Nos Tempos Do Avião A Lenha

História do Professor Ludovico, publicada em 1983.

Aqui papai usa novamente dois personagens criados para o episódio intitulado “O Século das Luzes”, da História de Patópolis: o tio do Ludovico, Frederico Von Pato, e o avô do Pardal, o Professor Pardalto. Esta será a segunda e última aparição deles nos quadrinhos Disney até o dia de hoje.

A história em si é uma sátira da Revolução Industrial, que foi caracterizada pelo início da produção feita por máquinas e do trabalho feito por máquinas. E o principal motor para máquinas do início da Era Industrial foi o motor a vapor, muito popular antes do surgimento dos motores a combustão que ainda são os principais motores dos nossos meios de transporte, em pleno século XXI.

Mas nos séculos XIII, XIX e início do XX, o motor a vapor (ou “a lenha”, como ficou conhecido no Brasil) reinava supremo. Começou sendo usado em bombas para extrair a água acumulada dentro de minas de carvão, e rapidamente se espalhou para todo tipo de máquina, desde os grandes teares para tecidos que foram o símbolo supremo da mecanização da indústria e até os meios de transporte.

Na verdade a locomotiva e os trens não teriam sido possíveis sem o motor a vapor, e barcos de todos os tipos e tamanhos, com toda a certeza, se beneficiaram muito da nova tecnologia. Até mesmo os primeiros modelos dos então recém inventados automóveis eram a vapor. Alguns desses carros ainda existem e funcionam, e os carros movidos a gasogênio foram populares no Brasil até mesmo durante o período da Segunda Guerra Mundial, quando faltou gasolina.

O único meio de transporte motorizado da atualidade que não teve uma versão anterior movida a vapor, mas já surgiu movido pelo motor a combustão, foi o avião. É aqui que entra papai, imaginando o que teria acontecido se algum inventor do século XIX houvesse tentado construir um avião com a tecnologia para motores existente na época.

Ludovico lenha

O resultado, é claro, não poderia ser mais hilário. O título desta história é também uma expressão muito usada para denotar “um tempo antigo”, como “mil novecentos e bolinha” para se referir ao ano 1900, ou “mil novecentos e minha avó mocinha”, por exemplo.

Ludovico lenha1

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