A Descoberta Do Garcia

História do Zorro, escrita em 1972 e publicada em 1975.

Curiosamente, esta foi a primeira de todas a ser escrita, mas foi a penúltima a ser publicada. As histórias de papai para o Zorro foram publicadas de 1973 a 1976.

E ele já começou “causando” (e talvez seja por isso mesmo que ela ficou na gaveta por tanto tempo): uma das características do Sargento Garcia é que ele convive com o Dom Diego o tempo todo, e nunca desconfia de que está na verdade servindo de informante do próprio herói mascarado.

Que ele é um pouco lento de pensamento, todo mundo sabe. Talvez ele até mesmo seja um pouco burro, como o Capitão Monastério vive dizendo. Mas na verdade ninguém é assim tão idiota que não consiga desconfiar do óbvio de vez em quando. Será mesmo que o Garcia é realmente assim tão tapado?

E afinal, quem é mais burro? O Sargento, com seu QI limitado, ou o Comandante, do alto de sua prepotência e abuso de poder?

Já o Zorro hoje será tomado por um sentimento misto de pena pelo sargento boboca e de arrogância ou superioridade em relação aos soldados de Los Angeles que, aliado a um excesso de autoconfiança, quase será a sua ruína logo de saída.

No futuro ele aprenderá a ser mais cuidadoso. Já a solução encontrada pelo Dom Diego para afastar de si as suspeitas só funciona, mesmo, em histórias em quadrinhos. Mas, como é justamente disso que se trata, está valendo.

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A Nova Investida Do Águia

História do Zorro, publicada em 1975.

O Águia é um vilão que vem, originalmente, da antiga série de TV. Mas como foi papai quem o trouxe para os quadrinhos Disney brasileiros, ele considerava que o personagem também era “dele”, já que, antes disso, ele não existia em quadrinhos.

Aqui vemos mais uma feroz batalha desse terrível vilão, que quer conquistar Los Angeles à força e se sagrar “Rei da Califórnia”, contra o povo da cidade. Somente a astúcia do Zorro poderá vencer a truculência do bandido, e nesse processo o Sargento Garcia se verá obrigado a colaborar com o herói, praticamente colocando-se sob suas ordens.

Zorro investida

Enquanto isso, Dom Alejandro, que no passado já esteve convencido de que o Zorro seria um bandido e nem desconfiava que ele e seu próprio filho pudessem ser a mesma pessoa, agora já começa a ter outros pensamentos. Ele chega inclusive a defender o Zorro em conversa com Diego. O velho pai não é bobo, e um dia certamente ainda vai descobrir tudo, mas este dia não é hoje.

Zorro investida1

O roteiro da batalha não deve nada às velhas histórias de guerra que papai escrevia ou adaptava para os quadrinhos nos anos 1960, e prende o leitor com a respiração suspensa até a vitória final do herói.

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Um Povoado Pacato

História do Zorro, criada em 1973 e publicada uma vez só em 1975.

Papai baseia a trama no fato de que, antes de passar a ser parte dos EUA, Los Angeles era apenas um vilarejo sem muita importância. O que pode acontecer num lugar onde nada acontece, que possa atrair pessoas à cidade, quando é sabido que especialmente os mais jovens gostam de ambientes bem mais movimentados? O que faz a jovem e bela sobrinha de um velho rancheiro naquele fim de mundo?

Dom Diego, que nunca baixa a guarda nem esquece que é o Zorro em nenhum momento, desconfia logo de cara, e o leitor deveria fazer o mesmo, se quiser mesmo se qualificar para a categoria de “leitor atento”, o tipo de leitor predileto de papai. Além disso, a atenção toda que o interesseiro Capitão Monastério dá à moça também é muito suspeita. Esse vilão nem olha na direção de ninguém se não achar que tem algo a ganhar com isso.

Ao longo das páginas o leitor vai percebendo que este é mais um plano para tentar desmascarar o Zorro. Seus inimigos sabem que ele é astuto, mas tentam fazê-lo cair na armadilha de uma fraqueza muito comum aos homens em geral: seu deslumbramento por mulheres bonitas. Conseguirá a pérfida Dolores Sierra (cujo nome é inspirado na letra de uma música de Nelson Gonçalves) fazer o Zorro de bobo?

Mas apesar de toda a sua astúcia e desconfiança, o Diego/Zorro sabe ser grato a quem o ajuda, e logo lembra que o tio da moça uma vez o ajudou a escapar do Sargento Garcia e seus comandados. Será essa a fraqueza do Zorro? Pois logo veremos que apesar de tudo esse rancheiro também faz parte do plano para prender o Zorro, e desconfia que ele e Dom Diego sejam a mesma pessoa.

Zorro pacato

O mistério vai se revelando aos poucos. O Zorro não é à prova de falhas, e até espalha sem querer algumas pistas sobre sua identidade secreta pelo povoado de vez em quando, mas vai saber dar a volta por cima. Mas a vilã está tão certa de que ninguém desconfiará dela que é bem menos cuidadosa, e logo cai em contradição. Isso não passará despercebido ao astuto mocinho.

Apesar de todos os truques, ele saberá mais uma vez confundir seus inimigos e expô-los ao ridículo. Ninguém é páreo para o Zorro, no quesito astúcia.

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Zorro, O Bandido

História do Zorro, de 1974.

O paradoxo do Zorro, basicamente, é o de que o herói de alguns pode ser o bandido de outros. Dedicado a defender o povo de Los Angeles contra os desmandos dos agentes da coroa espanhola, ele é bem visto e querido pelos mais humildes, e justamente por esse motivo, odiado pelos poderosos, que o consideram um “fora da lei” e portanto um “bandido”.

O fato é que um mascarado, alguém que usa o anonimato para agir como bem quiser, é um perigo potencial, exatamente pela incógnita que representa. O que o impediria (além de seu elevado caráter moral e nobreza de espírito, é claro) de se voltar contra a população que até agora defendia, se fosse do interesse dele? O povo confia no Zorro, mas a verdade é que ninguém sabe quem ele é, nem do que ele é realmente capaz.

É essa a “lição” que os poderosos decidem dar ao povo, para mostrar a eles como são ingênuos, minar sua confiança no herói, sabotar sua influência e, de quebra, tentar desmascará-lo de uma vez por todas. Mas é claro que o verdadeiro Zorro (porque o “Zorro bandido” é um impostor, sem sombra de dúvida) não pode ficar omisso a esse disparate e logo sai em busca dele e de seus mentores, o que rende cenas insólitas como esta:

Zorro bandido

É neste dia que o Sargento Garcia vai poder finalmente realizar seu sonho, e prender o Zorro, o que só adiciona à confusão e humilhação dos maus, mais uma vez.

Zorro bandido1

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A Vitória Do Zorro

História do Zorro, de 1974.

A ousadia e a astúcia do cavaleiro mascarado são tamanhas, que o povo da região chega até a acreditar que ele tem poderes sobrenaturais. Mas o mais interessante é que até os soldados do povoado de Los Angeles, e acima de todos o Sargento Garcia, também acreditam nisso. Este, é claro, é mais um dos trunfos do herói. É muito mais difícil lutar contra um “ser sobrenatural” do que “apenas” contra o melhor espadachim do mundo.

Zorro vitoria

O único que não é simplório a ponto de acreditar nisso é o Capitão Monastério, que inicia então uma “batalha mental” com o mascarado no intuito de testar sua astúcia e coragem, e de quebra ver se consegue capturá-lo de uma vez por todas. A verdade é que no mundo real seria até bem fácil desconfiar da identidade do Zorro, pois afinal ele sempre aparece e desaparece nas cercanias da fazenda dos De La Vega. Este é o raciocínio do chefe da guarda e é lá, então, que o Capitão concentra suas investigações. Mas apesar de inteligente o vilão tem graves defeitos, como a arrogância e a prepotência, que acabam sendo a sua ruína todas as vezes.

Zorro vitoria1

Em todo caso, o Zorro não luta sozinho. Além da ajuda de seu cúmplice, o mordomo Bernardo, ele conta com a colaboração direta ou indireta de todo o povo de Los Angeles. Este é outro dos trunfos que protegem o herói de ser capturado. Eles estão todos, afinal de contas, lutando juntos contra um regime ditatorial e opressor, materializado por meio da truculência e dos desmandos de um grupo de militares. (Qualquer semelhança com as condições políticas e sociais do Brasil na época não terá sido mera coincidência. Papai tinha perfeita consciência disso e certamente não deixava escapar a chance de “alfinetar” o regime em suas histórias, sempre que tinha a chance.)

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