A Sorterona Prefeita – Inédita

História do Urtigão contra as Solteironas Anônimas, de 20 de julho de 1993.

Nesse dia ele escreveu e rafeou duas histórias. A primeira é esta, e a outra será comentada na segunda que vem, se Deus quiser.

Como sempre acontece com esta linha de personagens que a Abril estava trabalhando naqueles tempos, a história lida com a fantasia/pesadelo machista das mulheres desesperadas para se casar, como se todas fossem assim e só pensassem nisso. Ainda bem que essa série não durou muito. Alguém por lá deve ter se tocado que a ideia não era assim tão boa, afinal.

Em todo caso a história de hoje (que começa com um súbito impedimento do prefeito e posse da vice-prefeita que em seguida começa a legislar um monte de arbitrariedades em causa própria e em claro abuso de poder) é quase profética, como muitas das coisas que ele escrevia enquanto estava absorto, sua mente voando nas asas da imaginação. Qualquer semelhança com o momento político atual do Brasil talvez não tenha sido uma completa coincidência. Ele só inverteu os gêneros “um pouco”.

De resto, há as brincadeiras com os nomes dos personagens, como Juca Piau (capiau) Joca Ipira (caipira), etc. A menção à feira na página 3 é mais uma referência à canção “De Papo Pro Ar”, que papai associava com o Urtigão, e o brado de guerra “Talirô” é uma brincadeira com “Tally-Ho“, antiga frase britânica usada tradicionalmente na caça de raposas. Na página 4 temos o número “2222” no trem, que é uma referência à canção “Expresso 2222“, de Gilberto Gil.

A coisa toda lembra bastante, também, as histórias em quadrinhos clássicas de Ferdinando contra Maria Cebola.

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