O Supermorcego Vermelho

História do Morcego vermelho, de 1983.

Papai gostava de distribuir os superamendoins do Superpateta entre os outros personagens Disney. Todos os anos ele criava uma história ou duas nesse sentido, cada uma com um “premiado” diferente.

Hoje chegou a vez do Morcego Vermelho que, diga-se de passagem, sempre se sentiu frustradíssimo por não ter poderes especiais como os outros heróis de Patópolis. O interessante, como sempre, é a solução que papai encontra para fazer o pato engolir um superamendoim sem sequer entender o que está acontecendo, nem ver com quem trombou logo antes de virar super.

Mas, apesar de tudo, se o Superpateta ainda consegue prender um bandido de vez em quando com o uso de seus poderes, a única coisa que o Morcego vai conseguir fazer com eles é mais confusão ainda. Em todo caso, há quem goste.

Interessante, também, é a maneira como a segunda página da história vai ditar muito do que vai acontecer, e também o final da trama. Afinal, a mulher gorducha de lenço na cabeça combinando com a saia e com o cachorro e o papagaio não é uma dona de casa qualquer. O leitor atento que perceber com quem ela se parece já terá metade do final da história resolvido.

E não, desta vez a coisa não vai terminar bem para o Morcego, decididamente. Talvez seja mesmo melhor para ele não ter superpoderes, no fim das contas.

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Um Natal Do Passado

Publicada pela primeira vez em dezembro de 1982, a história mescla acontecimentos do tempo presente com as lembranças de Natais passados da Vovó Donalda.

Assim, temos os personagens que já conhecemos, juntamente com suas versões mais jovens e outros, apresentados hoje ao leitor, que são antepassados dos atuais, mais ou menos como aconteceu na saga da História de Patópolis (que foi publicada, aliás, no mesmo ano). Seria esta uma história de Natal não oficial da série?

Não há menção à Pedra do Jogo da Velha, mas temos um mapa das minas de ouro da cidade, encontrado e muito bem oculto pelo jovem Patinhas que, na época, era apenas um patinho, assim como a Donalda. Outros personagens são tios avós dos metralhas atuais, e alguns parentes da Vovó, como sua própria avó, de nome Hortênsia, e um tio chamado Donaldo.

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O trunfo da história, o detalhe central que denota a esperteza precoce do Patinhas e leva à derrota dos bandidos, gira em torno do boneco de neve que a jovem Donalda, na época com 5 anos de idade, está fazendo quando a história começa. Papai confia na atenção do leitor para que ele perceba o que está acontecendo.

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O resto é a história da luta de uma família desarmada contra bandidos ferozes, com o uso de um engraçado detalhe, que é o que vai finalmente colocar os vilões para correr sem que os patos precisem recorrer à violência. Uma vez derrotados os bandidos, a história pode então terminar enquanto começa a festa de Natal da Família Pato, com direito a votos de Boas Festas aos leitores.

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O Irmão Gêmeo Do Biquinho

História do Biquinho, publicada pela primeira vez em 1987.

Esta é mais uma boa sacada de papai: a maioria dos sobrinhos dos personagens Disney existe aos pares e até mesmo às trincas. Os sobrinhos do Donald são 3. As sobrinhas da Margarida, também. Até os vilões têm sobrinhos múltiplos, como por exemplo os Metralhinhas. Os sobrinhos do Mickey e do Zé Carioca são 2 para cada tio. As bruxas também têm sobrinhos de sobra, com as bruxinhas Perereca e Magali (era uma bruxinha só, mas papai acabou desdobrando a personagem em duas) representando o tema “gêmeos”.

Os que têm um sobrinho só são o Pateta, com o Gilberto, o Professor Pardal e seu sobrinho Pascoal, o Gastão com o Trevinho, e por fim o Peninha que, com o Biquinho, foi provavelmente o último a ganhar um sobrinho.

O interessante é que a descrição do personagem, o patinho nascido de um ovo abandonado ao sol e criado por porcos-espinho, em uma alusão ao Tarzan, o órfão criado pelos macacos da floresta, deixa espaço para a interpretação que é feita hoje: se havia um ovo abandonado ao sol, será que não poderia haver outros? Afinal, pássaros como galinhas e patas costumam botar um ovo por dia, às vezes até dois.

Muitas crianças, aliás, já sonharam em ter um irmão gêmeo só para poder “aprontar” melhor. Esse parece ser o caso do Biquinho, que acaba vendo o seu desejo ser realizado logo na esquina de casa. A história tem toques de temas como o “gêmeo mau” (se bem que, aqui, é difícil dizer quem é o pior… o Trambique que o diga) e referências à literatura como em “o príncipe e o mendigo”.

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O Cisquinho, patinho parecido com o Biquinho e seu tio Penald (uma mistura dos nomes do Peninha e Donald) são, por definição, “personagens de uma história só”, criados especialmente para esta história.

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O Sítio Mal-Assombrado

História da Vovó Donalda, de 1976.

As patinhas Lalá, Lelé e Lili vão visitar a Vovó no sítio, mas ao chegar lá descobrem que há coisas estranhas acontecendo.

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A ideia de papai é brincar com a percepção do leitor. Ao mesmo tempo em que as meninas (e o próprio leitor) estão vendo, claramente, que algo está errado, os adultos se comportam como se nada de mais estivesse acontecendo. Não há nada mais frustrante, para uma criança, do que essa recusa dos adultos em acreditar nelas, só porque elas são crianças. E isso também é algo que está sendo trabalhado, aqui, e com o que até mesmo o leitor mais velho pode se relacionar.

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É só quando percebemos que o olhar dos adultos está estranho, que podemos começar a desvendar o que pode, possivelmente, estar errado.

Em seguida, será a vez das patinhas tentarem estragar a traquinagem dos bruxinhos que invadiram o celeiro e estão por trás de toda a confusão. Mas como elas conseguirão, se não têm poderes mágicos? Por um lado, pode ser mais fácil do que parece. Por outro, elas quase se metem em uma encrenca maior ainda, ao despertar a ira dos pequenos vilões.

No auge do suspense, quando tudo parece perdido, a solução definitiva aparecerá como em um passe de mágica.

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Tenho o prazer de anunciar um novo livro, que não é sobre quadrinhos, mas sim uma breve história do Rock and Roll. Chama-se “A História do Mundo Segundo o Rock and Roll”, e está à venda nos sites do Clube de Autores agBook

Zorrinhos X Metralhinhas

História do Zorrinho, de 1975.

A Gincana, como brincadeira infantil (e às vezes não tão infantil assim) onde um pouco de tudo pode acontecer, foi um tema ao qual papai voltou algumas vezes ao longo dos anos, tanto em histórias Disney quanto em outras, “não-Disney”.

O potencial humorístico de uma gincana, com os tombos e as confusões que podem acontecer, é grande, e o tema serve também como um resgate das antigas atividades infantis que, já nos anos 1970, estavam se perdendo entre os prédios das grandes cidades.

O título original desta história é “A Grande Gincana”, como atesta a faixa na largada da corrida de sacos, mas, como um pouco antes no mesmo ano outra história de título semelhante escrita por papai já havia sido publicada (A Grande Gincana de Patópolis, já comentada aqui), o editor achou por bem trocar o nome da história por este. Em 1982, quando ela foi republicada pela primeira vez, o título foi corrigido.

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De resto, a trama é o que se pode prever para uma história com esses personagens: as meninas vão participar da gincana, os bandidinhos resolvem atrapalhar só para “zoar”, e os três sobrinhos do Donald se passam por um só Zorrinho para melhor confundir os Metralhinhas e proteger as suas amigas patinhas. O que torna esta história interessante nem é saber o que vai acontecer, afinal, os mocinhos sempre vencem no final de todas as histórias Disney, mas sim ver como eles vão fazer isso.

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Histórias Da Vovó Donalda

História da Vovó Donalda, de 1984.

Não é só o Vovô Metralha que conta histórias dos antepassados aos mais jovens da família. A matriarca da Família Pato também tem suas histórias para contar.

As três patinhas, Lalá, Lelé e Lili, estão passando as férias no sítio, onde não há televisão. Assim, quando cai a noite e já não é mais legal correr e brincar na escuridão, o jeito é se divertir ouvindo histórias. A ausência de um aparelho de TV tem seu lado positivo, que é esse diálogo entre os membros da família, e isso certamente reforça os laços afetivos. Mas pode ter também o seu lado negativo, como o leitor poderá ver mais adiante na história.

O “causo” contado pela vovó envolve a avó dela, Vovó Hortênsia, uma tataravó das meninas criada por papai para a história “Um Natal do Passado” em 1982 (ela, aliás, aparece apenas nestas duas histórias, a de Natal e esta comentada hoje), a própria Vovó Donalda quando criança, e um mistério a respeito de objetos que sumiam misteriosamente da casa, mesmo com tudo trancado à noite. Seria obra de algum fantasma?

Para quem conhece o trabalho de papai, a primeira reação da menina Donalda lembra bastante a história de terror dos anos 1960 intitulada “A Boneca”, já comentada aqui. Será que estamos mesmo diante de um mistério sobrenatural? Estariam as patinhas prestes a encontrar uma bonequinha de pano velhinha, enrugada como uma uva passa, em algum canto esquecido da casa?

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A solução do mistério é bem menos sobrenatural, é claro, já que esse terror todo não “cabe” em histórias Disney. O problema na verdade se resumia à presença de um ninho de ratos trocadores na casa, que é logo descoberto pela antepassada, com a recuperação de todos os objetos que haviam sumido, e mais alguns.

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Misteriosas pepitas de ouro foram deixadas pelos ratos em troca dos objetos levados, o que não é nada mau, mas deixa um “rabinho” de mistério a resolver, mesmo após esses anos todos que já se passaram: de onde veio esse ouro todo? É o que as meninas vão se propor a fazer, e é nesse momento que a Vovó Donalda percebe que talvez ela esteja precisando comprar uma TV, no final das contas.

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O Violino Enfeitiçado

História da Margarida, de 1985.

Esta é mais uma daquelas histórias que envolvem algum tipo de objeto enfeitiçado. Poderia ser um espelho, ou um ídolo, com uma trama mais rebuscada ou mais simples, mas o tema sempre foi um bom “curinga” para aquela hora em que faltava uma boa história para fechar o mês. (Pois é, gente… ninguém nunca disse que vida de quadrinista é fácil).

É uma maneira conveniente de se criar um problema para os personagens principais e diversão para o leitor, já que, a princípio, coisas estranhas começam a acontecer aparentemente sem motivo algum.

Margarida violino

Mas é claro que, apesar de ser “mais uma” de um determinado tipo, esta história é completamente diferente de todas as outras. É a chamada variação sobre o mesmo tema. Aqui vemos a Margarida e as sobrinhas estudando violão, e planejando formar um grupo musical. Só falta o nome da bandinha.

A solução do mistério do violino é, ao mesmo tempo, a punição dos vilões e a inspiração para o nome do grupo. São vários coelhos com uma cajadada só, tudo muito bem amarradinho.

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O violino, aliás, é inspirado em um velho violino para estudos, muito bonito mas sem valor comercial algum, que papai herdou do pai dele e que sempre foi o “objeto xodó” da família.

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