O Encalhe Que Veio A Calhar

História do Tio Patinhas com a Baronesa Ricarda, escrita em julho de 1974 e publicada em fevereiro de 1975.

Aqui vemos uma Pata Ricarda um pouco diferente da Baronesa que toma chá com as garotas do clube feminino. Ela continua completamente elegante e refinada, mas enfrenta os mais perigosos bandidos com muita coragem e sutileza, eu diria até delicadeza. O fato é que ela se faz de frágil e tola, porque é isso que se espera das mulheres e especialmente das mulheres “finas”, mas isso é só um verniz.

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Patinhas e Ricarda parecem ser velhos amigos, talvez até da época da Corrida do Ouro no Yukon, quando os barcos a vapor com rodas de pás eram um meio de transporte popular.

O encalhe do barco num banco de areia no meio do rio a princípio parece ser um problema: Patinhas se atrasará para reuniões importantes, e ainda fica vulnerável ao ataque de todo tipo de bandido. E é justamente isso que acontece. Um de cada vez, vêm chegando os bandidos, cada um com um meio de transporte diferente: os Metralhas (de helicóptero), a Maga Patalójika (de vassoura voadora), e o Mancha Negra (de lancha), com a coincidência que todos estavam a caminho da Caixa Forte para tentar dar algum golpe.

A todos a Ricarda enfrenta com sutileza, e um pouco de sabotagem: retira fios do motor do helicóptero, joga a vassoura da Maga no rio, mas quando não lhe resta outra alternativa, distribui golpes com sua sombrinha.

Encalhe

 

O engraçado é a expectativa, no início só do Patinhas, e depois também dos bandidos, que vão ficando sem conseguir sair do barco, que cada novo barulho de motor que se aproxima no meio do nevoeiro seja algum tipo de resgate. Desde que não seja a Polí… bem, vocês sabem quem, é claro. O nevoeiro é um expediente interessante. Com ele, papai pode manter o suspense a cada novo motor que se aproxima, e só revelar quem vem lá quando eles já estão bem perto do barco.

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Uma das marcas registradas de papai na trama é a piada recorrente dos Metralhas com o título de nobreza da Ricarda, que eles erram o tempo todo: a chamam de Princesa, Marquesa, e Condessa, tudo, menos Baronesa.

No final, o encalhe, que no início parecia ser um problema, acaba “vindo a calhar” (ou seja, se transformando numa coisa boa e oportuna): nenhum dos bandidos consegue fazer mal algum ao Patinhas e à Baronesa, e os tais encontros foram marcados por pessoas que queriam empréstimos, coisa que o Patinhas nunca daria, de qualquer modo. Às vezes, há males que vêm para bem.

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