Arqueiro Arteiro

História do Gordo, de Ely Barbosa, composta em agosto de 1987 e publicada pela Editora Abril no mesmo ano, na revista O Gordo e Cia número 14.

O arqueirismo, arqueiria, ou tiro com arco é um esporte que deriva de antigas técnicas de caça e pesca. O arco era usado também como arma em guerras, mas ficou obsoleto após o aparecimento das armas de fogo.

Hoje em dia tem grande prestígio como esporte olímpico, mas sua prática (especialmente a amadora) requer alguns cuidados que crianças em geral costumam não tomar ao fazer suas primeiras experiências com o que ainda é, para todos os efeitos, uma arma.

Para começar, é preciso muita concentração para atirar flechas com o arco, e esse é um dos aspectos que papai aborda: a cada vez que o Gordo vai tentar atirar alguém o atrapalha, o que gera alguns bonés e chapéus atravessados por flechas. Mais uns centímetros para baixo e não seriam apenas os chapéus, e isso já é uma advertência para as crianças: não façam isso em casa, pelo menos, não sem a supervisão de um adulto.

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Uma das melhores piadas da história é também a mais sutil: depois de atrapalhar o Gordo e testemunhar as consequências, o Fininho vai saindo… de fininho.

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Mais ou menos nesta época papai comprou um arco simples e flechas e trouxe para nós crianças brincarmos, e ele conosco. Por sorte nosso quintal era grande e tinha muros altos, assim não havia muito perigo de acidentes. A brincadeira proposta por ele foi fazermos um torneio atirando em latas de conserva vazias, empilhadas no outro lado do quintal.

O que ele provavelmente não nos disse é que isso tudo já era uma espécia de “pesquisa”, ou “laboratório” para a história que ele queria escrever. Evidência disso é o torneio que acaba acontecendo entre o Gordo e a turminha rival, a do Jarbas, que também tem um pouco a ver com histórias Disney como “O Torneio de Aeromodelos”, “A Corrida de Vassouras” e “A Grande Corrida de Tartarugas”, todas já comentadas aqui.

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A Epidemia Maluca

História do 00-ZÉro e Pata Hari, de 1976.

O mistério de hoje envolve um suposto caso de histeria coletiva, no qual toda a população de uma cidade, localizada em algum país exótico de aparência arabizada, endoideceu de repente. Se isso não fosse o suficiente, (mais) coisas estranhas estão acontecendo, e os chefes de nossos amigos agentes secretos acreditam que a BRONKA tem alguma coisa a ver com isso.

“Epidemias malucas” de vários tipos são mais comuns e têm existido por mais tempo do que se pensa, desde os episódios de “dançomania” durante a Idade Média e até a “epidemia de riso de Tanganika“, ocorrida já no século XX. Uma teoria que eu ouvi sobre o assunto propõe que elas acontecem mais entre populações que vivem sob estritas leis morais e religiosas, justamente aquelas onde demonstrações públicas de alegria e descontração são condenadas, e nas quais as mulheres são mais reprimidas.

Mas o caso, aqui, é menos psicológico e mais “farmacológico”. Também existiram casos de “Ergotismo“, que é o envenenamento acidental por um fungo do centeio, na História do mundo até a Idade Média, e existe até hoje o mel maluco do Himalaia, mas casos de loucura por envenenamento da água são mais comuns em filmes de espionagem e mistério do que na realidade.

Mas é claro que uma cidade cheia de gente maluca dançando nas ruas e fazendo a maior confusão é um tema muito engraçado para uma história em quadrinhos, que funciona muito bem e certamente vai fazer os leitores rirem bastante. E este, mais do que a solução de qualquer possível mistério, é o objetivo maior desta história.

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Em especial temos um coadjuvante um tanto surreal, que primeiro acredita ser Robin Hood, depois Guilherme Tell, e finalmente o Arqueiro Verde, em referência a três personagens clássicos bastante conhecidos.

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Um Bandido Metido A Besta

História do Morcego Vermelho, de 1977.

Hoje teremos uma verdadeira aula sobre uma modalidade de arqueria pouco conhecida, já que o bandido da vez usa uma besta como arma e instrumento de utilidades.

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Na verdade o nome da arma é lido “bésta”, mas pouca gente sabe disso. A pronúncia mais comum é com o “E” fechado mesmo, o que dá ensejo a várias conotações e trocadilhos. Mas entre bestas, besteiros e besteiras, o leitor já aprendeu mais alguma coisa para incrementar a sua cultura geral.

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Nesta história vemos o Morcego tentando instituir a “conta morcego”, já que vive tendo de pagar os estragos que frequentemente faz pela cidade ao perseguir os bandidos. Como papai não dava ponto sem nó em seus roteiros, esse fato também terá importância na hora da prisão do bandido. Afinal de contas, se você fosse o dono de uma loja e algum maluco mascarado, que pode ser qualquer pessoa, lhe pedisse para fazer fiado, você aceitaria? Pois é.

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