A Receita Da Invisibilidade

História do Professor Pardal, de 1980.

O título original na lista de trabalho era “A Fórmula Da Invisibilidade”, o que faz muito mais sentido, mas o editor achou por bem mudar, sabe-se lá por qual motivo.

A inspiração vem da literatura, mais especificamente de uma novela de ficção científica escrita por H. G. Wells e publicada em capítulos em 1897, antes de ser lançada como livro no mesmo ano. Além disso, a história virou também filme em 1933, com várias sequências pelos anos 1940 adentro e nas muitas décadas desde então.

Ao longo dos séculos figuras mitológicas, magos e cientistas vêm procurando uma maneira de tornar coisas e pessoas invisíveis, seja por meio de “poções”, capas ou mantos, anéis, capacetes (como o de Hades, depois emprestado a Perseu) e outros objetos e métodos.

Aqui papai segue a linha de Wells, com o Tio Sabiá inventando uma fórmula (se fosse uma bruxa, poderia ser igualmente uma poção) que, quando fervida, produz um vapor que deixa invisíveis a tudo e a todos que toca. O efeito é tão forte que até a casa do inventor fica completamente transparente. Parte da graça da história é observar o Pardal trabalhando às cegas em um laboratório e com objetos que ninguém vê.

A tarefa do Pardal será encontrar um antídoto para ajudar o tio a voltar ao normal, enquanto enfrenta o Professor Gavião com a ajuda do Lampadinha para que a receita não caia em mãos erradas.

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O Planeta Dos Autômatos

História do Professor Pardal, de 1975.

Esta história é um resumo de todos os anseios de papai no que diz respeito à existência de vida em outros planetas, à possibilidade de que nossa civilização se encontre com civilizações alienígenas no futuro e às consequências desse encontro.

Ao contrário das visões apocalípticas de muitos, que temem que esses seres sejam hostis e que possam querer nos aniquilar para tomar nosso lugar sobre a Terra, ele acreditava que esse contato poderia ser amigável e trazer grandes avanços tecnológicos a todos os envolvidos.

Para que isso acontecesse, ainda segundo suas teorias, bastaria que a humanidade alcançasse um nível suficiente de capacidade tecnológica que viesse a nos permitir encontrar com eles já no espaço, ou descobri-los antes que eles nos descubram. Essa teoria, aliás, é a base que rege séries de TV de ficção científica como Star Trek, por exemplo.

Isso, mais aliás ainda, difere bastante da tecnofobia exibida em outras histórias de ficção científica criadas por ele, nas quais não há alienígenas envolvidos. O porquê de haver essa confiança tão grande na suposta tecnologia alienígena e tão pequena na tecnologia humana é um paradoxo que eu não sei explicar. Muito provavelmente, é algo que tem mais a ver com os clichês dos quadrinhos do que realmente com as ideias pessoais de meu pai.

Representando a humanidade como um todo, ao fazer o “test drive” de uma nova e revolucionária tecnologia para foguetes, o Professor Pardal acaba encontrando uma civilização de pequenos robôs muito parecidos com o lampadinha. Eles a princípio são hostis, e têm a intenção de invadir o nosso planeta.

Já que, para evitar essa catástrofe, uma guerra está fora de questão, somente a cooperação tecnológica poderá resolver o problema. A grande sacada de papai é a de que, se os seres são artificiais, criados por um inventor alienígena (e nesse ponto temos também um “aceno” às teorias de “Eram os Deuses Astronautas” de Erich Von Daniken), por quê o planeta deles também não pode ser?

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O Tenebroso Dr. Plástico

História do Morcego Vermelho, de 1975.

Eu tenho a impressão de que a Glória só não sabe que o Morcego Vermelho e o Peninha são a mesma pessoa porque não quer. Ela bem que desconfiou durante um tempo, mas, certamente por amor ao Peninha e para não correr o risco de revelar tudo por engano, ela simplesmente nem pensa no assunto.

Afinal de contas, uma moça esperta como ela logo entenderia por quê há um (prodigioso, para aqueles tempos) telefone sem fio tocando dentro da cesta de piquenique do Peninha durante um feriado, apesar das desculpas esfarrapadas do pato.

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De resto, o vilão da vez se chama “Plasto, o homem de plástico” (em uma referência ao tempo em que o tema de abertura do programa Fantástico, da TV Globo, tinha letra), e é mais um dos robôs maléficos do Dr. Estigma, uma espécia de “primo” do homem elástico, ou um “parente distante” do monstro de piche. Outros robôs de papai, em histórias semelhantes, são “o invencível Mancha Negra”, ou mesmo as cópias que o Professor Gavião fez de si mesmo em “Fica Assim de Gavião”.

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O método para vencer o robô também será parecido: já que não se pode lutar diretamente contra ele, que atira bolas de plástico pegajoso contra seus oponentes para imobilizá-los, o jeito será ser mais inteligente e procurar um caminho menos direto.

Esse tipo de arma não letal, aliás, é algo que já está em uso hoje em dia por forças policiais de todo o mundo. Eu já disse que a imaginação de papai estava uns 30 anos à frente de seu tempo? 😉

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O Ataque Extraterreno

História do Bionicão, composta em janeiro de 1979 e publicada pela RGE – Rio Gráfica e Editora na revista HB Especial número 8 em julho do mesmo ano.

Esta é mais uma daquelas histórias que papai escreveu sob o nome de mamãe como uma maneira de “contornar” o contrato de exclusividade que tinha com a Editora Abril. O nome que consta no expediente da revista é o dela, mas ela me confirmou pessoalmente que a história não é dela. O título de trabalho é “O Ataque Extraterrestre”.

Com 16 páginas, é uma das mais longas que ele escreveu após parar com as histórias de terror. E ela é também inspirada naquelas antigas histórias, especialmente no uso do satélite (que na verdade mais parece uma estação espacial). É uma mistura de cientista maluco como antagonista, com um ataque de discos voadores, luta na órbita da Terra e ficção científica.

A inspiração possivelmente veio do incidente com o satélite/estação espacial “Skylab“. Lançado em 1973, ele acabou entrando novamente na atmosfera em 1978 por causa de algum erro de cálculo, e finalmente caindo aos pedaços de volta na Terra em 1979.

Enquanto tentam impedir que um satélite desgovernado caia em uma zona habitada da Terra, os heróis lutam contra o vilão enquanto o cachorro biônico alterna entre feitos incríveis e trapalhadas homéricas.

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Interessante é o contraponto feito entre a tecnologia de foguetes dos anos 1970/80 (que continua mais ou menos a mesma até hoje) e os avançados discos voadores por controle remoto comandados pelo cientista maluco.

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Já a espetacular reentrada na atmosfera, protagonizada pelo Bionicão, desafia todas as leis conhecidas da física. Mas até aí, se não fosse assim, não seria uma história em quadrinhos.

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Pra Que Serve O Invento?

História do Professor Pardal, de 1972.

Antes de começar a usar a magia para inverter as personalidades dos personagens, como fez algumas vezes ao longo de sua carreira, papai primeiro tentou a tecnologia.

Esta é mais uma variação sobre o tema das famosas Leis de Clarke, já comentadas neste blog, com mais uma pitada de ficção científica, um pouco de filosofia oriental e até mesmo um caso de “abdução” por uma força misteriosa e desconhecida que compele o Pardal a fabricar uma máquina sem explicar para o que ela serve.

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Quando é revelada a função do invento, que a princípio consegue transformar o Tio Patinhas de pão duro em perdulário e o Lampadinha de dócil em agressivo, vemos o uso de uma antiga máxima budista transposta para a alta tecnologia.

Assim, a misteriosa máquina passa a se comunicar com o inventor e estabelece que “para tudo o que existe no universo há o inverso”, o “anti”, que se expressa em coisas que vão desde a antimatéria e até as personalidades das pessoas.

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É claro que papai exagera um bocado com sua proposta pseudo-filosófico-científica, mas é para isso mesmo que servem os quadrinhos. Ele também não nos explica, em momento algum, quem ou o que é essa força que inspirou o inventor a construir a máquina misteriosa. O interessante é que uma explicação não faria nada de bom pela história, e só criaria um desvio desnecessário da trama. Algumas coisas não precisam ser explicadas.

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A Cidade Aérea

História do Superpateta, de 1975.

Esta história parece ser uma versão anterior de outra, dos agentes secretos 00-ZÉro e Pata Hari, já comentada aqui, na qual eles perseguem a Bronka nas estrelas.

A estação espacial que vemos nas páginas da história de hoje se parece bastante com a dos agentes secretos, caracterizada por seu formato circular. Estas estações representadas por papai, e também a do filme “2001: Uma Odisseia no Espaço”, são todas inspiradas nos designs de Werner Von Braun (o cientista alemão que durante a Segunda Guerra trabalhou para os Nazistas, mas depois foi “adotado” pelos EUA para o programa espacial da NASA) que aparecem na série de filmes da Disney chamada “O Homem no Espaço”.

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O roteiro é bastante simples: trata-se de mais um plano maligno do Professor Gavião para derrotar o Superpateta. Ele quase consegue, como sempre, mas é desmascarado no último minuto, também como sempre.

Mais interessante do que a história em si são as projeções futuristas de papai, baseadas naquele “futurismo retrô” dos anos 1970, com especial atenção aos carros dirigidos “por ninguém”. Antes uma completa ficção, eles estão prestes a se tornar realidade nos próximos anos.

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Xeque-Mate

História do Professor Pardal, de 1972.

Aqui temos mais uma vez o jogo de xadrez como tema de uma história. Esta parece ser uma primeira versão de outra, já comentada neste blog, chamada “Um Problema de Xadrez”.

Como também foi visto na segunda história, temos peças de xadrez gigantes e automatizadas que, além de tudo, são programadas para jogar sozinhas. Mas hoje não teremos uma aula do esporte. Esta é basicamente uma apresentação do tema e uma ficção científica já que, desde o advento dos computadores pessoais e caseiros, existem programas que jogam xadrez de modo até melhor que as pessoas. Mais uma vez, brincando e imaginando, papai acaba “prevendo o futuro” com suas histórias.

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Aliás talvez não seja impossível, nestes nossos dias, usando um programa desses em conjunto com peças robóticas movidas por controle remoto, fazer um tabuleiro de xadrez gigante cujas peças se movam sozinhas nas direções certas e de acordo com as regras. Como sugerem os pomposos enxadristas da ficção, do alto de sua confiança no poder do intelecto humano (sabem de nada, inocentes) talvez uma coisa dessas pudesse servir para popularizar o jogo, educar, mostrar como se joga, etc.

Para adicionar ação à trama papai faz com que as peças em tamanho gigante saiam sozinhas do laboratório durante a madrugada e espalhem pânico por Patópolis. Para completar, ele inclusive faz uma referência à novela radiofônica de 1938 “A Guerra dos Mundos” que chegou a causar pânico entre a população dos EUA.

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A Volta Triunfal Do Vespa Vermelha

História do Vespa Vermelha, de 1975.

Geralmente, em histórias de super heróis, ele aparece para salvar alguém ou alguma coisa de um ataque. E esse ataque pode ser desde um mero assalto e até algum tipo de ameaça envolvendo toda uma cidade, ou até mesmo o mundo inteiro.

Mas, no caso de hoje, o atacado será o próprio herói. Além disso, em mais uma inversão de papéis, ele será ajudado e até mesmo salvo por dois amigos que não são super heróis. Hoje, pelo menos, o Pateta esqueceu os super amendoins em casa.

Esta é uma história de ficção científica com um toque de tecnofobia. A ameaçadora “nuvem negra” que não depende da direção do vento para se locomover e lançar raios é na verdade um helicóptero camuflado e armado com tecnologias avançadas, e até o monte onde está esculpido o rosto de Cornélius Patus, fundador de Patópolis, foi transformado pelos bandidos para ser usado como esconderijo e também como foguete para a tentativa de fuga.

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Mas o mais surpreendente é o “chefe” dos vilões, e é nele que reside a tecnofobia da história. Ele é um cérebro eletrônico tão perfeito e tão inteligente que acabou tomando o controle do bando de seus inventores humanos, passando a mandar neles.

Esse cérebro eletrônico tem qualquer coisa do “Grande Cérebro” que manda no mundo do Esquálidus e também algo de grandes chefes mafiosos como o Grande Bronka e até mesmo o chefe da Anacozeca, ambos inspirados em O Poderoso Chefão e nos vilões dos filmes de James Bond. Principalmente, temos a relutância em aparecer, sendo visto sempre de costas, a revelação no final e a poltrona que é usada quase como se fosse um trono.

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Em todo caso não devemos nos esquecer que os computadores são apenas tão bons quanto sua programação e que algumas características humanas, como a criatividade e a capacidade de lidar com problemas imprevistos, não são o forte das inteligências artificiais. Pelo menos, não por enquanto.

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A Estação Submarina

História do Professor pardal, de 1975.

Esta história foge um pouco do lugar comum, por misturar ficção científica com o já conhecido método de criação de histórias policiais de papai. A primeira e principal pista de que algo vai dar errado está logo no último quadrinho da primeira página. O que parece ser um inocente tapinha nas costas vai se revelar, no final, como algo muito mais maléfico.

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Quanto à Estação Submarina em si, papai parte do princípio de que toda ferramenta pode ser usada tanto para o bem quanto para o mal. Um martelo pode ser usado para construir uma casa ou derrubar uma casa, e a energia atômica pode virar uma bomba terrível ou ferver água em grande escala para produzir energia elétrica (eu, aliás, acho isso um absurdo tão grande quanto a bomba, pois os riscos da “chaleira atômica” ultrapassam, em muito, a sua utilidade. A maior usina atômica do universo está no Sol e é, certamente, uma fonte bem mais segura de energia e tão abundante quanto).

A arma tecnológica da vez não é a energia atômica, mas raios laser de alta potência que o cientista do bem, já virado em malvado, manda instalar na estação submarina no último minuto. O pretexto é melhorar a extração de minérios, função original da estação, mas na realidade eles serão utilizados para fazer chantagem.

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Desta vez é o Lampadinha que ficará com a missão de salvar o mundo do Professor Pardal do Mal, provando mais uma vez que “tamanho não é documento”. Muito pelo contrário. É justamente por ser tão pequeno que ele conseguirá solucionar o problema.

Mas o robozinho nunca para de nos surpreender. Agora constatamos que, além de ter sentimentos, saber pensar e solucionar problemas complexos, ele também é à prova de água e pode mergulhar a grandes profundidades sem medo de um curto circuito. Interessante. Mas a cena mais engraçada desta história, a meu ver, também é protagonizada por ele:

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Mistério no Deserto

História do Capitão Valente publicada na Revista Pic-Pic número 17, de 1981.

O brinquedo para montar da vez é um tanque de guerra genérico, e a história também terá algo a ver com um tanque de guerra. Este brinquedo teve a maquete e o desenho feitos por José Moreno Cappucci, e a arte final é de Ricardo Soares C. da Silva.

CV Deserto

Com história de papai e desenho de Rubens Cordeiro, hoje vemos a volta da “Dra. Frankemberg”, cientista nuclear que apareceu pela primeira vez na história “Operação Resgate”, já comentada aqui. Hoje ela é a namorada do Capitão Valente, e nos é revelado que seu nome é Célia.

Coincidentemente, Célia é o segundo nome de minha mãe, e nosso sobrenome também termina em “berg”. Isso colocaria o Capitão quase como uma espécie de alter-Ego de papai. Bonita, inteligente, decidida e boa de briga, ela é a típica heroína de papai: coadjuvante ainda do personagem principal masculino, mas perfeitamente à altura dele e sua igual em todos os sentidos. Certamente, a inspiração vem de heroínas clássicas como Diana Palmer e Jane.

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Em viagem de férias e sobrevoando um deserto, o aviador e sua companheira se veem às voltas com mais um dos acontecimentos misteriosos que dão o tom a esta série de histórias (que aliás termina hoje, já que esta é a última história deste personagem que tenho aqui que ainda faltava comentar). Após uma inexplicável avaria que obriga o Capitão a fazer um pouso de emergência no meio do nada, uma estranha nuvem aparece de onde saem soldados armados que falam um idioma ininteligível, e até mesmo o tal tanque de guerra.

CV Deserto2

Quando tudo parece perdido, a nuvem engole o avião dos heróis e desaparece com ele depois de recolher o tanque e os soldados. Nenhuma explicação é dada. Não se sabe se os culpados são alienígenas, viajantes do tempo, cientistas malucos, ou o que o valha, mas também não vem ao caso. O fato é que este deve ser o assalto mais espetacular das histórias em quadrinhos.

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