O Dia Em Que O Carrilhão Parou

História do Professor Pardal, de 1975.

Toda grande cidade que se preza tem sua torre do relógio, pelo qual toda a população se guia, e Patópolis não é diferente. E como todo grande relógio de carrilhão, como o famosíssimo Big Ben, de Londres (que é o nome do sino, não do relógio nem da torre), ou o tão famoso quanto Relógio Astronômico de Praga, este também é um mecanismo antigo, delicado e temperamental.

Relógios mecânicos de todos os tipos podiam ser extremamente sofisticados, em seu tempo, e até mesmo os modelos caseiros (como este ou este) mais caros podiam ter alguns dos elementos dos grandes carrilhões, como um mostrador das fases da lua, o toque característico de um ou mais de seus “irmãos famosos”, ou bonecos móveis. Minha casa dos tempos de criança, em Campinas, também tinha um desses velhos relógios na parede, mas ele não chegava nem perto, em sofisticação, de certos modelos que se vê por aí. Em todo caso, alguns são mais elegantes, outros mais cafonas, mas todos são lindos.

O Relógio da Torre de Patópolis tem, por fora, a sobriedade de seu “colega” de Londres, mas por dentro ele é 100% Praga, com seus grandes bonecos móveis. A diferença é que em Praga eles são Santos da Igreja, e em Patópolis se parecem mais com algo tirado de uma caixa de soldadinhos de chumbo antigos.

Pardal Carrilhao

Eu gosto mais do nome original que papai deu à história, “O Carrilhão Da Confusão”, que, para mim, descreve melhor o que acontece na trama, mas o editor viu por bem mudar o nome para publicação. Paciência. Mas, se o título original houvesse sido mantido, o leitor atento de papai pelo menos teria uma chance de deduzir sozinho o que está acontecendo, e por que os esforços iniciais do Pardal para consertar o relógio não dão certo.

Pardal Carrilhao1

A confusão é realmente grande, e quanto mais ela aumenta, mais o leitor ri. Meu quadrinho preferido da história toda está abaixo, mas há outros momentos muito interessantes, como a cena em que aparece o relógio finalmente consertado, intencionalmente muito parecida com o quadrinho de abertura. São sutilezas como essa que marcam o “estilo Ivan Saidenberg” de se fazer quadrinhos.

Pardal Carrilhao2

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Já leste o meu livro? Quem ainda não leu está convidado a ler minha biografia de papai, à sua espera nas melhores livrarias.

Marsupial: http://www.lojamarsupial.com.br/ivan-saidenberg-o-homem-que-rabiscava

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Cultura: http://www.livrariacultura.com.br/p/ivan-saidenberg-o-homem-que-rabiscava-15071096

Monkix: http://www.monkix.com.br/serie-recordatorio/ivan-saidenberg-o-homem-que-rabiscava-serie-recordatorio.html

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