O Grande Golpe Do Senhor X

História do Sr. X, de 1974.

De todos os planos maléficos que não dão certo, os do Senhor X, auto-intitulado “Rei do Crime”, são os mais fracassados. Tanto, que ele e seu bando nem procurados pela polícia são.

Mas comecemos pelo começo: um pato magrinho e fracote sabe que está numa pior quando resolve ir ao porto procurar trabalho como estivador, e ainda por cima não entende por que ninguém o contrata.

O cais do porto, como todos sabemos, é lugar “barra pesada”, onde todo tipo de pessoa pode ser encontrado, e onde golpes são aplicados. É desse modo que o Peninha, demitido pela milésima vez da Patada, encontra o Sr. X bancando o pirata com seu comparsa corvo, o X-8, tentando vender um velho mapa do tesouro.

O fato é que os velhos marinheiros dos antigos livros de histórias nos quais papai se inspirava não tinham apenas papagaios como mascote, mas corvos também, e esses pássaros pretos também aprendiam a falar, embora com um pouco menos de desenvoltura que os seus colegas verdes.

O plano do Sr. X é fazer algum dinheiro com o mapa “sem valor”, vendendo cópias baratas feitas no mimeógrafo por qualquer preço. Para um “Rei do Crime”, é um golpe dos bem mixurucas, convenhamos. Mas como esse antigo aparelho de impressão caseira imprimia na verdade imagens “em espelho” das figuras que passavam por ele, se seu operador não prestasse atenção (pois é, crianças, a vida era dura antes dos computadores e de suas impressoras), ele acaba desvendando o segredo do mapa, sem querer.

SrX mapa

É neste momento que entra na história o Capitão Mobidique, que examina o mapa do Peninha e resolve sair atrás do tesouro. Interessante seria saber quem é o “Aldo” que dá nome à bacalhoada servida no restaurante onde eles se encontram. Nas histórias de papai, esse tipo de coisa não era coincidência.

SrX mapa1

Ao contrário de outras histórias de tesouro de papai, este realmente existe. Mas como sempre, ninguém ficará com ele. E para piorar, o “candidato” a Rei do Crime consegue até se apoderar do tesouro por algum tempo, mas no final acaba descobrindo que mais uma vez não conseguiu praticar crime algum, para seu supremo desgosto.

O termo náutico da vez, influência dos clássicos livros de aventuras e usado em uma das falas do Capitão, é “boreste“, sinônimo de “estibordo” e significa o lado direito da embarcação, do ponto de vista de quem olha para a sua proa. O lado esquerdo do navio é “bombordo”.

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