O Disfarce Mais Rápido Do Oeste

História do Pena Kid desenhado pelo Peninha na redação de A Patada, de 1976.

Vamos, primeiro, aos trocadilhos e demais referências recorrentes nas histórias de papai para este personagem: ele tentava sempre citar mais ou menos os mesmos lugares como sendo a região onde as histórias acontecem. Assim, o “Desfiladeiro do Grande Canhão” é mencionado mais uma vez, como local de esconderijo do vilão.

Além disso, se o leitor olhar bem, poderá ver as estacas que escoram algumas das construções menos importantes da cidade, que na verdade são apenas fachadas, como em um set de cinema. (Seria interessante, aliás, se alguém tentasse fazer um mapa de Pacífica City e seus arredores, semelhante aos que existem para Patópolis).

Já o nome do vilão mestre em disfarces, “Kid Sfarce” é, obviamente, um jogo de palavras com “que disfarce”. Nos cartazes nas paredes da delegacia, mais piadas do mesmo tipo. Temos um “Kid Bananeira”, cujo cartaz faz o leitor até querer virar a revista de ponta cabeça, e um certo “Juan, El Horrible”, cujo nome pode ser traduzido do “portunhol” para “Ivan, o Terrível”. Além de ser o nome e alcunha de um antigo imperador russo, é também uma maneira velada que papai encontrou para “assinar” esta história que é, decididamente, uma obra prima.

PK disfarce   PK disfarce1

É nela que aparece a famosa cena do “tire esse lago daí”, que cito em meu livro, por exemplo.

PK disfarce2

Enquanto isso o Peninha, em sua função de desenhista de quadrinhos, está especialmente “atacado” hoje, alfinetando a todos na redação. Primeiro faz o banqueiro Patatinhas perder todo o seu rico dinheirinho, para desgosto do tio e patrão Patinhas, e depois começa a pegar no pé do primo Donald. Só que, aqui, a história tem uma reviravolta inesperada, e o comportamento do “grande quadrinista” Peninha muda de acordo.

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O interessante é que a suposta trama principal, uma bastante óbvia perseguição a um bandido também bastante óbvio, é o que menos importa no meio de toda essa sátira sobre o processo de criação de uma história em quadrinhos. Mas isso não quer dizer que o desfecho não será tão hilário quanto surpreendente.

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Já leste o meu livro? Quem ainda não leu está convidado a conhecer minha biografia de papai, à sua espera nas melhores livrarias: Marsupial – Comix – Cultura – Monkix 

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Tenho o prazer de anunciar um novo livro, que não é sobre quadrinhos, mas sim uma breve história do Rock and Roll. Chama-se “A História do Mundo Segundo o Rock and Roll”, e está à venda nos sites do Clube de Autores agBook

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