O Signo Dos Gatos

História dos Aristogatas, de 1976.

Trata-se de um mistério policial e de uma história de detetive, mas neste caso há poucas pistas que o leitor possa seguir para tirar suas próprias conclusões. É, na verdade, uma paródia e uma crítica aos velhos clássicos da literatura do gênero.

O ratinho Roquefort, amigo dos gatos, é um detetive mais ou menos no estilo do Zé Carioca. Ele vai seguindo as poucas pistas que tem e chegando às suas próprias conclusões – que parecem boas à primeira vista – mas que podem ou não corresponder à realidade dos fatos.

Aristogatas signo

O comentário dos gatos, de que ele resolveu o mistério “sentado em uma velha poltrona” é uma referência aos grandes detetives da ficção, como Hércules Poirot ou Sherlock Holmes. Mas as pessoas já estão tão acostumadas com esses personagens clássicos que se esquecem de que eles, e os crimes que eles investigam, são ficcionais e cuidadosamente orquestrados para chegar às conclusões que vemos ao final dos livros.

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O autor da ficção (tanto da clássica quanto da paródia) não está narrando um caso real, mas algo inventado, e é ele quem decide o que vai acontecer, ao seu bel prazer e para servir aos seus propósitos, principalmente o de entreter o leitor.

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Tenho o prazer de anunciar um novo livro, que não é sobre quadrinhos, mas sim uma breve história do Rock and Roll. Chama-se “A História do Mundo Segundo o Rock and Roll”, e está à venda nos sites do Clube de Autores agBook

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A Carroça De Ouro

História dos Aristogatas, criada em 1974 e publicada uma vez só em 1976.

Esta é mais uma história que tem como tema o Teatro de Rua e antigas tradições do teatro medieval, como a carroça do título. Em 1975 papai já havia usado este tema em “Os Cavaleiros da Távola Quadrada”, e voltaria a ele em outras histórias da Companhia Teatral Peninha e também do Zé Carioca, como “Zé Mambembe”, de 1977 e “Brincadeira Tem Hora!”, dos Metralhas em 1980.

Como eu já disse antes, A Carroça de Ouro foi um projeto cultural que passou por Campinas em meados dos anos 1970 e, ao que parece, por muitas outras cidades também, percorrendo 17 estados brasileiros em mais de 20 anos, levando o teatro para locais sem acesso à cultura. O projeto ganhou até mesmo um livro em sua homenagem, em 2010.

Assim, quem lia assiduamente as histórias de papai não apenas aprendia alguma coisa sobre vários assuntos, mas também podia se aprofundar um pouco mais em alguns dos seus prediletos, já que ele explorou bastante os vários aspectos desta antiga tradição teatral, desde a “commedia dell arte”, passando por sua ligação com o teatro de rua moderno, com o risco de haver batedores de carteiras no meio da multidão, e até com o Carnaval brasileiro.

Esta história em especial começa mais ou menos a partir de onde “Edgar, o Desmancha Concursos” parou, com a continuação e eventual solução dos conflitos da turma do Matinhos com a dos Gatos da Margem Esquerda (do Rio Sena), a necessidade de se fazer uma apresentação beneficente para os gatinhos carentes, e algumas coisinhas mais, mas na verdade tudo isso é um pretexto para se apresentar um tema com um verdadeiro valor cultural ao jovem leitor, algo que o fizesse se interessar e ir pesquisar mais.

Aristogatas carroça

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Edgar, O Desmancha-Concursos

História dos Aristogatas, de 1974.

Os gatos do beco formaram um conjunto musical para participar de um concurso, mas o mordomo Edgar, por pura maldade, se aliou à “turma da margem esquerda” para impedi-los. Essa outra turma é composta por um bando de cães que também pretende participar do concurso, mas não quer ter de enfrentar a superioridade musical dos gatos.

A “margem esquerda é uma referência ao Rio Sena. Em Paris, o Rio Sena divide a cidade em duas partes, com os bairros do lado direito do rio sendo mais chiques e sofisticados, e os do lado esquerdo mais boêmios e artísticos/intelectuais. Na época em que a história dos Aristogatas acontece, essa divisão se refere também ao lado mais rico e mais pobre da cidade, respectivamente.

“Desmancha concursos” é algo assim como um “desmancha prazeres”. Dedicado a infernizar a vida dos gatos, ele cria uma confusão no meio da qual todos os instrumentos são quebrados, e depois passa a tentar impedir que os bichanos consigam novos.

Gatos concurso

Disfarçado, ele passa a perseguir os gatos e sabotar suas tentativas de trabalhar para comprar novos instrumentos, em uma ação prepotente que lembra um pouco a fábula “O Lobo e o Cordeiro” de Esopo. Aqui papai confia mais uma vez na perspicácia do leitor atento, que não precisará de muitas explicações para perceber onde está a desonestidade do vilão.

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Mas é claro que a bondade dos bons é sua própria proteção, e nada realmente poderá impedir os gatos de participar do concurso, já que o coração deles é puro, e sua intenção é honesta.

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O Sumiço De Maria

História dos Aristogatas, publicada em 1974.

Não eram só histórias do Ronron que os gatos criados em nosso quintal em Campinas inspiravam. Esta é uma história que mistura uma perseguição em estilo policial com uma comédia de erros, ou pelo menos um engano fundamental que dá o “tom” da trama toda, desde a apresentação do problema até sua solução.

A gatinha Maria sumiu enquanto dormia com os irmãozinhos e a mamãe, a gata Duquesa. Matinhos é avisado, e logo identifica o mordomo Edgar em atitude suspeita. Como nesse tipo de história o culpado é sempre o mordomo, inicia-se uma atrapalhada e divertida perseguição por Paris, que “por acaso” acaba tendo a participação de todos os personagens animais desse universo.

Gatos gansas

Cada grupo de bichos com os seus motivos, todos acabam perseguindo ou de outro modo atrapalhando a fuga do mordomo suspeito, até sua captura pelos gatos e subsequente prisão pelos gendarmes, mas é claro que não pelo “crime” de roubar uma gatinha.

Edgar cachorros

Todos os lugares de Paris citados pelo Matinhos existem mesmo. É uma tentativa de papai de ensinar alguma coisa de concreto ao leitor, além de divertir:

Matinhos Paris