Pra MIN Sete É Número De Azar

História da Madame Min, de 1983.

Do mesmo modo que a Maga Patalójika é obcecada com a Moedinha Número 1 do Tio Patinhas, os Sete Anões Maus estão sempre em busca de um livro de magia para roubar, já que não sabem fazer seus próprios encantamentos.

O alvo preferido deles é o livro do Mago Mandrago, mas ele é também difícil de roubar. Além disso, sempre que eles tentam, a reação do Mago é fulminante. Mas, ao contrário da Moedinha, que é única no mundo, livros de magia existem aos montes. Cada bruxo ou bruxa tem o seu.

Assim sendo, hoje os duendes malvados resolvem mudar de alvo e roubar o livro de magia da Madame Min. Ela também é muito poderosa mas, em um primeiro momento, subestima os Anões. Essa será a ruína da bruxa, pelo menos por hoje.

Mas é claro que os Anões não podem se dar bem, porque eles também são vilões. Em todo caso, eles começam com algo que parece ser uma vantagem, mas que logo se virará contra eles.

Como sempre, as regras da magia são caprichosas e levam a resultados inesperados. Afinal, até mesmo grandes bruxos já foram meros aprendizes de feiticeiros, e precisam ter começado a aprender de alguma maneira, com alguma espécie de “cartilha” de magia.

O nome da história é uma referência à superstição que dá conta que o número sete é um número de sorte. A não ser, é claro, que os “sete” sejam os Anões Maus. Aí é realmente azar na certa.

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A Flor Do Mal

História do Morcego Vermelho, composta entre julho e agosto de 1974 e publicada uma vez só em 1975.

Entre os planos dos bandidos para o Morcego, há os dos bruxos de todos os tipos que não se contentam em apenas fazê-lo sair da cidade. Eles têm uma perversa necessidade de transformá-lo em uma pessoa má, que faça para eles o seu trabalho sujo.

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Como sempre, os Anões Maus estão usando feitiços que roubaram do Mago Mandrago e, também como sempre, o Mago está atrás deles. Assim, eles terão liberdade de ação somente enquanto o velho bruxo não os alcançar.

O interessante é que, mesmo estando temporariamente mau, o herói não consegue causar nenhum dano nem cometer nenhum crime. Ele é tão querido em Patópolis que os cidadãos dão a ele com alegria qualquer coisa que ele peça. Essa manobra é fundamental, no “estilo Disney” de se fazer as coisas, para manter a “pureza” do herói, evitando que ele faça o mal e seja desvirtuado, o que “estragaria” o personagem.

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O resultado, sob o lápis de papai, é sempre tão engraçado quanto surpreendente.

(Dica para a turma do Inducks: “Mal me quer, bem me quer”, de 1973, é outra história, que já foi comentada aqui. Uma olhadinha mais atenta na lista de trabalho vai esclarecer tudo.)

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Zé Carioca e os 7 Anões Maus – Inédita

História do Zé Carioca, composta em 31 de julho de 1993.

Naqueles tempos, a ordem era “atualizar” o Zé. Colocaram nele um boné, calçados esportivos nos pés, jeans, camisetas coloridas, propuseram que ele falasse mais em gíria… e pediram a papai para continuar na mesma linha.

E ele tentou, sinceramente, fazendo o que podia, apesar de já estar fora do Brasil há muitos anos e não estar mais atualizado com coisas como gírias, por exemplo, que vivem mudando. As notas nas margens desta história evidenciam essa dificuldade. (A gíria “bái”, aliás, na página 9, do inglês “Bye” de Goodbye, é uma gíria mais da criançada israelense do que qualquer outra coisa).

Aqui temos, também, a última e derradeira aparição da Anacozeca em histórias de papai. Eles não levam uma surra, exatamente, como em histórias anteriores desta série, e até (pensam que) conseguem cobrar o Zé, mas acabam se dando mal, como sempre. Hoje temos também a renovada revelação de Rocha Vaz como chefe da turma de cobradores. Isso era algo que papai inventou inspirado em filmes de espionagem, mas de que depois meio que se arrependeu. Em todo caso ele nunca parou, realmente, de usar essa ideia.

A história em si é mais um daqueles cross-overs de personagens de “universos” diferentes. Hoje o tema é magia, e o primeiro quadrinho, à primeira vista, faz com que pareça que o Zé virou algum tipo de aprendiz de feiticeiro, mexendo um grande caldeirão.

Na verdade é bem o contrário: são os feiticeiros (ou, mais acertadamente, ladrões de livros de magia) que se tornam “aprendizes de Zé Carioca”, com todas as hilárias consequências disso.

Por fim, a aparição do Mago Mandrago, como sempre acontece nas histórias dos 7 Anões Maus, vem restaurar a ordem natural das coisas. O Mago pode não ser uma figura lá muito simpática, nem exatamente bondosa, mas ele certamente é justo, e isto basta.

Papai o usou para devolver a trama ao início, como gostava de fazer. Desse modo os personagens voltam à estaca zero, na mesma situação em que estavam no primeiro quadrinho, já que a ética das histórias de magia impede que os personagens ganhem algo permanente ou definitivo por meios “desleais” para com os outros pobres mortais.

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Coleção “Os Grandes Duelos”: Tio Patinhas Contra Maga Patalójika

Esta história fecha a “trilogia” dos Grandes Duelos, e foi publicada em 1974.

O formato do livrinho é o mesmo dos outros, ricamente ilustrado, de fácil leitura e com alguns balões de fala, para evocar o mundo das histórias em quadrinhos.

Papai me dizia que não sabia como o nome de Alberto Maduar foi parar nos créditos, e há suspeitas de que ele tenha sido incluído por causa de algum palpite que deu, e porque era “chefe demais” para que esse palpite passasse em branco, ou por puro “saquismo” de alguém. Em todo caso, papai sempre teve o chefe e colega na mais alta conta, e até fez referência a ele numa história do Peninha como meteorologista, já citada aqui.

Uma curiosidade da edição que tenho em minha coleção é uma crítica literária, publicada em algum jornal da época, que ele teve o cuidado de recortar e colar no lado de dentro da capa dura:

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Desta vez ele levou a noção de “duelo” às últimas consequências, e a história toda é uma grande batalha, que começa com um sonho profético, outro elemento muito comum em suas histórias.

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Neste episódio vemos a Maga se aliando aos Sete Anões Maus, ou pelo menos tentando usá-los para os seus desígnios, e a aventura vai espiralando num crescente constante de enfrentamento e – porque não dizer – violência, até praticamente sair de controle.

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É no momento em que a Maga finalmente põe as mãos na Moedinha que o elemento “curinga” entra em cena, para acabar com a bagunça, por ordem no pedaço e punir os vilões, mas não exatamente porque ele seja bom, e sim em seu próprio interesse, que certamente não é a Número Um.