O Roubo Da Diligência

História do Zorro, de 1974.

Em mais um embate entre o Zorro e o Águia, este é um elaborado plano do vilão para criar uma emboscada para o herói usando seu “ponto fraco”, esse “estranho” senso de justiça, essa “mania”, (na opinião dos verdadeiramente maus), que o mocinho tem de combater a criminalidade e defender os cidadãos da Califórnia da tirania dos políticos. Criminalidade e tirania essas que, aliás, como papai irá demonstrar, muitas vezes andam de mãos dadas e servem uma à outra.

A trama se parece bastante com uma partida de xadrez. Os primeiros movimentos são aparentemente bastante simples e despretensiosos, mas a coisa toda vai rapidamente evoluindo para uma verdadeira batalha mental entre os dois adversários.

A princípio tudo parece ser “apenas” um assalto a uma diligência, mas o caldo começa a engrossar logo no primeiro quadrinho da terceira página, quando é mostrado que os soldados de Los Angeles tudo viram e nada fizeram. Só isso deveria bastar para sinalizar ao leitor atento que algo está muito errado nessa história.

Mas será apenas gradativamente que a verdadeira extensão do plano maléfico irá se descortinando em sua totalidade, uma pista de cada vez, à medida que Dom Diego vai discretamente investigando o que pode estar acontecendo. O plano é realmente muito inteligente, mas o Zorro é mais e logo conseguirá conectar os pontinhos e novamente frustrar os vilões.

Ele só cometerá um erro: profundamente ofendido pelo ataque covarde a seu pai que ele não pode impedir para não revelar a sua identidade secreta, o Zorro/Dom Diego não resistirá à tentação de se vingar. Isso só não terá consequências mais graves porque o capanga do Águia é realmente burro, mas serve para mostrar que Dom Diego, no final das contas, não tem “sangue de barata” e que o Zorro, apesar de sua fama de quase sobrenatural, é também um mortal muito humano.

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A Vitória Do Águia

História do Zorro, de 1974.

Esta é uma pequena lição e denúncia sobre corrupção nos governos em geral. Considerando a situação política pela qual o Brasil passava naquele tempo, esta foi uma grande ousadia de papai e maior ainda da Editora Abril, ao dar tamanha liberdade de expressão aos seus artistas.

Por sorte os militares da censura aparentemente não liam quadrinhos com a devida seriedade, ou não conseguiram ver que a “alfinetada” era dirigida ao governo deles.

A ambição do Senhor Varga, um governante da Califórnia sob o Domínio Espanhol que papai adotou diretamente da série de TV do Zorro, é tomar o poder como governante absoluto, promover a independência do território e em seguida sagrar-se a si mesmo “rei”, para melhor locupletar-se do dinheiro público.

Nada diferente, aliás, das ambições impuras das miríades de bandidos travestidos de políticos que, desde sempre, vêm usando nossa nação como seu “cofre de porquinho” particular, sempre prontos a quebrá-la para satisfazer-lhes os muitos caprichos. A aparência do Águia, na arte do desenhista Walmir Amaral de Oliveira, aliás, me parece bastante “profética”. O que você acha, caro leitor? Lembra alguém?

O Zorro acaba conseguindo, como sempre, frustrar o contrabando de armas duas vezes ao longo de poucas páginas, mas também é ferido de raspão por um tiro disparado pelo vilão e quase capturado. Quem disse que a vida do herói é só empinar o cavalo negro na frente da lua cheia e fazer bonito para as mocinhas? Vida de herói não é fácil, não.

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A Descoberta Do Garcia

História do Zorro, escrita em 1972 e publicada em 1975.

Curiosamente, esta foi a primeira de todas a ser escrita, mas foi a penúltima a ser publicada. As histórias de papai para o Zorro foram publicadas de 1973 a 1976.

E ele já começou “causando” (e talvez seja por isso mesmo que ela ficou na gaveta por tanto tempo): uma das características do Sargento Garcia é que ele convive com o Dom Diego o tempo todo, e nunca desconfia de que está na verdade servindo de informante do próprio herói mascarado.

Que ele é um pouco lento de pensamento, todo mundo sabe. Talvez ele até mesmo seja um pouco burro, como o Capitão Monastério vive dizendo. Mas na verdade ninguém é assim tão idiota que não consiga desconfiar do óbvio de vez em quando. Será mesmo que o Garcia é realmente assim tão tapado?

E afinal, quem é mais burro? O Sargento, com seu QI limitado, ou o Comandante, do alto de sua prepotência e abuso de poder?

Já o Zorro hoje será tomado por um sentimento misto de pena pelo sargento boboca e de arrogância ou superioridade em relação aos soldados de Los Angeles que, aliado a um excesso de autoconfiança, quase será a sua ruína logo de saída.

No futuro ele aprenderá a ser mais cuidadoso. Já a solução encontrada pelo Dom Diego para afastar de si as suspeitas só funciona, mesmo, em histórias em quadrinhos. Mas, como é justamente disso que se trata, está valendo.

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A Fuga De El Tigre

História do Zorro, de 1975.

O herói é certamente confiante em sua capacidade de enfrentar os militares de Los Angeles e ousado em suas ações, mas isso não quer dizer que tudo o que ele tenta fazer sempre dá certo exatamente como o planejado.

Neste caso, a tentativa de bancar o Robin Hood, tomando o dinheiro dos poderosos para devolver aos pobres (hoje é o preço da recompensa por um bandido que o Zorro prendeu), vai acabar dando a esse mesmo bandido a chance de escapar da prisão e voltar a aprontar das suas pela região.

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Será tarefa do herói recapturá-lo, corrigindo o erro que cometeu. E isso ele fará magistralmente em uma batalha de astúcias contra o bandido, sem esquecer, é claro, de devolver o dinheiro aos pobres, aqui representados pelos padres da missão.

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Nesta história papai faz uma primeira menção à Estrada Real, que ele usaria de novo em uma história do Zorro (“Um Certo Capitão Mendoza”, já comentada aqui) também escrita em 1974, como esta, mas publicada em 1976. Isso ajuda a ambientar e dar autenticidade à história, mostrando ao leitor referências a lugares que existem de verdade, e não apenas a uma Los Angeles “genérica”.

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Tenho o prazer de anunciar um novo livro, que não é sobre quadrinhos, mas sim uma breve história do Rock and Roll. Chama-se “A História do Mundo Segundo o Rock and Roll”, e está à venda nos sites do Clube de Autores agBook

Um Certo Capitão Mendoza

História do Zorro, de 1976.

(O título da  história me lembra qualquer coisa como “Um Certo Capitão Rodrigo”, mas a referência para por aí.)

Da série “planos perfeitos para capturar o Zorro”. Um capitão novo, tido como o melhor espadachim da Califórnia, é enviado a Los Angeles para tentar, pela enésima vez, prender aquele a quem os poderosos chamam de bandido, e o povo humilde chama de herói.

Zorro Mendoza

Os militares tentam todos os truques do livro, desde o desafio barato para um duelo, passando por tentativas de emboscada, perseguições noite adentro, aumento da recompensa, e chegando até mesmo à luta desleal. Obviamente, nada disso adianta. O Zorro está em todos os lugares, seja como Don Diego, ou vestido de capa e roupa preta. Ele sabe de tudo o que se passa, luta melhor que todos, é mais esperto que qualquer um e tem o povo ao seu lado. Ninguém segura o Zorro!

Zorro Mendoza1

A Estrada Real citada pelo Capitão Mendoza na história existe de verdade. Foi aberta pelos espanhóis mais ou menos na mesma época na qual se passa a lenda do Zorro, e um belo mapa antigo feito à mão pode ser visto no link. Vale o clique.

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A Nova Investida Do Águia

História do Zorro, publicada em 1975.

O Águia é um vilão que vem, originalmente, da antiga série de TV. Mas como foi papai quem o trouxe para os quadrinhos Disney brasileiros, ele considerava que o personagem também era “dele”, já que, antes disso, ele não existia em quadrinhos.

Aqui vemos mais uma feroz batalha desse terrível vilão, que quer conquistar Los Angeles à força e se sagrar “Rei da Califórnia”, contra o povo da cidade. Somente a astúcia do Zorro poderá vencer a truculência do bandido, e nesse processo o Sargento Garcia se verá obrigado a colaborar com o herói, praticamente colocando-se sob suas ordens.

Zorro investida

Enquanto isso, Dom Alejandro, que no passado já esteve convencido de que o Zorro seria um bandido e nem desconfiava que ele e seu próprio filho pudessem ser a mesma pessoa, agora já começa a ter outros pensamentos. Ele chega inclusive a defender o Zorro em conversa com Diego. O velho pai não é bobo, e um dia certamente ainda vai descobrir tudo, mas este dia não é hoje.

Zorro investida1

O roteiro da batalha não deve nada às velhas histórias de guerra que papai escrevia ou adaptava para os quadrinhos nos anos 1960, e prende o leitor com a respiração suspensa até a vitória final do herói.

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Um Povoado Pacato

História do Zorro, criada em 1973 e publicada uma vez só em 1975.

Papai baseia a trama no fato de que, antes de passar a ser parte dos EUA, Los Angeles era apenas um vilarejo sem muita importância. O que pode acontecer num lugar onde nada acontece, que possa atrair pessoas à cidade, quando é sabido que especialmente os mais jovens gostam de ambientes bem mais movimentados? O que faz a jovem e bela sobrinha de um velho rancheiro naquele fim de mundo?

Dom Diego, que nunca baixa a guarda nem esquece que é o Zorro em nenhum momento, desconfia logo de cara, e o leitor deveria fazer o mesmo, se quiser mesmo se qualificar para a categoria de “leitor atento”, o tipo de leitor predileto de papai. Além disso, a atenção toda que o interesseiro Capitão Monastério dá à moça também é muito suspeita. Esse vilão nem olha na direção de ninguém se não achar que tem algo a ganhar com isso.

Ao longo das páginas o leitor vai percebendo que este é mais um plano para tentar desmascarar o Zorro. Seus inimigos sabem que ele é astuto, mas tentam fazê-lo cair na armadilha de uma fraqueza muito comum aos homens em geral: seu deslumbramento por mulheres bonitas. Conseguirá a pérfida Dolores Sierra (cujo nome é inspirado na letra de uma música de Nelson Gonçalves) fazer o Zorro de bobo?

Mas apesar de toda a sua astúcia e desconfiança, o Diego/Zorro sabe ser grato a quem o ajuda, e logo lembra que o tio da moça uma vez o ajudou a escapar do Sargento Garcia e seus comandados. Será essa a fraqueza do Zorro? Pois logo veremos que apesar de tudo esse rancheiro também faz parte do plano para prender o Zorro, e desconfia que ele e Dom Diego sejam a mesma pessoa.

Zorro pacato

O mistério vai se revelando aos poucos. O Zorro não é à prova de falhas, e até espalha sem querer algumas pistas sobre sua identidade secreta pelo povoado de vez em quando, mas vai saber dar a volta por cima. Mas a vilã está tão certa de que ninguém desconfiará dela que é bem menos cuidadosa, e logo cai em contradição. Isso não passará despercebido ao astuto mocinho.

Apesar de todos os truques, ele saberá mais uma vez confundir seus inimigos e expô-los ao ridículo. Ninguém é páreo para o Zorro, no quesito astúcia.

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