A Indústria De Chapéus Voadores

História do Professor Pardal, de 1973.

Depois do humilde e acidentado início do chapéu voador, a segunda história feita para a engenhoca nos mostra um grande desenvolvimento: o dispositivo se populariza em Patópolis, e vira uma “coqueluche” que rivaliza até com a popularidade do Morcego Vermelho.

Até o herói, aliás, vai adotar a hélice em sua touca, e finalmente se transformar no Morcego Voador que sempre sonhou ser. Ele, e todo o resto da população de Patópolis, é claro. Papai aproveita para “passear” com o conceito do chapéu, ou melhor, “deitar e rolar”, e vai explorando todas as possibilidades de uso da coisa. No final, até os passarinhos da cidade estão usando as hélices em lugar das próprias asas.

Pardal fabrica

Tem o cavalheiro que tira o chapéu para a moça e leva um tombo, tem o homem que vai dependurado na alça do chapéu como quem anda de ônibus, por força do hábito, e até a Maga Patalójika adere à moda.

Pardal fabrica1

Referências nas falas dos personagens também são fartas. Coisas como “É a glória, é a glória”, bordão de comemoração do Morcego Vermelho, as carteiradas, no estilo “você sabe com quem está voando?”, gritos de “barbeiro”, e até uma referência ao Monumento às Bandeiras, em São Paulo, apelidado de “Vê se não empurra”, à medida que o céu acima da cidade se enche cada vez mais de cidadãos.

Esta história foi republicada recentemente no almanaque Disney Especial Os Aviadores, com uma pequena modificação: o preço da invenção sofreu com a inflação desde 1973, e passou dos 50 cruzeiros originais para atuais 200 patacas patopolenses. Interessante.

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4 opiniões sobre “A Indústria De Chapéus Voadores

  1. O seu pai por algum acaso não fez uma história que tinha uma invenção do ”carro borracha” do Professor Pardal, eu li aproximadamente em 1981. É uma história que me lembro muito dela, até tinha desenhado faróis numa borracha que eu tinha na época da escola;

  2. não tem como postar um roteiro escrito ou datilografado e escaneado ou em PDF mesmo? Isto é , como eram formatados em forma de texto ou esboçados antes de serem enviados aos desenhistas para que o roteiro fosse ilustrado. Seria legal para a gente ver como eram os roteiros já que comumente os roteiros são vistos pelos leitores já desenhados.Me lembro que uma vez um roteirista de quadrinhos me deus de presente umas cópias em xerox; eu achei muito legal como eles escrevem os roteiros de quadrinhos. Bem, fica a sugestão.

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