Os Profissionais Sem Classe

História do Superpateta, de 1975.

Desta vez os Profissionais Sem Classe declaram a que vieram: o objetivo de seus planos maléficos é nada mais nada menos do que a conquista do mundo.

Mas para que essa megalomania possa se tornar realidade, antes eles precisam derrotar o Superpateta. E para lutar contra um super herói, eles armam um super plano composto de várias super armadilhas sucessivas. Tudo nesta história é “super”, e ao longo das primeiras duas páginas o leitor pode até ficar preocupado. Será que o herói conseguirá escapar? E de que modo?

Como é costume de papai em histórias com múltiplos personagens, e especialmente vilões como os Sete Anões Maus e os próprios Profissionais Sem Classe, ele dá um jeito de citar ao longo das páginas todos os nomes de todos os envolvidos, de preferência em conexão com suas características principais, para que o leitor possa saber quem é quem e o que cada um faz.

Profissionais sem classe

A ideia dos vilões é vencer o super pelo cansaço, mas na verdade o máximo que os bandidos conseguem é fazer o nosso herói ficar resfriado. E isso, é claro, vai ser a ruína deles. O super espirro de um super herói super resfriado é uma força com a qual não se brinca, além de produzir uma piada em série das mais hilárias.

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Enquanto isso, meu plano de dominação do mundo começa com minha biografia de papai, que está à espera de vocês nas melhores livrarias, não percam:

Marsupial: http://www.lojamarsupial.com.br/ivan-saidenberg-o-homem-que-rabiscava

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Monkix: http://www.monkix.com.br/serie-recordatorio/ivan-saidenberg-o-homem-que-rabiscava-serie-recordatorio.html

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O Congresso De Super-Heróis

História do Morcego Vermelho, publicada pela primeira vez em 1975.

O nosso herói volta a Patópolis de uma viagem e se depara com uma convenção de super heróis, que está sendo organizada pelo Patacôncio e seu jornal, A Patranha.

Logo de cara, uma caricatura de papai aparece no primeiro quadrinho, como se fosse a “assinatura” dele:

MOV Congresso

A ideia da convenção de heróis não é má. Nem é um golpe do Patacôncio, que no início, pelo menos, tinha planos de desmascarar o Morcego Vermelho. O problema é que a presença de muitos “supers” em Patópolis logo atrai a atenção dos bandidos da Classe dos Profissionais Sem Classe, que planejam roubar os poderes dos supers com uma máquina do mal e depois usar esses poderes para se tornarem super bandidos.

A graça começa com os heróis que vêm chegando, tanto da própria Patópolis, a exemplo do Superpateta, como de outras cidades: o Homem Múltiplo, de Multiplópolis (repita três vezes, bem rápido), o Minhocão, de Minhocópolis, e outros não menos curiosos, como o Mosquito Elétrico (apelido comum naqueles tempos para crianças pequenas e magrinhas que não paravam quietas).

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Interessante é o herói chamado Abutre Voador, de Urubusópolis… Ele lembra alguém muito conhecido, não é mesmo?

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Enfim: o grande desgosto do Morcego Vermelho é não ter super poderes, e seu maior sonho é ter alguns, como voar, ver através de paredes, ou ter uma super audição. Mas o que parece ser uma desvantagem, aqui acaba virando uma vantagem. Por não ter super poderes para serem roubados, ele acaba sendo o herói mais indicado para salvar a festa, ganhando inclusive a admiração e a gratidão do Patacôncio, que aqui, curiosamente, é colocado num papel positivo, sem nenhuma menção à rivalidade com o Patinhas e A Patada. Será este o fim das tentativas de desmascarar o Morcego?

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E o melhor de tudo é que nesta história papai “empresta” ao Morcego Vermelho todos os poderes possíveis, e este aproveita para fazer uma pequena festa com eles, antes de devolvê-los aos seus legítimos donos. Afinal, mais vale um gosto do que três vinténs, e o criador sabe ser generoso com suas criaturas.

Os Artistas Sem Classe

O Superpateta enfrenta a Classe dos Profissionais Sem Classe, nesta história publicada pela primeira vez em 1976.

Nesta época papai estava brincando com a ideia das “Garatujas Abomináveis”, criadas uns meses antes para serem inimigas do Morcego Vermelho, e aqui chamadas de “Rabiscos Terríveis” e usadas para o mesmo fim, o de ferramenta dos bandidos contra os mocinhos.

Rabiscos terriveis

Entre novas eleições para presidente da Classe, uma fuga da cadeia com o auxílio dos Rabiscos, e um plano para ludibriar o Superpateta, é claro que os bandidos acabam se dando mal de novo.

Por um lado, eles partem do princípio bastante correto que mesmo “super”, nosso herói não deixa de ser um “pateta”. O problema é que eles se esquecem que, mesmo sendo “pateta”, o estado de “super” tem suas vantagens.

profissionais sem classe

O Superpateta pode ser um bobo, mas não é burro (nem mau, o que nas histórias de papai costuma ser mais ou menos a mesma coisa) e tem super audição. Ponto para os bons, com a volta dos maus à cadeia.