A Máquina Talvez

História do Professor Pardal, de 1980.

Inventada por Carl Barks em 1958, a simpática máquina em questão é mais uma daquelas coisas engraçadíssimas que papai adorava “adotar” e usar para mais algumas histórias.

Na história original a máquina lê pensamentos, mas só responde às perguntas que são dirigidas a ela com frases estapafúrdias que começam com “talvez”, sabotando, assim, o próprio propósito, que seria o de dar alguma vantagem ou conhecimento privilegiado ao usuário.

Ela seria usada novamente na edição especial sobre a História dos Computadores, já comentada aqui, ajudando a explicar o tema às crianças de Patópolis. Nos dois casos, o “método” para consertar a máquina (e também para quebrá-la de novo, ou a coisa toda não teria a menor graça) é o mesmo: um forte chute ou outro tipo de pancada. Como se diz por aí, quando o assunto é “computadores”, é aquela coisa: “software” é o que você xinga, e “hardware” é o que você chuta.

Isso é também uma referência a antigas comédias pastelão e filmes mudos, onde amnésias (e outros problemas mentais) eram causadas e também curadas com fortes pancadas na cabeça (crianças, não tentem isso em casa).

Interessante é o modo como papai combina à história principal a “trama paralela” do Lampadinha, também ao estilo Carl Barks, na qual o robozinho luta com várias aranhas enquanto o Professor limpa o depósito de inventos inúteis. Na maioria das histórias, isso é algo que acontece ao fundo, como uma história dentro de outra história.

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Já leste o meu livro? Quem ainda não leu está convidado a conhecer minha biografia de papai, à sua espera nas melhores livrarias: Marsupial – Comix – Cultura 

A História dos Quadrinhos no Brasil, e-book de autoria de papai, pode ser encontrado na Amazon 

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Uma opinião sobre “A Máquina Talvez

  1. As histórias criadas pelo seu saudoso pai, ajudaram-me a apreciar, na minha infância feliz do interior do Paraná, os quadrinhos brasileiros da Disney tanto como os de, ninguém menos que Carl Barks! (mesmo que eu não soubesse que eram seus autores, sabia que tinha algo especial em mãos, quando lia as histórias de ambos).

    Também veio à mente a voz que eu imaginava que a Máquina Talvez possuiria: toda masculina e empostada, como a dos antigos apresentadores de telejornais ou então a da personagem Lobo Jr. – do Jornal do Lobo, do igualmente saudoso Chico Anysio.

    Parabéns por honrar o legado de seu pai com tamanha dedicação e carinho!

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