O Manchomóvel

História do Mancha Negra, de 1974.

Repitam comigo, pela milésima vez: o crime não compensa, e decididamente, absolutamente, sem sombra de dúvida, não existe golpe perfeito. O Mancha pode ser muito esperto (embora haja controvérsia, porque toda maldade também é muito burra), mestre dos disfarces, e especialista em fugas, mas nem ele conseguiu cometer o crime perfeito. O caso de hoje não será diferente.

Como sempre, nas histórias de papai, a inteligência do leitor atento não é subestimada: papai confia plenamente que seu leitor vai saber identificar exatamente o momento no qual o golpe do vilão sobre o Pardal começa a dar errado. No fim, mais vale um inventor inteligente que se faz de bobo, do que um bandido bobo que acha que é inteligente.

A história contém também uma visão bastante crítica da sinalização de transito das grandes cidades, que pode ser extremamente confusa, a ponto de deixar qualquer um sem saber para onde ir. E pelo menos uma placa, que aponta para a “La Pinha”, me lembra o nome de uma canção de 1968, chamada “Lapinha”. Era algo que papai costumava cantarolar, sempre que estava de bom humor (o que não era raro, afinal de contas).

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Já o carro que o Pardal prepara para o Mancha lembra um pouco os equipamentos do Morcego Vermelho. Ao que parece, o inventor tem um “repertório” de inventos e invenções aos quais ele volta mais ou menos frequentemente, com algumas variações.

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