De Volta Ao Mundo De Esquálidus

História do Mickey, de 1979.

Com uma generosa dose de tecnofobia e muito humor, ela foi premiada com o 5º Prêmio Abril de Jornalismo em 1980 como Melhor História em Quadrinhos.

Com o advento dos computadores, nos anos 1960, e com os avanços da tecnologia que já se via nos anos 1970, surgiu em algumas pessoas uma certa paranoia de que, algum dia em um futuro não muito distante, essas máquinas todas se tornassem “inteligentes demais” e passassem a nos dominar. Essa ideia foi muito alardeada por sensacionalistas de todos os tipos, desde jornalistas até cineastas e afins.

E apesar de todos os avanços, e da atual crença de que máquinas super inteligentes podem nos libertar e não escravizar, se usadas corretamente, essa tecnofobia ainda existe. Uma noção que já está caindo em desuso, mas que foi muito usada como “bicho papão” nos anos 1990 e 2000 é a de que a Internet seria algo “viciante”, e que os computadores e depois os dispositivos portáteis nos transformariam em seres “antissociais”, e que, para evitar essa desgraça, precisaríamos evitar usar as máquinas a todo custo.

Mas, com o advento das redes sociais, e com a tecnologia se tornando cada vez mais indispensável na vida das pessoas tanto para o trabalho como para o lazer, não há mais como tentar nos amedrontar para nos influenciar a ficarmos longe da conectividade. Isso, aliás, acontece porque essa facilidade toda de comunicação entre as pessoas comuns é algo de que os políticos e demais poderosos do mundo têm muito medo. Mais do que uma “ditadura de máquinas”, os grandes vilões da atualidade morrem de medo da verdadeira democracia participativa que a tecnologia vem tornando cada vez mais possível.

Voltando à nossa história de hoje, um desses avanços da tecnologia era a TV em cores, por exemplo, que hoje nos parece até prosaica, mas que só começou a se tornar realmente acessível para a maioria da população brasileira na época da Copa do Mundo de 1974. Em 1979 a coisa toda ainda era uma grande novidade mas, é claro, o Mundo do Esquálidus está sempre um passo ou dois à frente.

Lá, não apenas a TV é tridimensional, como também as máquinas já tomaram o poder. (Note-se, por favor, as designações de algumas das máquinas. Qualquer sigla que pareça conhecida não terá sido mera coincidência.) Mas, por mais avançada que uma máquina seja, um cérebro eletrônico sempre será somente tão bom quanto a sua programação. E é com esse detalhe que papai conta para introduzir um elemento imprevisto que vai “fundir a cuca” das tiranas e permitir a volta dos nossos heróis Mickey e Pateta à superfície.

Mickey Esqualidus

Aqui, pelo menos, as máquinas (ainda) não mandam na gente… ou será que mandam?

Mickey Esqualidus1

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Já leste o meu livro? Quem ainda não leu está convidado a conhecer minha biografia de papai, à sua espera nas melhores livrarias: Marsupial – Comix – Cultura – Monkix 

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Tenho o prazer de anunciar um novo livro, que não é sobre quadrinhos, mas sim uma breve história do Rock and Roll. Chama-se “A História do Mundo Segundo o Rock and Roll”, e está à venda nos sites do Clube de Autores agBook

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