Pra MIN Sete É Número De Azar

História da Madame Min, de 1983.

Do mesmo modo que a Maga Patalójika é obcecada com a Moedinha Número 1 do Tio Patinhas, os Sete Anões Maus estão sempre em busca de um livro de magia para roubar, já que não sabem fazer seus próprios encantamentos.

O alvo preferido deles é o livro do Mago Mandrago, mas ele é também difícil de roubar. Além disso, sempre que eles tentam, a reação do Mago é fulminante. Mas, ao contrário da Moedinha, que é única no mundo, livros de magia existem aos montes. Cada bruxo ou bruxa tem o seu.

Assim sendo, hoje os duendes malvados resolvem mudar de alvo e roubar o livro de magia da Madame Min. Ela também é muito poderosa mas, em um primeiro momento, subestima os Anões. Essa será a ruína da bruxa, pelo menos por hoje.

Mas é claro que os Anões não podem se dar bem, porque eles também são vilões. Em todo caso, eles começam com algo que parece ser uma vantagem, mas que logo se virará contra eles.

Como sempre, as regras da magia são caprichosas e levam a resultados inesperados. Afinal, até mesmo grandes bruxos já foram meros aprendizes de feiticeiros, e precisam ter começado a aprender de alguma maneira, com alguma espécie de “cartilha” de magia.

O nome da história é uma referência à superstição que dá conta que o número sete é um número de sorte. A não ser, é claro, que os “sete” sejam os Anões Maus. Aí é realmente azar na certa.

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“Bruxo-Padrinho”

História da Maga Patalójika, de 1975.

A Maga é uma bruxa malvada, disso não há dúvida. E o Tantã é um bruxinho bonzinho, disso todo mundo sabe. Assim, quando ele aparece no laboratório dessa que é tia dele para fazer um estágio ao final do curso na Faculdade de Ciências Ocultas e Letras Apagadas, o leitor pode ter certeza de que vem chumbo grosso por aí.

A coisa mais fácil de acontecer em um lugar onde se fazem poções, e que é o que acaba acontecendo, é uma grande bagunça, com líquidos esparramados e frascos quebrados. Nesse sentido, um laboratório de magia de uma bruxa de histórias em quadrinhos não é lá muito diferente de uma grande cozinha daquelas antigas, nas quais a presença de crianças não era bem aceita, justamente por causa do risco de acidentes com grandes panelas e fogões a lenha.

É óbvio que um acidente doméstico em um lugar cheio de feitiços prontos para serem lançados vai acabar causando uma transformação maluca, especialmente se, na bagunça, eles se misturarem todos de algum modo imprevisível.

Fácil, também, seria inverter a personalidade do Tantã, de bonzinho para temporariamente mau. Na verdade, isso seria um pouco fácil demais, e um pouco “manjado” demais. É por isso que papai escolheu um caminho diferente e, por isso mesmo, totalmente hilário. Afinal, até mesmo para um bruxo bom, sair por aí transformado em “fado” (uma espécie de fada do sexo masculino) é um pouquinho de humilhação demais.

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A Noite Dos Bruxinhos

História de Huguinho, Zezinho e Luisinho, de 1980.

A inspiração vem de uma história de Carl Barks de 1952. Dela papai usou o Dia das Bruxas, as fantasias dos patinhos e a participação da Bruxa Vanda com sua vassoura pensante, a Jezebel.

Para deixar clara a referência, ele usou inclusive um título parecido com o da história de Barks. Mas as semelhanças param por aí. Desta vez não há conflito com o Pato Donald, muito pelo contrário. O conflito será, aliás, completamente indireto, e essa é a principal diferença e o ponto forte desta história.

Fantasiados, os meninos nem estão pedindo doces ou donativos para si mesmos, mas sim para uma festa beneficente dos Escoteiros que, curiosamente, já está prestes a começar. (Papai não explica, mas seria interessante saber que despesa tão urgente é essa que força os garotos a arrecadarem dinheiro assim tão de última hora.)

O interessante é que o Luisinho até chega a ver os bruxinhos que são os vilões da história voando em suas vassouras várias vezes, mas não terá certeza e não haverá nenhum contato direto entre eles. Nem mesmo a Bruxa Vanda, companheira da aventura anterior, eles verão, desta vez.

Somente o Tio Patinhas chega a ver os dois conjuntos de crianças fantasiadas, já que os bruxinhos aproveitam a passagem dos meninos pela Caixa Forte para assumir a aparência deles, enganar o velho pato e assim entrar na fortaleza eles também.

Mas este não é o tema principal da história. É só o “gancho” que vai possibilitar a intervenção da Vanda e a punição dos bruxinhos. O tema da história não é o relacionamento dos meninos com o Donald, que mal participa da coisa toda. Não é exatamente o relacionamento dos patinhos com o tio rico (que hoje aliás está especialmente generoso, coisa rara, mas o tema também não é esse.) E certamente não é a festa beneficente dos Escoteiros.

O tema da história é puramente o Dia das Bruxas, e aquele tipo de magia que está constantemente à nossa volta mas que nós, materialistas e sobrecarregados com as tarefas do dia a dia, simplesmente não conseguimos ver.

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Também na Amazon, estou lançando um novo projeto: o Sebo Saidenberg, no qual inicialmente estou disponibilizando alguns dos livros de minha coleção particular que podem ser interessantes aos amigos, incluindo alguns poucos exemplares da biografia que estão comigo, e que seguirão autografados a quem os comprar diretamente do meu sebo.

O Bruxo

História do Inspetor Vivaldo, publicada pela Editora Abril na revista A Pantera Cor de Rosa número 15, em setembro de 1976.

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Composta em agosto de 1975, a história foge um pouco do estilo policial, e rapidamente envereda pelos domínios dos bruxos e da magia. Ao que parece, a maneira mais fácil de se lidar com um personagem comercial com o qual não se tem muita prática (já que foram poucas as histórias da turma da Pantera Cor de Rosa que papai escreveu) é combiná-lo com algum tema “coringa” com o qual já se tenha alguma intimidade.

Assim, todos os clichês se aplicam: há a perseguição policial ao bandido, que é também um bruxo, transformações em sapo (com a inescapável visita ao brejo), a casinha feita de doces da história de João e Maria, abóboras e maçãs envenenadas.

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Mas o mais importante é o desafio de como prender um bruxo sem usar magia, que revela toda a coragem, astúcia e habilidade dos heróis.

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O Circo Dos Horrores

História do Tio Patinhas, de 1976.

Os assim chamados “shows de horrores” ou circos de horrores eram uma forma de entretenimento que foi muito popular nos EUA do século XIX, mas eu desconfio que é algo que vem desde a Idade Média, ou até antes na História.

Nas cortes dos reis medievais e renascentistas europeus eram muitos os contratados para entreter os nobres, entre palhaços, mágicos, músicos e pessoas portadoras de deficiências, como o nanismo, por exemplo.

O fato é que, por falta total de tecnologia médica para ajudá-las e pelo forte preconceito que essas pessoas sofriam, os deficientes físicos em geral não teriam outra condição de trabalhar e se sustentar, a não ser que se juntassem a algum tipo de “circo” ou se colocassem sob a “proteção” de algum explorador inescrupuloso.

No Novo Mundo, os shows itinerantes que viajavam pelos EUA eram um misto de zoológico humano e museu de bizarrices: pessoas deformadas, objetos estranhos usados em shows de mágica, e animais mitológicos empalhados. Desses bichos empalhados, as mais famosas talvez sejam as Sereias de Fiji, que nada mais eram do que carcaças de macacos costuradas em rabos de grandes peixes.

(Aliás, se você ainda não clicou nos links, eu recomendo cautela: algumas das imagens são um pouco fortes.)

Com o início do Século XX e os avanços da medicina e da cultura esses espetáculos deploráveis foram caindo em desuso. Mas algo inspirado nisso que ainda circula por todo o Brasil em circos e parques de diversões itinerantes é o show da “Monga, a Mulher Gorila“.

Na história de hoje, os monstros bizarros que povoam o circo “Gorlando, O Feio” (mais uma brincadeira com o famoso Circo Orlando Orfei) são na verdade bruxos vindos de Bruxópolis para ajudar a Maga Patalójika em mais um plano para tentar roubar a Moedinha Número Um.

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O Curandeiro-Bruxo

História do Poderoso Tor publicada pela Editora Abril Na revista Heróis da TV número 25 em 1977.

Este é um conto moralizante, que de certo modo pretende ensinar as crianças a não serem rebeldes e a obedecerem os adultos.

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Ao desobedecer as instruções de Eros, a identidade secreta do Poderoso Tor, se recusar a participar da colheita e se afastar do grupo para ir brincar (e ainda por cima fantasiado de herói), o Pequeno Rob se expõe a um perigo terrível, do qual somente o verdadeiro Tor poderá salvá-lo. Tudo isso sem contar, é claro, com o arroubo de machismo infantil como justificativa capenga para a má vontade.

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O paralelo para a vida real seria se recusar a ir para a escola, preferindo ficar brincando na rua, exposto a tudo de ruim (criminalidade, drogas) que se pode encontrar nessa situação. Esse é um paralelo que papai espera que o próprio leitor, ou qualquer pessoa que esteja lendo a história para uma criança, possa traçar e internalizar.

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A Feira Anual De Bruxedos

História das bruxas, de 1975.

Hoje o campeonato de bruxarias tem até sigla com as sílabas do nome. É a 13ª FABRUX, a Feira Anual de Bruxedos. A presença do número 13 como símbolo de azar e mau agouro ligado a feitiços e bruxarias é até esperada, mas a verdadeira sacada de criatividade está composição da sigla, que ficou bastante convincente.

Uma feira deve ser, obviamente, um pouco mais do que somente um concurso. Talvez seja mais como uma convenção, ou um lugar para palestras sobre magia, venda de poções e troca de receitas, mas papai preferiu focar no concurso de bruxarias pois, afinal, é isso que rende mais risadas do leitor.

Alguns dos personagens criados para esta história são o bruxo Aldo e a bruxa Sibila, vinda de um lugar chamado Serpentário. Esta segunda bruxa tem cobras no cabelo, como Medusa, da Mitologia Grega, e seu nome lembra o som sibilante que as cobras costumam fazer.

Como sempre, a magia rola solta, e as trapaças também. E também como sempre, chegada a hora do concurso, todas as magias apresentadas pelas outras bruxas ao “simpático” (só que não) corpo de jurados são as mais manjadas possíveis.

Maga Fabrux

Em teoria, isso deveria deixar o caminho livre para a Maga e a Min apresentarem algo realmente original e conquistar o prêmio, mas o problema é que as trapaças que elas já fizeram desde o início da história não podem ficar impunes.

Maga Fabrux1

Desse modo a confusão só aumenta, assim como as risadas do leitor.

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