Zé Carioca e os 7 Anões Maus – Inédita

História do Zé Carioca, composta em 31 de julho de 1993.

Naqueles tempos, a ordem era “atualizar” o Zé. Colocaram nele um boné, calçados esportivos nos pés, jeans, camisetas coloridas, propuseram que ele falasse mais em gíria… e pediram a papai para continuar na mesma linha.

E ele tentou, sinceramente, fazendo o que podia, apesar de já estar fora do Brasil há muitos anos e não estar mais atualizado com coisas como gírias, por exemplo, que vivem mudando. As notas nas margens desta história evidenciam essa dificuldade. (A gíria “bái”, aliás, na página 9, do inglês “Bye” de Goodbye, é uma gíria mais da criançada israelense do que qualquer outra coisa).

Aqui temos, também, a última e derradeira aparição da Anacozeca em histórias de papai. Eles não levam uma surra, exatamente, como em histórias anteriores desta série, e até (pensam que) conseguem cobrar o Zé, mas acabam se dando mal, como sempre. Hoje temos também a renovada revelação de Rocha Vaz como chefe da turma de cobradores. Isso era algo que papai inventou inspirado em filmes de espionagem, mas de que depois meio que se arrependeu. Em todo caso ele nunca parou, realmente, de usar essa ideia.

A história em si é mais um daqueles cross-overs de personagens de “universos” diferentes. Hoje o tema é magia, e o primeiro quadrinho, à primeira vista, faz com que pareça que o Zé virou algum tipo de aprendiz de feiticeiro, mexendo um grande caldeirão.

Na verdade é bem o contrário: são os feiticeiros (ou, mais acertadamente, ladrões de livros de magia) que se tornam “aprendizes de Zé Carioca”, com todas as hilárias consequências disso.

Por fim, a aparição do Mago Mandrago, como sempre acontece nas histórias dos 7 Anões Maus, vem restaurar a ordem natural das coisas. O Mago pode não ser uma figura lá muito simpática, nem exatamente bondosa, mas ele certamente é justo, e isto basta.

Papai o usou para devolver a trama ao início, como gostava de fazer. Desse modo os personagens voltam à estaca zero, na mesma situação em que estavam no primeiro quadrinho, já que a ética das histórias de magia impede que os personagens ganhem algo permanente ou definitivo por meios “desleais” para com os outros pobres mortais.

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