O Caso do Fantasma Comilão

História do Escubidu, escrita em meados de 1978 e publicada em dezembro do mesmo ano pela RGE (Rio Gráfica e Editora) na revista Festival HB número 4.

Esta é uma colaboração entre meu pai e minha mãe, uma “história a quatro mãos”, por assim dizer. A ideia é dela, incluindo o desfecho (eu me lembro de ter ouvido os dois conversando sobre o assunto, ainda naquele tempo), e o desenvolvimento é dele.

O que acontece é que mamãe percebeu que nas histórias de fantasma da turma do Escubidu o vilão é sempre um falso fantasma. Ou é alguém se fazendo passar por ser sobrenatural para cometer algum crime, ou um fenômeno natural que é confundido com um fantasma.

Assim, se perguntava ela, o que aconteceria se houvesse mesmo um fantasma de verdade? Quem é que pode dizer que não existem fantasmas, assim com tanta certeza? Não seria esta uma visão de mundo materialista demais para histórias infantis?

escubidu-fantasma

Para manter a fidelidade à descrição dos personagens papai colocou um falso fantasma e um golpe criminoso na trama, enquanto ao mesmo tempo usou com maestria a ideia de mamãe. A “marca registrada” de papai está nos nomes do dono da confeitarie e seu ajudante: Oscar A. Melo e Zé Docinho, respectivamente.

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Já leste o meu livro? Quem ainda não leu está convidado a conhecer minha biografia de papai, à sua espera nas melhores livrarias: Marsupial – Comix – Cultura – Monkix 

A História dos Quadrinhos no Brasil, e-book de autoria de papai, pode ser encontrado na Amazon 

 

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5 opiniões sobre “O Caso do Fantasma Comilão

  1. Nunca gostei do Escubidu por isso. Sempre chamei isso de síndrome de escubidu. O fantasma era sempre alguém disfarçado. Era a ideologia da época, que continua vigente, principalmente entre os cientistas oficiais, apesar de com menos força, do materialismo cientificista exaltado e furioso do século 19.
    Tinha também uma série onde dois oficiais da força aérea ianque investigavam um relato de ufo e sempre explicavam de maneira racional. Sempre era um engano, um balão, um erro.

  2. Interessante saber que o velho Said já escreveu HQs para a Rio Gráfica. E mais interessante ainda é descobrir que a colaboração com o estúdio do Ely Barbosa era mais antiga do que eu pensava. Era esse estúdio que produzia as histórias nacionais da Hanna-Barbera para a RGE.
    Nessa editora, era só de personagens HB que o seu pai fazia roteiros, ou havia também de outros universos?

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