O Gênio Da Garrafa

História dos Irmãos Metralha, de 1980.

Poderia haver alguma utilidade ou valor em coisas que se acha em um lixão? Mesmo que esse “lixo” seja uma antiga garrafa com um gênio dentro? Ou será que neste caso o “lixo” é o próprio gênio?

Há quem diga que “o lixo de uma pessoa é o tesouro de outra” e muita gente hoje em dia (designers e artistas plásticos inclusos) está tentando transformar lixo em luxo em nome da sustentabilidade, seja por reciclagem, reuso ou reaproveitamento de materiais do dia a dia como móveis quebrados, embalagens de alimentos, restos de tecidos e sacolas plásticas, por exemplo.

Mas alguns tipos de lixo, como veremos nesta história, não estão no lixão por engano e realmente não servem para nada. A primeira pista disso é que o personagem principal hoje é o Azarado, de quem também não se pode esperar nada de útil.

Já a aparência “ametralhada” do gênio em questão também dá pistas de sobre como os seus poderes funcionam e como ele consegue materializar as coisas que os Metralhas pedem.

Isto pode ser interpretado também como uma reflexão sobre processos criativos em geral, já que só quem cria “tudo de nada”, se formos acreditar nos preceitos das principais religiões, é Deus. A nós, meras criaturas, por melhores artistas ou artesãos que possamos ser, cabe somente “reaproveitar” os materiais que encontramos na natureza à nossa volta, por mais nobres e valiosos que eles sejam, para conseguirmos materializar as ideias que brotam de nossas mentes.

O nome do gênio, Salam-Inhu, é mais uma criativa alfinetada de papai na cultura árabe, já que “Salam” significa “Paz” no idioma deles, mas o sufixo cria uma contradição em termos ao nos lembrar o alimento “salaminho” que leva, significativamente, carne de porco em sua composição. Isso faz com que os muçulmanos o rejeitem como algo impuro (o que, aliás, é mais uma pista sobre as características deste gênio em especial).

De resto, todas as regras da magia sobre gênios da garrafa tradicionais se aplicam, como o limite de três desejos e os pedidos atendidos ao pé da letra.

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O Talismã Da Sorte

História da Maga Patalójika, de 1975.

Para compor esta história papai se inspirou em outra, de Carl Barks, de 1964, chamada “As Mil Faces de Maga Patalójika”. O elemento adotado é uma poção para borrifar no rosto que faz a vítima adotar a aparência de qualquer outra pessoa para a qual olhe. O uso feito da poção para o plano de roubo é realmente engenhoso, mas é claro que o golpe não poderá dar certo.

Trata-se se mais um plano para se apoderar de algum amuleto de outra bruxa que possa substituir aquele que ela quer fazer com a Moedinha Número Um do Tio Patinhas mas o problema é que, obviamente, as bruxas que realmente têm esse talismã são poderosas demais para a Maga. Ela não tem nem nunca vai ter chance alguma.

Esta mesma ideia foi retrabalhada no ano seguinte em “Os Sete Signos Mágicos”, na qual a maga enfrenta outra bruxa igualmente detentora de um amuleto poderoso ao extremo. Para termos uma ideia dos poderes que a Maga poderia ter se conseguisse realmente roubar a Moedinha do Patinhas, papai nos mostra que a caverna que serve de morada à Madame Mac Bruxa é iluminada pelo próprio amuleto em seu pescoço.

Outro elemento interessante do poder do talismã é o Fogo de Sete Cores que abriga um poderoso Gênio que serve somente às bruxas que o têm (que tem algo a ver com as sete cores do arco-íris e certas teorias misticas sobre as propriedades mágicas dessas cores todas).

E para dar um toque de autenticidade à história, papai coloca discretas referências visuais nas páginas para o desenhista Roberto Fukue passar à tinta: já que a bruxa que vai ser alvo da Maga mora na Escócia, papai mostra a Maga passando por Stonehenge e pela Muralha de Adriano em sua viagem até lá.

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Uma Idéia De Gênio

História dos Irmãos Metralha, de 1982.

Bem, se tem gênio no título, geralmente é porque tem gênio na garrafa, também. Até aí, tudo bem. O problema é que, além do gênio e da ilha deserta vai haver o Metralha 1313, só para adicionar mais uma pitada de caos à confusão.

Como já vimos em outras histórias de papai sobre o tema, conseguir bons resultados ao fazer pedidos a gênios da garrafa não é tão fácil como parece. Na verdade, isso chega a ser uma arte. Mais ainda, é realmente preciso ser mesmo um “gênio”, uma pessoa muito inteligente, para conseguir arrancar algo que preste de um gênio da garrafa.

O Gênio de hoje é até bem generoso: ao ver cinco “candidatos a amo” em volta de sua garrafa na areia, concede um pedido a cada um. Parece bom, mas como evitar fazer pedidos conflitantes naquele estilo dos “dois náufragos, o gênio, três pedidos e a linguiça”? (Só para lembrar: o primeiro está com fome, e pede uma linguiça. O segundo fica com raiva, e manda a linguiça ficar grudada no nariz do primeiro. No final, eles têm de usar o terceiro pedido para tirar a linguiça do nariz do rapaz e acabam ficando a ver navios.) É aí que o Metralha Intelectual vai colocar toda a sua inteligência para funcionar, e chegar ao que parece ser o pedido perfeito. É essa a “ideia de gênio” de que fala o título.

Mas não vamos nos esquecer de que a família que é também uma quadrilha só está onde foi parar porque roubou um iate do banqueiro Patacôncio. Eles são bandidos, são ladrões, são vilões, trapaceiros, desleais até com os próprios parentes e não merecem que nada de bom aconteça com eles, decididamente.

Assim, papai usará o 1313 como o elemento curinga que, com sua ideia de “jênio” (com “J” mesmo, para enfatizar a burrada) colocará tudo a perder e servirá o castigo de bandeja aos primos. É a famosa “ideia de Jerico“.

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Um Dia De Gênio

História do Zé Carioca, de 1983.

O que você faria se pudesse ser o gênio da garrafa por um dia? Esta é a pergunta que papai busca responder para o Zé, com resultados hilários. Outra premissa básica desta história é o velho ditado: “cuidado com o que você pede, pois é isso mesmo o que você vai receber”.

Interessante é que, ao pedir para trocar de lugar com o gênio, o Zé estará realizando um desejo dos dois. Essa “troca de favores” é algo que se tornou a linha que “costura” as três histórias nas quais este gênio amigo aparece.

De resto, o Zé verá que ser gênio da garrafa (mesmo que seja por um só dia) não é assim tão fácil como parece e que ele também estará sujeito às leis da magia, mesmo que as desconheça, e à punição por desobedecê-las. Afinal de contas, essas leis já foram burladas uma vez (por uma boa causa, é claro) e resultados permanentes já foram conseguidos. Já está de bom tamanho. 

(A lei da magia específica, aliás, é algo que já havia sido usado na história chamada “Nas Malhas da Magia”, das bruxas.) Isso, aliado ao caráter malandro do papagaio e à incapacidade de resistir à oportunidade de “zoar” os amigos, será a receita certa para uma bela confusão.

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Esse Cara É Um Gênio

História do Zé Carioca, de 1981.

Quando as histórias do Zé produzidas no Brasil começaram a ser republicadas no exterior, de repente alguém aqui na redação da Editora Abril teve uma crise de desconforto em mostrar “ao mundo” favelas e mais favelas no Rio de Janeiro.

Assim, foi resolvido que a turma do Morro do Papagaio deveria passar a morar em um bairro popular, um conjunto de casinhas simples, humildes, mas “arrumadinhas”. O problema é que uma mudança radical dessas não poderia ser feita sem uma boa explicação, por mais mirabolante que fosse.

É aqui que entram papai e um seu personagem de 1978, o “Eugênio, o Gênio”. Apesar da confusão na primeira história da turma com o personagem, o Zé é tão gente boa que acaba libertando o ser sobrenatural de sua condição de servir a amos e realizar desejos. Eles se separam como amigos, agora é a hora de o Gênio voltar e retribuir o supremo favor.

Mas é claro que ele não vai simplesmente “chegar chegando”, mesmo na hora de maior “aperto” da turma, que está toda morando em baixo de uma ponte. Para começar, a “demolição” do Morro do Papagaio mencionada pelo Zé para a construção de um espigão é uma referência a uma música de Adoniran Barbosa, chamada “Saudosa Maloca“.

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De resto, aqui haverá uma espécie de rompimento com as “regras da magia” dos quadrinhos que proíbem que os personagens tenham algum ganho material com o uso de poderes sobrenaturais de qualquer natureza. Desta vez a coisa é séria, a situação é crítica, e os personagens são merecedores. Mas há também outro problema: eles já gastaram todos os seus desejos, e não podem pedir mais nada. Se algo for acontecer, terá de partir do gênio, e de mais ninguém.

Eles são pessoas tão boas que, mesmo em seu pior momento, alegremente dividem o pouco que têm com o velho gênio, que parece ter perdido os seus poderes.

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Isso, é claro, é um teste, como no conto de fadas da velhinha que aparece mendigando um pouco de água na beira de um poço, somente para cobrir de bênçãos a quem a atender, e de maldições aos que a maltratarem.

Assim que o gênio se certifica da situação difícil na qual a turma se encontra, uma série de boas coincidências começa a acontecer. Elas vão se repetindo em uma espiral crescente, que culmina com a aparição de um bilhete de loteria premiado que vem boiando na água de um córrego próximo.

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De acordo com a Lista de Trabalho, uma história de uma página chamada “Zé Da Loteca“, publicada na mesma revista, também parece ser de papai. O título de trabalho era “Zé e a Loteca”, e no Inducks não há mais nada de uma página remotamente parecido com algo do tema creditado a ele, nem a ninguém. Então, pela lógica, esta é mais uma “história perdida” que está sendo reencontrada agora.

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O Fabuloso Anel Dos Sete Encantos

História da Família Pato, criada em 1973 e publicada pela primeira vez em 1977.

Logo se vê que esta é da primeira fase de papai pelo “aroma” de Carl Barks que emana das páginas: a história se inicia em um local exótico chamado “Faroquistão”, com um cenário que fica entre o árabe e o indiano. A partir daí a coisa toda vai se desenrolando até voltar a Patópolis.

Apesar de o Tio Patinhas ser o personagem principal, o Donald será a maior vítima do Anel e de seus Encantos. Sim, porque os Sete Gênios ativamente encantam a quem estiver com o anel no dedo, chegando até mesmo a possuir a pessoa, ou tomar a forma de sua vítima aos olhos de outras pessoas.

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Ao que parece, é a vaidade de querer usar o anel que abre a brecha para a manifestação dos Gênios. O Patinhas passou 30 anos com ele, o comprou como investimento, mas nunca teve a tentação de colocá-lo no dedo e, assim, esteve esse tempo todo imune aos encantos do anel e alheio aos seus “ocupantes”. Tudo o que interessa a ele é o lucro pelo lucro, e não por vaidade.

Anéis mágicos são comuns em histórias de magia, misticismo e mitologias em geral. Assim como as lâmpadas e as garrafas, eles também podem abrigar gênios ou conceder grandes poderes aos seus usuários. Neste caso específico, as leis que o regem fazem com que ele ele seja totalmente inútil como investimento. Reza a lenda que a verdadeira magia (assim como a verdadeira espiritualidade e até mesmo algumas religiões, como o Espiritismo), não pode ser usada para o lucro ou o acúmulo de bens materiais.

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Esse, certamente, será o maior problema do Tio Patinhas nesta história, mas nada que o impeça de tentar lucrar com o anel a qualquer custo, até o final. Pobre pato rico.

A história é rica em nomes sugestivos: o psiquiatra se chama Dr. Omar Luko (maluco), o vigarista se chama Alvigh Arista, e há os gênios, é claro, cada um com seu nome que denota seu principal poder mágico.

Alguns desses nomes são mais fáceis de interpretar: Adivinhon (adivinhão), Trapalhon (trapalhão), Iluson (ilusão), Colericon (cólera, raiva) e Pilheron (pilhéria, zombaria). Se não me falha a memória, o Pilheron, de cor amarela, é mais uma caricatura do desenhista Acácio Ramos.

Outros dois têm nomes que demandam um pouco mais dos conhecimentos gerais do leitor: Rubicon é uma referência ao Rio Rubicão, na Itália. Pela lei antiga, todos os exércitos de Roma eram proibidos de atravessar o rio. Assim, um não invadiria a área do outro, e o equilíbrio político seria mantido. Mas Júlio César o atravessou com seu exército no ano 49 antes de Cristo e com isso deu início a uma guerra civil. Mais do que Colericon, que provoca a cólera em suas vítimas, Rubicon já vai partindo para a pancadaria e arrastando o dono do anel com ele.

Já Morfeon é uma referência a Morfeu, um dos deuses que regem o sono e os sonhos na Mitologia Grega. Seu poder é colocar o dono do anel para dormir e sonhar. Isso até pode ser uma coisa boa, mas não tem nenhuma utilidade prática. Nesta primeira história, ele é representado por papai como invisível. Já na do Zé Carioca, comentada ontem, ele tem um rosto e uma cor. Isso acontece porque, segundo o próprio Gênio verde Adivinhon, eles só são visíveis às pessoas se quiserem ser vistos.

O maior problema dos gênios, e é isso que os torna virtualmente inúteis, é que eles não se entendem entre si. Vivem brigando e atrapalhando uns aos outros, além de confundir terrivelmente o dono do anel, que fica como o proverbial cego no meio do tiroteio. Assim não há “amo” que aguente. Mas a sugestão da Margarida, no final, merecia mais uma história: o que faria o Gastão, afinal, de posse do anel? Será que sua sorte o protegeria, ou ele se daria tão mal quanto os outros?

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O Fabuloso Anel dos 7 Encantos – Inédita

História do Zé Carioca, composta em 20 de julho de 1993.

Desse dia eu lembro bem: eu estava em férias da universidade, assistindo TV na sala do pequeno apartamento térreo em Yavne, enquanto papai desenhava na mesa da cozinha. De repente, eu ouço a voz dele – “Lu, me empresta seus lápis de cor?”

(“Lápis de cor”? Os meus aquareláveis Staedtler-Karat comprados a preço de ouro como parte da lista de materiais da universidade?) – “Claro, pai! Tá na mão!” (Vocês realmente pensaram que eu negaria um favor desses ao meu próprio pai?) A causa, afinal, era nobre. Papai costumava fazer seus rascunhos a lápis preto puro, mas às vezes caía bem adicionar um pouco de cor para melhor orientar o desenhista.

Os Sete Gênios do “Anel dos 7 Encantos” foram criados em 1973, vinte anos antes, para atormentar o Tio Patinhas e seus sobrinhos. Essa única história foi publicada em 1977, e será comentada amanhã. Depois disso, os gênios nunca mais foram usados por ninguém.

Mas são realmente personagens difíceis. Para começar, quem compra o anel não pode saber o que ele é, ou grande parte da graça se perde. Isso quer dizer que é difícil fazer duas histórias com os mesmos personagens e o anel, sendo preciso colocá-lo sempre nas mãos de um personagem diferente a cada história (se bem que papai conseguiu usar o “Pássaro Vo-Du” com o Tio Patinhas e o Donald uma segunda vez). Em seguida, é difícil fazer a história não ficar repetitiva, afinal, cada gênio tem um poder mágico fixo e bem definido, e o resultado do uso desse poder deve sempre resultar em confusão.

O Anel em si obedece às caprichosas “leis da magia” e, apesar da aparência glamourosa, não serve realmente para nenhum propósito lá muito prático. Em todo caso o Zé não é alheio a anéis mágicos, como vimos em “Zé Carioca Invisível”, já comentada aqui. Talvez seja também por isso que ele até que não vai se dar assim tão mal com os gênios. Amanhã explico melhor as leis que o regem, e o significado dos nomes dos gênios.

Alguns detalhes interessantes são a “doca 7” no “cais 7” no porto, referência ao anel e seus gênios, e a breve passagem dos Anacozecos por alguns quadrinhos, aparecendo na história só para apanhar dos gênios. Nesta última fase de papai, sempre que eles aparecem é para levar uma surra. Hoje, aliás, sobra sopapo até para o Rocha Vaz.

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