O Caso do Fantasma Comilão

História do Escubidu, escrita em meados de 1978 e publicada em dezembro do mesmo ano pela RGE (Rio Gráfica e Editora) na revista Festival HB número 4.

Esta é uma colaboração entre meu pai e minha mãe, uma “história a quatro mãos”, por assim dizer. A ideia é dela, incluindo o desfecho (eu me lembro de ter ouvido os dois conversando sobre o assunto, ainda naquele tempo), e o desenvolvimento é dele.

O que acontece é que mamãe percebeu que nas histórias de fantasma da turma do Escubidu o vilão é sempre um falso fantasma. Ou é alguém se fazendo passar por ser sobrenatural para cometer algum crime, ou um fenômeno natural que é confundido com um fantasma.

Assim, se perguntava ela, o que aconteceria se houvesse mesmo um fantasma de verdade? Quem é que pode dizer que não existem fantasmas, assim com tanta certeza? Não seria esta uma visão de mundo materialista demais para histórias infantis?

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Para manter a fidelidade à descrição dos personagens papai colocou um falso fantasma e um golpe criminoso na trama, enquanto ao mesmo tempo usou com maestria a ideia de mamãe. A “marca registrada” de papai está nos nomes do dono da confeitarie e seu ajudante: Oscar A. Melo e Zé Docinho, respectivamente.

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