O Conde De Montecristal

História da Família Metralha, de 1980.

Inspirada no livro “O Conde de Monte Cristo”, escrito por Alexandre Dumas e publicado na forma de capítulos em série a partir de 1844, esta é mais uma daquelas histórias que o Vovô Metralha conta e que a gente não sabe se é verdade ou inventada.

De qualquer maneira, o que o Vovô parece estar fazendo (e o que papai estava fazendo sem sombra de dúvida com os leitores) é tentar ensinar, de maneira bem indireta e divertida, alguma coisa de História e literatura aos seus desmiolados netos (até mesmo porque ensinar também é uma forma de amar).

Quando leitura é manga de colete e o interesse pelos estudos é nulo (afinal de contas, se gostassem de ler e estudar talvez os Metralhas não tivessem se tornado bandidos), um “teatrinho” e uma história bem contada podem fazer uma pessoa aprender sem perceber, enquanto pensa que está só se divertindo um pouco.

Já o “papel” de Edmond Dantés (pronuncia-se “Dantês”) é perfeito para o Metralha Azarado, já que se pode argumentar que o personagem principal do livro de Dumas também era um bocado sem sorte. Assim, ele será o personagem central e também a maior vítima de todo tipo de desventura, para a diversão do leitor.

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Quanto ao próprio 1313, além de ser a “linha de ligação” entre todas as histórias desta série, é divertido ver a paixão com a qual ele sempre defende seus vários “antepassados”, na (vã) esperança de encontrar algum que não tenha sido assim tão azarado. Ele parece pensar que encontrar um “1313 sortudo” em algum lugar do passado talvez possa redimi-lo, mesmo que seja só um pouquinho.

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Os Três Mosquitinhos

História de Tico e Teco, publicada pela primeira vez em 1978 (apesar de ter sido escrita em 1974) e que conta com a participação especial do Lampadinha, o ajudante do Professor Pardal.

Um mês antes havia sido publicada uma história do Zé e do Nestor (esta escrita em 1977), chamada “A Longa Noite dos Pernilongos”, e que eu já comentei aqui.

Ao que parece, as duas histórias são variações sobre um mesmo tema, o do ataque dos sádicos pernilongos, que se divertem atacando os outros. É provável que a história dos Esquilos tenha sido comprada e depois esquecida numa gaveta, mas papai com certeza não gostava de ver uma boa ideia ficar sem publicação. A ideia original é mais infantil e singela, a história do Zé já é bem mais elaborada, mas ambas as abordagens são válidas.

Aqui temos os dois esquilos da floresta tentando tirar uma soneca sob uma árvore após um lanche de maçãs, quando são atacados de surpresa por três “mosquitinhos”, que em tudo lembram os Três Mosqueteiros de Alexandre Dumas, incluindo os nomes, Athos, Porthos e Aramis, e completos com espadas pontiagudas e chapéus de abas largas com plumas.

Na tentativa de escapar dos pernilongos, nossos heróis se deparam com o Lampadinha, que veio fazer ele também um piquenique na floresta, completo com uma mini cesta de vime cheia de minúsculas frutas, sanduíches pequeninos e até uma garrafinha de leite ou suco. Algo inusitado para um serzinho eletrônico que, até o quanto sei, se alimenta exclusivamente de solução eletrolítica.

Tico Teco Lampadinha

Ao ver os esquilos em apuros, o Lampadinha se junta à luta e arma os amigos com pequenas espadas de madeira. É aí que os Três Mosquitinhos, bem ao estilo dos “colegas” na história do Zé Carioca, chamam reforços, atraindo uma nuvem de pequenos monstros voadores que então passam a perseguir os heróis.

Tico Teco Lampadinha Mosquitos

A perseguição chega até a toca de uma aranha, que fica feliz ao ver aqueles mosquitos todos presos em sua teia, mas os esquilos são bonzinhos demais para permitir que aconteça algo de mau até mesmo àqueles “chatos”. Afastando a aranha, eles soltam os mosquitos que, gratos, passam a guardar o piquenique dos amiguinhos contra outros tipos de insetos.

E há um certo livro esperando para ser visto aqui. Obrigada.