originalmente em 1983, e republicada outro dia mesmo no Especial dos 50 Anos do Peninha.

A história é uma sátira com o filme “Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida”, de 1981. Alguns elementos foram diretamente retirados do filme, como a sequência de abertura com a armadilha da pedra rolante e a existência de uma câmara infestada de cobras semelhante ao “Fosso das Almas” do filme.

Existe também uma Arca, bastante parecida com a do filme, mas cuja função é diferente. Enquanto a original é a Arca da Aliança bíblica, esta seria apenas o luxuoso receptáculo de uma pena de Fênix, pássaro lendário que tem a curiosa mania de renascer das próprias cinzas. Sendo o herói o “Indiana Pena”, pareceu a papai natural que ele fosse atrás justamente de uma … pena.

Pena Perdida

O motivo do enfrentamento entre o bem e o mal também é parecido com o do filme: enquanto o herói explorador está só interessado em itens históricos para o museu, o vilão quer apenas enriquecer à custa do roubo de antiguidades valiosas. O tema “egípcio”, também está presente, completo com um templo e estátua do deus Hórus, mas o local não é o Egito.

É neste ponto, aliás, que as brincadeiras de papai começam a dominar a paródia: o vilão se chama Bo-lha (Bolha, também um chamamento pejorativo masculino – “aquele cara é um bolha”), e ele diz ser da universidade de “Fa-Juh-Tisse” (Fajutice, sinônimo de coisa falsa ou enganosa, bem a exemplo do próprio “professor”, que também é fajuto).

O local de onde vem o vilão, a cidade de “Tombucatatu” (não me perguntem, mas tem tatu no meio – uma alusão ao subterrâneo onde está a Arca da Pena, provavelmente), no país de “Maluk”, é uma referência à antiquíssima cidade de Tombuktu, no Mali.

Pena Perdida1

O sacerdote que guardou a pena lendária se chamava “Sodeh-Tanga” (Só de tanga, uma alusão às vestimentas típicas dos antigos egípcios, que frequentemente consistia apenas de um tipo de calção), e o templo onde a relíquia está guardada se chama “Tah-Todho-Mundo-Loko” (está todo mundo louco – nada mais apropriado, aliás, para algo que fica num país chamado “Maluk”).

Os entalhes nas pedras do templo também são inserções de papai. O primeiro conta a história de como a Pena chegou até lá, e o segundo é uma alusão ao livro “Eram os Deuses Astronautas?”, de Erich Von Däniken. Papai era fã dessa teoria.

Pena Perdida3   Pena Perdida4

O resto são as confusões e correrias de sempre, algumas adaptadas do filme, outras originais de papai, como a piadinha abaixo, que vão conduzindo o leitor até o inusitado final, no qual ninguém se dá exatamente bem, mas o importante é que o vilão se dá bem mal…

Pena Perdida2

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