Os Homenzinhos Verdes Da Lua

História do Mickey, de 1976.

Esta história de aventura espacial foi premiada, segundo as anotações de papai, com o II Prêmio Abril de Artes Gráficas de 1977.

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Ela faz alusão à teoria de que existem bases alienígenas secretas na Lua, hipótese aventada desde os tempos em que os primeiros astronautas visitaram o nosso satélite natural e voltaram com relatos de sons estranhos vindos do lado oculto. Aqui é também oferecida uma explicação simples sobre o porque de os astronautas nunca falarem de seus avistamentos de OVNIs, com base no fato de serem histórias nas quais é difícil acreditar.

“Verdolengos” e “Esverdeados”, os dois grupos de extraterrestres mencionados, são algo mais ou menos como “o roto e o rasgado”, já que as duas palavras fazem referência à cor verde de suas peles. Eles são mais parecidos do que diferentes, o que só reforça a futilidade da briga entre eles.

A história tem partes bem distintas, com as primeiras páginas descrevendo como o Mickey vai parar na Lua com o Esquálidus e o Dr. Kopenuper, e como os dois descobriram os seres do espaço. Em seguida papai habilmente faz, em uma única página, o resumo do problema a ser enfrentado e do papel proposto para o Mickey na coisa toda, e a partir daí temos finalmente todo o entrevero entre os nossos heróis e os alienígenas.

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“Caranga” já foi uma gíria para “carro”, especialmente os mais desejados pelos rapazes descolados da época. É bem possível que tenha sido essa a inspiração para o nome “Karangola”, da estranha nave espacial dos amigos cientistas do rato.

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No Mundo Embananado

História do Esquálidus, de 1983.

Num enredo levemente inspirado em “Viagem ao Centro da Terra” de Julio Verne e nas teorias da “Terra oca”, papai nos leva em uma aventura subterrânea cheia de mistérios, intriga e reviravoltas.

Assim como o Mickey, o leitor passa metade da história sem entender direito o que está acontecendo, mas seguindo as pistas que levarão à solução da trama, que envolve o roubo de grandes quantidades de bananeiras inteiras da superfície. Além disso, o leitor também dará muita risada com as abundantes patetadas do Pateta ao longo dos quadrinhos, até que tudo seja finalmente revelado.

Mickey embananado

Apesar da aparência de macacos dos seres do Mundo Embananado (que nossos amigos tentarão imitar para não chamarem muito a atenção lá em baixo), de seu idioma de grunhidos, apetite por bananas e armas simples, como espadas e lanças, eles parecem ser uma civilização bastante desenvolvida, contando até mesmo com um magnífico palácio de ouro e poderosas máquinas de cavar túneis.

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Perigo Da 4ª Dimensão

Em 1977 papai escreveu uma história – já comentada aqui – na qual Mickey e Pateta, com a ajuda de uma máquina inventada pelo Esquálidus em parceria com o Professor Kopenuper, visitam a “Quarta Dimensão” (uma dimensão invisível que existe mais ou menos sobreposta à nossa).

É nela que seres mitológicos como faunos, silvos, fadas e gnomos existem, e é por causa da “proximidade” dela com a terceira dimensão que às vezes esses seres são vistos por aqui, por médiuns ou em momentos especiais, que anulam brevemente a separação entre as dimensões.

Nesta história que comento hoje, de 1982, é a vez dos seres da quarta dimensão “retribuírem a visita” e serem materializados em Patópolis por um descuido dos dois cientistas, que se atrapalham na operação da máquina dimensional.

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O “perigo” no título parece se referir ao risco à integridade dos seres materializados, que passam a ser perseguidos como se fossem “monstros” pelo povo da cidade dos patos, e também ao perigo representado pelos faunos ao Pflip, o Gazecaradraursa, que é capturado e quase vira sopa.

A trama se concentra no sentimento de estranheza, que leva ao pânico e à confusão, tanto por parte dos visitantes quanto por parte dos habitantes locais. A premissa é que os habitantes das duas dimensões ainda não estão preparados para se encontrar e conviver.

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