A Cidade-Fantasma

História do Pena Kid, de 1975.

Todo “Velho Oeste” que se preza tem uma cidade fantasma no meio do caminho, abandonada por este ou aquele motivo, deixada para trás por seus habitantes para assombrar quem seja que tenha o infortúnio de passar por ela.

Esta é mais uma história do Peninha na redação de A Patada, e mais uma vez a trama vai se desenvolvendo de acordo com os palpites do Tio Patinhas. Depois de uma primeira página pouco promissora, o chefe pede “ação, mistério e movimento”, porque é isso que ele acha que os leitores do Pena Kid querem ver. Se é isto o que ele quer, o Peninha se esforçará para dar a ele exatamente o que foi pedido, mas como sempre do jeito dele, inclusive forçando um pouco a barra, se preciso.

Isso fica evidente nos comentários pensados do Alazão de Pau, por exemplo. O autor está fazendo o que pode para mostrar ao tio e patrão que está fazendo o que ele pediu.

PK Fantasma   PK Fantasma1

Após um apavorante encontro com fantasmas, o Tio Patinhas reclama que o Pena Kid está medroso demais. Por isso de repente o personagem muda completamente de personalidade, de um quadrinho para outro, e o Peninha não perde a chance de deixar isso claro para o tio:

PK Fantasma2

No final nada é o que parecia ser, o velho da cidade fantasma não é tão inocente, e os fantasmas são falsos. O problema é explicar como os falsos fantasmas eram produzidos, e desta vez a desculpa esfarrapada do Peninha não convence o velho pato.

Além do tema da cidade fantasma, outros clichês dos velhos filmes de Bangue Bangue usados aqui são a arma do mocinho, que (apesar de ser um revólver comum) atira como uma metralhadora, nunca precisa ser carregada e é capaz de derrubar paredes a tiros, e a arma do vilão, que sempre falha no momento em que ele vai atirar no mocinho.

A cena abaixo é mais uma genial “tirada” de papai. A página de quadrinhos “ganha vida” nas mãos de quem a lê:

PK Fantasma3

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