A Fonte da Juventude II – Inédita

História do Urtigão criada em 10 de julho de 1993 e nunca publicada.

O personagem pode ser tudo: um solteirão convicto, um chato de botinas, ranzinza até não poder mais, mas ele não é mau. Ele não é um vilão.

Assim quando as Solteironas Anônimas, suas piores inimigas, estão sendo vítimas de um golpe, e por mais ridículas que elas sejam em seu desespero para casar a qualquer custo, o Urtigão não pode deixar que elas caiam no golpe e sejam roubadas.

Ele fará o que puder para ajudá-las, mesmo que isso envolva enganá-las mais um pouquinho, só para despistar.

E isso é uma lição para os “neomachistas” de plantão, que acham que, só porque hoje em dia as mulheres estão menos dependentes, eles podem tratá-las com brutalidade. Qualquer pessoa que esteja precisando de ajuda merece essa ajuda, mesmo que seja mulher, e mesmo que seja uma mulher de quem você não goste. O simples fato de você ser homem deveria colocá-lo acima de certas mesquinharias, mas isso é uma tradição que está sendo esquecida, infelizmente.

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A Fonte da Juventude – Inédita

História do Urtigão, escrita e rafeada em 19 de junho de 1993, e nunca publicada.

Trata-se de uma “batalha de esperteza” entre o Urtigão e o Juca Piau ao redor do antigo mito da fonte da juventude, que também já foi bastante trabalhado por papai, em histórias para vários personagens, como o Mickey, por exemplo.

Lendo daqui, eu pessoalmente acho a história boa o suficiente. Não é, talvez, uma grande obra prima (é óbvio que ele escreveu melhores), mas “funciona”. O problema é que a pessoa da lapiseira azul não pensava assim, e passou pelas páginas riscando liberalmente, por mera vontade de não comprar a história. Ou isso, ou leu e não entendeu patavina do roteiro que, convenhamos, não é tão complicado assim.

Eu até fui ao Inducks pesquisar para ver se havia algum “Nhô Pafúncio” da turma do Urtigão que papai pudesse por algum descuido ter descaracterizado, e não encontrei. Talvez não seja absolutamente necessário que o velho capiau seja mostrado como avô, exatamente, do Juca, mas o fato de ser não prejudica a trama. Não há motivo nenhum para a “riscação” toda, sinceramente.

Já o lago, obviamente, tem uma parte rasa e uma parte funda. São raros, aliás, os corpos de água que têm uma profundidade uniforme. É um laguinho, não uma piscina de condomínio. Será que isso é tão difícil de entender? Ou é mesmo preciso subestimar a inteligência do leitor e explicar? (E de novo a implicância com o uso da expressão “devera”… Quem era essa pessoa??? Dou um doce para quem me contar.)

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A Fonte Da Velhice

História do Tio Patinhas, de 1976.

O primeiro quadrinho desta história já deixa claro o que está acontecendo. Não é nem preciso ser o “leitor atento” de papai para entender o que se passa. A Madame Min, (muito mal) disfarçada de mensageiro, acaba de entregar um livro ao Patinhas, e vai saindo de fininho.

Mesmo assim, o Pato Mais Rico do Mundo resolve seguir as instruções do livro à risca e sair atrás do tesouro com Donald e os Sobrinhos a tiracolo. Será que a idade finalmente o pegou de jeito e ele ficou gagá, ou será que há mais aí do que parece? Nada que venha dessas bruxas malvadas pode resultar em algo de bom… Ou será que pode?

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A história diverte e surpreende justamente porque o leitor custa a acreditar que o Patinhas esteja realmente caindo como um patinho em um plano maléfico tão óbvio. Ele parece cometer todos os erros, e cair na armadilha das bruxas de uma maneira tão inconsequente, que o leitor até se assusta. Ou será que é papai, o argumentista, que endoidou, desta vez?

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Nem uma coisa, nem outra. É claro que meu pai nunca foi mais “doido” do que o estritamente necessário, e não descaracterizaria um personagem desse jeito. Muito pelo contrário, o Tio Patinhas dele é fiel ao original de Barks até a última pena: o muquirana não é bobo, não dá nem nunca deu ponto sem nó, e não iria começar agora. É o velho talento que o pato tem de transformar tudo, até as adversidades, e também as aventuras mais malucas, em lucro.

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A Fonte Da Juventude

História do Mickey e do Esquálidus, de 1981.

O Esquálidus era um dos personagens favoritos de papai. Ainda nos tempos de escola os coleguinhas o apelidaram com o nome do personagem, achando que o ofenderiam, e muito pelo contrário, ele adorou!

Esta história é inspirada em outra, de Carl Barks, publicada pela primeira vez no Brasil em 1951, e pela segunda em 1976, que é quando papai provavelmente a leu. É nela que aparecem os “Zanões” pela primeira vez.

Os Zanões são mais um daqueles povos “perdidos”, uma gente esquisita que cultua um ídolo estranho e que vive longe da civilização por escolha própria e a verdade é que, se eles não tivessem se intrometido no caminho dos nossos amigos aventureiros, eles poderiam muito bem ter passado despercebidos, que era o que eles queriam desde o início. Mas aí não haveria aventura, não é mesmo?

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A trama de papai começa já no auge da ação e do suspense: o Pflip, bichinho de estimação do Esquálidus, caiu não se sabe como nem por quê numa fonte da juventude, virou filhote de novo e agora está tentando guiar seus amigos de volta até lá, para eles verem o que pode ser feito.

Todo o resto, a história de como eles foram parar lá, ou por quê já estavam atrás da fonte, mesmo antes do Pflip a encontrar, são questões que papai deixa para a imaginação do leitor. Na verdade, não vem muito ao caso, e é apenas um pretexto para o encontro deles com a tribo misteriosa.

No caminho, eles são capturados pelos seres do pântano, vão parar num calabouço, são tirados de lá para “alimentar os crocodilos”, fogem, lutam com os Zanões, e por fim chegam a um acordo com eles, não sem antes descobrir mais coisas do que estavam procurando.

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É uma história de aventura clássica com todos os clichês tradicionais desse tipo de roteiro, e mais algumas piadas típicas dos personagens em si, como o famoso “calção dos badulaques” do Esquálidus, ou a irritação do Pflip quando é chamado de “cachorrinho”.

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Outro personagem que obedece ao clichê clássico aqui é a Minnie, sempre fiel ao seu papel de “figurante de luxo”: ela aparece apenas nos dois últimos quadrinhos, só para dar um fim à história.