A Volta Do Dr. Tempo

História do Superpateta, de 1975.

Enquanto, aqui na região Sudeste do Brasil, a previsão do tempo está anunciando uma forte frente fria que irá derrubar bastante as temperaturas deste nosso inverno neste final de semana, em países como Grécia, Israel e Irã (entre outros no Mediterrâneo e no Oriente Médio), que ficam no hemisfério norte e estão agora no verão, há previsões de fortíssimas ondas de calor para os próximos dias.

Aqui no Brasil é comum, também, que haja seca em alguns lugares e enchentes em outros, tudo na mesma época do ano. O clima de nosso planeta é um sistema caótico por definição, e desde tempos imemoriais tem sido fonte de angústia e até mesmo de temor para os seres humanos, sempre expostos aos seus efeitos.

Tanto, que nossos sentimentos de impotência frente os caprichos das intempéries já deu origem a sistemas de crenças (quem nunca ouviu falar no “Deus do Trovão“?), ciências (como a meteorologia), e até mesmo práticas mágicas e supersticiosas (como a Dança da Chuva).

Poder controlar o clima é um sonho antigo da humanidade que nunca foi realmente realizado, apesar de práticas como a “semeadura de nuvens” como controverso esforço para fazer chover, por exemplo. Ao que parece, o que o ser humano está “conseguindo”, na verdade, é tornar as condições climáticas de nosso planeta ainda mais caóticas.

É de tudo isso que vem o baixinho Doutor Tempo, um vilão criado no exterior para ser inimigo do Superpateta, e alegremente adotado por papai para mais esta história. Com sua arma de raios congelantes, ele costuma tocar o terror nos céus de Patópolis, congelando o Super em pleno ar e fazendo nevar no verão, entre outras coisas.

A história de hoje nos mostra mais um épico embate entre herói e vilão, devidamente “semeado” com liberais pitadas de piadinhas sobre tempo e temperatura.

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Um Convidado Bem Trapalhão

História do Pateta, de 1975.

O tema é um que já foi muito usado em filmes de terror tipo B e em histórias em quadrinhos do mesmo gênero, daquelas que papai escrevia nos anos 1960, antes de começar a trabalhar com quadrinhos infantis: o carro de um incauto qualquer tem uma pane mecânica no meio de uma noite escura e tempestuosa, próximo a um castelo aparentemente abandonado e de aparência lúgubre. Sem muita escolha, ele busca lá mesmo um abrigo para passar a noite e acaba se deparando com uma festa de monstros. A partir daí, muita coisa pode acontecer, e de fato acontece.

Nesta história em particular, o que vemos é uma espécie de embate entre o bruxinho Peralta, que quer assustar o Pateta a qualquer custo, e o bruxinho Tantã, que estudou magia branca e não faz maldades. Assim, o segundo bruxinho toma para si a tarefa de proteger o Pateta, sem ninguém saber. Já o próprio Pateta, protegido pela própria inocência e por seu “amigo secreto”, passa a história toda sem fazer ideia do que está realmente acontecendo, e é claro que isso torna a coisa toda ainda mais engraçada.

Pateta convidado

“Um Convidado Bem Trapalhão” é também o título de um filme de Peter Sellers, de 1968, no qual o igualmente patético e trapalhão personagem principal é convidado por engano para uma festa esnobe e acaba fazendo a maior confusão.

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A Arca Do Zé Noé

História do Zé Carioca, de 1974.

Esta história foge um pouco ao “lugar comum” da Vila Xurupita, enquanto vai dando uma generosa “esticada” nos limites do plausível, até praticamente as raias do absurdo. Mas a coisa é feita de um modo tão hábil que o leitor vai na onda, movido talvez pela curiosidade de ver o que mais vai acontecer, à medida que as coisas vão ficando cada vez mais surreais com o passar das páginas.

Papai faz a trama começar simples, com o Zé refugiado no alto do ponto mais alto da Vila Xurupita de uma forte chuva que causou uma enchente, até que uma represa próxima cede e ele é arrastado pela água juntamente com o Nestor. (A primeira coisa insólita desta história é que a Vila Xurupita fica no alto do Morro do Papagaio. Se lá em cima está desse jeito, o que se pode dizer do resto do Rio?)

Um alívio temporário vem na forma de um velho baú que está flutuando, e que o Zé resolve usar como barco. E o que começou simples vai se complicando, já que a cada quadrinho aparece mais alguém em perigo e precisando de uma carona na embarcação improvisada. O mais engraçado é que, mesmo com seis pessoas dentro, o baú não afunda.

ZC Noe

Mas a coisa não para por aí. A exemplo do Noé no título, o Zé ainda enfrentará o “dilúvio” em grande estilo. Quando a enxurrada leva a turma até o mar, eles então encontram um velho barco a vapor à deriva e animais de um zoológico próximo para recolher. Depois de ver meia dúzia de personagens navegando um baú sem afundar, o leitor já nem estranha mais este novo desenvolvimento na direção do insólito

ZC Noe1

E para quem começou a história preparado para esperar a chuva passar deitado sob um guarda chuva, o Zé terá de se esforçar bastante para não desapontar a Rosinha, o que explica o “splash panel”. É a clássica expressão do ditado “amor, a quanto me obrigas”.

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