A Feira Anual De Bruxedos

História das bruxas, de 1975.

Hoje o campeonato de bruxarias tem até sigla com as sílabas do nome. É a 13ª FABRUX, a Feira Anual de Bruxedos. A presença do número 13 como símbolo de azar e mau agouro ligado a feitiços e bruxarias é até esperada, mas a verdadeira sacada de criatividade está composição da sigla, que ficou bastante convincente.

Uma feira deve ser, obviamente, um pouco mais do que somente um concurso. Talvez seja mais como uma convenção, ou um lugar para palestras sobre magia, venda de poções e troca de receitas, mas papai preferiu focar no concurso de bruxarias pois, afinal, é isso que rende mais risadas do leitor.

Alguns dos personagens criados para esta história são o bruxo Aldo e a bruxa Sibila, vinda de um lugar chamado Serpentário. Esta segunda bruxa tem cobras no cabelo, como Medusa, da Mitologia Grega, e seu nome lembra o som sibilante que as cobras costumam fazer.

Como sempre, a magia rola solta, e as trapaças também. E também como sempre, chegada a hora do concurso, todas as magias apresentadas pelas outras bruxas ao “simpático” (só que não) corpo de jurados são as mais manjadas possíveis.

Maga Fabrux

Em teoria, isso deveria deixar o caminho livre para a Maga e a Min apresentarem algo realmente original e conquistar o prêmio, mas o problema é que as trapaças que elas já fizeram desde o início da história não podem ficar impunes.

Maga Fabrux1

Desse modo a confusão só aumenta, assim como as risadas do leitor.

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O Sítio Mal-Assombrado

História da Vovó Donalda, de 1976.

As patinhas Lalá, Lelé e Lili vão visitar a Vovó no sítio, mas ao chegar lá descobrem que há coisas estranhas acontecendo.

VD assombrado

A ideia de papai é brincar com a percepção do leitor. Ao mesmo tempo em que as meninas (e o próprio leitor) estão vendo, claramente, que algo está errado, os adultos se comportam como se nada de mais estivesse acontecendo. Não há nada mais frustrante, para uma criança, do que essa recusa dos adultos em acreditar nelas, só porque elas são crianças. E isso também é algo que está sendo trabalhado, aqui, e com o que até mesmo o leitor mais velho pode se relacionar.

VD assombrado1

É só quando percebemos que o olhar dos adultos está estranho, que podemos começar a desvendar o que pode, possivelmente, estar errado.

Em seguida, será a vez das patinhas tentarem estragar a traquinagem dos bruxinhos que invadiram o celeiro e estão por trás de toda a confusão. Mas como elas conseguirão, se não têm poderes mágicos? Por um lado, pode ser mais fácil do que parece. Por outro, elas quase se metem em uma encrenca maior ainda, ao despertar a ira dos pequenos vilões.

No auge do suspense, quando tudo parece perdido, a solução definitiva aparecerá como em um passe de mágica.

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Um Convidado Bem Trapalhão

História do Pateta, de 1975.

O tema é um que já foi muito usado em filmes de terror tipo B e em histórias em quadrinhos do mesmo gênero, daquelas que papai escrevia nos anos 1960, antes de começar a trabalhar com quadrinhos infantis: o carro de um incauto qualquer tem uma pane mecânica no meio de uma noite escura e tempestuosa, próximo a um castelo aparentemente abandonado e de aparência lúgubre. Sem muita escolha, ele busca lá mesmo um abrigo para passar a noite e acaba se deparando com uma festa de monstros. A partir daí, muita coisa pode acontecer, e de fato acontece.

Nesta história em particular, o que vemos é uma espécie de embate entre o bruxinho Peralta, que quer assustar o Pateta a qualquer custo, e o bruxinho Tantã, que estudou magia branca e não faz maldades. Assim, o segundo bruxinho toma para si a tarefa de proteger o Pateta, sem ninguém saber. Já o próprio Pateta, protegido pela própria inocência e por seu “amigo secreto”, passa a história toda sem fazer ideia do que está realmente acontecendo, e é claro que isso torna a coisa toda ainda mais engraçada.

Pateta convidado

“Um Convidado Bem Trapalhão” é também o título de um filme de Peter Sellers, de 1968, no qual o igualmente patético e trapalhão personagem principal é convidado por engano para uma festa esnobe e acaba fazendo a maior confusão.

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Bruxópolis

História do Peninha, de 1974.

Em Bruxópolis, a cidade das bruxas, é aquela época do ano de novo: está acontecendo um Congresso de Bruxas e Bruxedos, e bruxas do mundo todo estão reunidas para o evento. E há bruxas de todos os tipos. Algumas são jovens e belas, outras são velhas senhoras, e muitas nem parecem humanas.

Enquanto isso, o Peninha está viajando em sua motocicleta e tentando encontrar o Rio da Pesca, por motivos óbvios. E como sempre acontece quando ele vai pescar, o Ronrom o está seguindo.

O Peninha não é um personagem que se veja às voltas com bruxas frequentemente, a não ser quando a Maga e a Min atacam a Caixa Forte de seu Tio Patinhas. Esta, então, é mais uma daquelas misturas insólitas e engraçadas de personagens de “universos” diferentes que era uma das marcas registradas de papai.

Peninha Bruxopolis

A confusão causada pelo encontro é das maiores e, apesar de não gostar nadinha do Peninha, o Ronrom é um gato que honra seus bigodes e não deixará o pato abilolado em apuros… sozinho.

Peninha Bruxopolis1

E depois de tudo, quando o leitor já se divertiu a valer com as peripécias e desventuras dos dois “trouxas” no meio dos bruxos e já se esqueceu até do motivo que levou nossos amigos até ali, papai joga o proverbial “balde de água fria” e nos lembra a todos que tudo aquilo não passa de uma história de pescador.

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A Má Magali

História das bruxas, de 1978.

Toda bruxinha boazinha também pode ter seu dia de malvada, e hoje á a vez da Magali. O expediente usado para “transformar” a menina é um dos clichês mais usados de todos os tempos, mas que nunca sai de moda: a “velha e boa” (só que não) pancada na cabeça.

Aparentemente, este é o único modo de fazer a bruxinha ficar má, porque, como sabemos, de acordo com as “leis da magia” das histórias em quadrinhos, não é possível mudar a índole de alguém por meio de magia. Ou a pessoa se convence a ser má por vontade própria, ou nada feito. E para que o efeito seja apenas temporário, já que não se pode mudar as características dos personagens de nenhuma maneira permanente, uma amnésia passageira é a melhor pedida.

Magali ma

Tudo isso por causa de uma poção que, ainda de acordo com as caprichosas leis da magia, não pode ser exposta à presença de uma pessoa boa. A poção, por sua vez, está sendo preparada para mais um dos frequentes concursos de bruxaria organizados pelo Bruxomestre. E o mais engraçado é que, mais uma vez, todas as participantes inventaram de apresentar um mesmo feitiço velho, cada uma de uma maneira levemente diferente. Assim não há concurso que aguente…

Magali ma1

E hoje temos a primeira (e única, por sinal) aparição de mais uma personagem criada por papai, a Bruxa Malvina. Ela é apenas uma coadjuvante sem muita importância, mas o nome começado com “mal” é bastante sugestivo para uma bruxa brasileira.

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As Vassouras Mágicas

História das Bruxas, de 1977.

Jezebel, a vassoura encantada da Bruxa Vanda, é realmente um prodígio da magia: ela age basicamente como uma secretária. Obedece ordens, leva e traz coisas, e até faz chá! São tantos os seus talentos, que a Maga Patalójika fica com inveja e começa até a ter ideias maléficas.

Maga Vassouras

O problema da inveja é que, ao ver um resultado desejável obtido por outra pessoa, o invejoso nunca considera o processo que levou o invejado ao sucesso. Afinal, se fosse fácil, todas as outras bruxas também teriam vassouras desse tipo.

O máximo que a Maga consegue fazer é enfeitiçar suas vassouras para limpar seu castelo sozinhas, como vimos em “A Aprendiz de Feiticeira”, já comentada recentemente. E como naquela história, esta também é uma referência ao Mickey Aprendiz de Feiticeiro e às vassouras preparadas por magia para fazer algum trabalho.

Mas o fato, como acontece com os computadores, é que os objetos mágicos também fazem o que se manda, e não o que se quer. E isso é o que a Maga vai aprender a duras penas, bem ao estilo do Mickey, para o desgosto dela e a diversão do leitor.

Interessante é o uso de algumas palavras: para começar, temos um “chá maleficente”, que parece ser a versão das bruxas de um chá beneficente. E por fim o convincente uso da clássica palavra mágica “abracadabra” para abrir o armário das fórmulas secretas da Vanda.

Maga Vassouras1

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A Eleição De Miss Bruxa

História das bruxas, de 1974.

A Madame Min não se dá com espelhos mágicos, decididamente, especialmente aqueles do tipo “espelho, espelho meu, quem é mais bela”, etc., etc. O espelho ou cai na gargalhada e é quebrado de raiva, ou já vai se quebrando sozinho logo de uma vez, de susto.

Já a Maga Patalójica, isso todo mundo também sabe, não prima pela simpatia, e muito menos pela generosidade. Assim, quando ela aparece toda simpática no castelo da Min, se dizendo jurada de um concurso e convidando a colega para participar, com regulamento em mãos e tudo, é de se desconfiar que ela não esteja planejando nada de bom.

Miss bruxa

Nesta trama papai brinca com as percepções e com as ideias preconcebidas do leitor: quando se fala em “miss” (senhorita, em Inglês), todo mundo logo pensa em “concurso de beleza”. A própria Min pensa assim, e é com isso que a Maga está contando. Mas se o leitor for realmente atento, verá que em nenhum lugar se diz explicitamente que este é um concurso de beleza. Uma “miss” é mesmo só uma mulher solteira, nada mais. O resto é fruto de nossos anseios, desejos e ilusões.

Já os “familiares” da Min, o gato Mefistófeles e o corvo que, assim como os espelhos mágicos, não conseguem segurar o riso sempre que a bruxa tenta se achar bonita, passam a história toda sendo transformados, a cada vez que ela se enfurece.

Miss bruxa1

Realmente… quem tem amigos assim, não precisa de inimigos. Mas não fique triste não, Minzinha. Com 18, 800 ou 1000 anos de idade, ninguém precisa realmente de espelhos e concursos, ou de qualquer aprovação externa, para se sentir bem consigo mesma e com a própria aparência.

E essa é uma coisa que acontece muito na vida real, não é mesmo? Até mesmo as mulheres mais poderosas do mundo acabam caindo na armadilha dos “padrões de beleza”, e principalmente os do tipo mais inatingível. É claro que ninguém precisa andar por aí com cara de bruxa, mas também não devemos exigir de nós mesmas uma beleza que não temos.

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