A Empada Era A Lei

História do Zé carioca, de 1979.

Todo mundo, ao que parece, tem direito a um dia de fúria uma vez na vida, incluindo este nosso velho conhecido. Desgostoso porque a Agência Moleza de Detetives não está dando dinheiro algum, ele passa a mão em um machado e resolve quebrar tudo.

Já o Nestor faz hoje o papel do “cara do deixa disso”, que vai inspirar o Zé a mudar de ramo, e não apenas fechar definitivamente a barraquinha: já que é preciso tentar ganhar dinheiro, o jeito é investir no ramo dos alimentos. Afinal, se nem todo mundo precisa dos serviços de um detetive, ninguém passa muito tempo sem precisar comer um pouco. Mas convenhamos que é difícil vender comida quando o próprio cozinheiro não comeu nada o dia todo. Assim como na história “O Tesouro de Tortuga”, já comentada aqui, o Nestor até muda de cor, dessa vez de fome.

A inspiração para o nome da história vem de “A Espada Era a Lei”, outro grande clássico da Disney. E agora que já temos as empadas, chega a hora de a lei entrar em ação, na figura de um personagem novo inventado especialmente para esta história.

Mas, entre uma empada e outra, nem tudo são rosas. Os nossos amigos vão aprender, como sempre na marra, que é preciso muito mais, para abrir um negócio do ramo alimentício, do que simplesmente uma banquinha e uma fornada de guloseimas.

Isso tendo sido dito, um último conselho aos cozinheiros amadores de plantão: sempre prove o que acabou de preparar, antes de sair vendendo.

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