Surpresa na Festa Surpresa

História da Patrícia, de Ely Barbosa, Publicada pela Editora Abril na revista da personagem número 21 em julho de 1988.

Festas de aniversário organizadas “à revelia” do aniversariante, ou seja, de surpresa, são terreno fértil para mal entendidos e confusões de todos os tipos. Exatamente por causa disso, elas costumam se transformar em eventos tragicômicos.

A coisa mais fácil é o aniversariante pensar que está sendo ignorado e ficar magoado, ou simplesmente não comparecer porque não foi convidado, ou algo assim.

Aqui papai combina o comportamento característico de “pestinha estraga prazeres” do Terremoto quando é contrariado (algo que os Metralhinhas de papai também faziam) com o comportamento esquecido e apatetado da Patrícia (como na história do Pateta comentada recentemente) para um efeito hilário.

Mas engraçado, mesmo, e um pouco improvável, é o aniversariante se esquecer do próprio dia de nascimento. É nesse momento que até o Terremoto fica um pouco “pateta” também. Em todo caso, papai usa o “esquecimento” do Terremoto e a suposição dele de que a festa é para o Beto, o menino popular da turma, para brincar com o leitor e semear uma pista para aqueles que estão prestando atenção.

Afinal, se o Beto está esperando pelo aniversariante juntamente com os outros convidados, então chega-se à fácil conclusão de que a festa não é para ele. E se não é para ele, para quem é a festa que o pestinha está tentando estragar?

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