O Aniversário do Gordo

História do Gordo, de Ely Barbosa, composta em agosto de 1987 e publicada pela Editora Abril na revista O Gordo e Cia número 12 mais tarde naquele mesmo ano.

Esta história é inspirada em duas mais antigas que papai fez para a Disney: Um Presente para Puff, de 1976 e O Aniversário do Tio Donald, de 1977, ambas já comentadas aqui.

Do Donald ele tira a noção da data de aniversário no dia 13, uma sexta-feira. Só não se sabe qual é o mês, mas a julgar pela época na qual a história foi composta, pode-se ter uma ideia sobre de onde veio a inspiração. (Se bem que, em 1987, o 13 de agosto não foi uma sexta-feira, mas sim uma quinta).

Já do Puff vem a questão dos presentes. Do mesmo modo como todo mundo acha lógico dar mel ao ursinho, o presente óbvio para o Gordo são as bolas, de todos os jeitos, tipos e tamanhos. Somente o Tio Bembém, o excêntrico, costuma presentear com outras coisas, como bonecas para um menino, por exemplo.

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Esse é o “problema” que dá início à história e também a solução no final de tudo, já que o Tio fará o papel do desavisado que salvará a pátria sem querer, como na solução da história do Ursinho, dez anos antes. Papai, aliás, deixa a pista (de modo consciente ou não) da inspiração na própria história:

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Mas aqui o presente “alternativo” não são roupas, e sim produtos de higiene pessoal, como loções e perfumes. No meu tempo de adolescente não havia ofensa pior: dar coisas como sabonetes e xampus, por mais finos e perfumados que fossem, era o mesmo que “mandar tomar banho” a alguém. Até ganhar um par de meias era menos humilhante do que isso.

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O Baile a Fantasia

História do Gordo, publicada pela Editora Abril na revista de mesmo nome número 27, de agosto de 1988.

Hoje não temos muitas surpresas ou reviravoltas. É uma trama simples, um exercício de imaginação e uma comparação dos personagens de Ely Barbosa com atores/personagens da TV. Neste caso, especialmente os da Rede Globo.

Assim, no baile a fantasia organizado pelo tio maluco-beleza do Gordo, todo mundo se fantasia de alguma coisa que tem algo a ver com suas próprias características físicas. O Gordo se fantasia de “Gordo”, ou melhor de Bô Boares (Jô Soares), o Fininho de Xico Elísio (Chico Anysio), o Tio Bembém de Xatinho (Chacrinha), o Coalhadinha de Coalhado (Coalhada, personagem de Chico Anysio), o Dunha de Enferrujado (o ator Ferrugem), o Coringuinha de Pequeno Otelo (Grande Otelo), e as meninas Fofa e Lena de Duxa (Xuxa).

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Pois é, as duas. Isso é algo que costuma acontecer em festas a fantasia ou de Carnaval. Fantasias repetidas não são incomuns, e também não são nenhum crime. O importante é se divertir.

Pior será a participação da Turma do Jarbas, que vem à festa sem ter sido convidada e pronta para arrumar confusão. De qualquer maneira, uma vez neutralizado o ataque dos malvados, eles serão convidados também. Até fantasias eles vão ganhar, de “Mosquiteiros”, em uma referência aos Trapalhões.

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Os Oito do Forte

História do Gordo, de Ely Barbosa, escrita em agosto de 1987 e publicada pela Editora Abril na revista número 13 do personagem em janeiro de 1988.

Brincadeiras infantis da infância de papai eram um tema recorrente em suas histórias, e ele usou várias vezes a brincadeira do “Forte”, para vários personagens, como o Pena Kid e o Mickey, por exemplo. A diferença, aqui, é que o Forte não se propõe a ser Apache nem da Legião Estrangeira, mas faz referência a um episódio da História do Brasil.

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A “Revolta dos 18 do Forte de Copacabana” aconteceu em 1922 para expressar um descontentamento dos soldados de baixa patente das Forças Armadas com o modo de governo da época.

A trama, aqui, mistura um pouco da malandragem que o Gordo, na versão de papai, “herdou” do Zé Carioca, com uma briga entre moleques e um pequeno mistério sobre os reais motivos da briga. Há, também, um pouquinho de desconstrução do machismo, mostrando que não existem brincadeiras “de menino” e “de menina”.

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Papai aproveita, como costumava fazer sempre que possível, para citar os nomes de todos os personagens ao longo das páginas, para que o leitor que não conhecesse os personagens não se sentisse alienado. Mas, mesmo colocando a turma toda, e incluindo a turminha rival e bichos de estimação como o Bode Cheiroso e o chihuahua El Tigre, o máximo de integrantes que papai consegue reunir para defender o Forte é oito. Dez a menos. Daí o título da história.

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