O SuperBanzé

História do Banzé, escrita em 1974 e publicada pela primeira vez em 1978.

As histórias do cachorrinho e suas irmãs são sempre mais infantis e inocentes, em tramas de até quatro páginas e com aventuras que refletem aquelas de crianças bem pequenas.

Hoje papai revisita aquele “trauma de infância” que teve quando era pequeno, ao não conseguir se transformar em “super” após ler suas primeiras revistas em quadrinhos de super heróis, mesmo imitando todos os detalhes, usando uma capa vermelha, gritando palavras mágicas, etc.

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Assim, o Banzé começará a história pensando que basta somente usar a capa vermelha amarrada no pescoço para poder voar. Quando isso não funciona, ele grita “xaxam”, come amendoins, e finalmente coloca molas nas patas traseiras, como se fossem um “equipamento Morcego”.

A capa vermelha, aliás, é o que têm em comum o Capitão Marvel, o Superpateta e o Morcego Vermelho, entre outros heróis que se vê por aí.

De resto, o cãozinho pode até não conseguir os superpoderes que deseja, mas tem suficiente sucesso imitando o Morcego Vermelho. Isso não é por acaso: de todos os heróis citados, o Morcego é aquele que foi criado por papai, e dentre todos o seu predileto.

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O Tenebroso Dr. Plástico

História do Morcego Vermelho, de 1975.

Eu tenho a impressão de que a Glória só não sabe que o Morcego Vermelho e o Peninha são a mesma pessoa porque não quer. Ela bem que desconfiou durante um tempo, mas, certamente por amor ao Peninha e para não correr o risco de revelar tudo por engano, ela simplesmente nem pensa no assunto.

Afinal de contas, uma moça esperta como ela logo entenderia por quê há um (prodigioso, para aqueles tempos) telefone sem fio tocando dentro da cesta de piquenique do Peninha durante um feriado, apesar das desculpas esfarrapadas do pato.

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De resto, o vilão da vez se chama “Plasto, o homem de plástico” (em uma referência ao tempo em que o tema de abertura do programa Fantástico, da TV Globo, tinha letra), e é mais um dos robôs maléficos do Dr. Estigma, uma espécia de “primo” do homem elástico, ou um “parente distante” do monstro de piche. Outros robôs de papai, em histórias semelhantes, são “o invencível Mancha Negra”, ou mesmo as cópias que o Professor Gavião fez de si mesmo em “Fica Assim de Gavião”.

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O método para vencer o robô também será parecido: já que não se pode lutar diretamente contra ele, que atira bolas de plástico pegajoso contra seus oponentes para imobilizá-los, o jeito será ser mais inteligente e procurar um caminho menos direto.

Esse tipo de arma não letal, aliás, é algo que já está em uso hoje em dia por forças policiais de todo o mundo. Eu já disse que a imaginação de papai estava uns 30 anos à frente de seu tempo? 😉

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A Ameaça Dos Monstros

História do Morcego Vermelho, de 1975.

É noite de lua cheia! (Talvez seja até uma sexta 13) Monstros e mais monstros estão brotando do solo! (E desaparecendo misteriosamente logo em seguida) Nada é o que parece ser e vemos personagens mascarados, polícia ineficiente, uma empresa de fachada, um plano maléfico, um chefe misterioso, e um herói completamente confuso.

Poderia ser uma descrição da atual conjuntura política no Brasil (ou mesmo da que víamos 40 anos atrás, não há muita diferença, mesmo), mas é só uma história em quadrinhos.

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Papai estava inspirado quando compôs esta história, e a zoação reina solta: a principal vítima da gozação é mesmo o Morcego, mas o leitor também vai acabar meio zonzo, especialmente se começar a tentar descobrir o que está acontecendo.

Será que é coisa do Bruxinho Peralta e sua maleta de monstrinhos? Mas se é coisa das bruxas, para quê os vilões precisam usar máscaras para se disfarçar? Vai ser somente na quinta página, com o aparecimento dos Irmãos Metralha, que o leitor começará a entender o que está acontecendo.

Mas este plano está bem bolado (e – surpresa! – bem executado) demais para ser coisa só dos Metralhas. Quem é, afinal, o chefe misterioso que está dirigindo o caminhão da suposta empresa de sondagem de terreno (e supervisionando a tudo de muito perto)?

Se o leitor atento conseguir se recuperar do choque inicial, ele poderá finalmente ver uma pista importante sobre a identidade do “chefe”. Afinal, joalherias não são o alvo predileto dos Metralhas.

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A verdade é que este é mais um plano para “sutilmente” convencer o herói a tirar longas férias e assim poder roubar sem grandes impedimentos. Ele é tão bem sucedido que até o Coronel Cintra se convence de que o Morcego está vendo coisas e recomenda que ele vá ao cinema para se distrair. Não que o Morcego/Peninha não esteja realmente precisando de férias, ou pelo menos de pegar um cineminha, mas o tema dos filmes em cartaz realmente não ajuda.

Esta é uma história tão boa, tão engraçada, e com um mistério tão bem bolado, que papai sentiu a necessidade de “assinar” a obra. Assim, em uma época na qual isso não era permitido, pelo menos não oficialmente, ele se saiu com esta: sutil como uma tijolada na orelha.

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Diário De Um Herói

História do Morcego Vermelho, publicada pela primeira vez em 1977.

A brincadeira de hoje inclui um pouco de tudo: primeiramente, tenta desfazer a noção de que diários são coisas apenas para mulheres. Um herói também pode ter o seu, desde que consiga escrever alguma coisa entre uma missão e outra.

De resto a trama explora o talento para o desastre do herói, juntamente com a falta de credibilidade dele junto à população patopolense. Até as crianças preferem outros heróis, pois confiam mais na capacidade deles e não no Morcego. A cada página o menino pede por um herói diferente. Do Superpateta ao Vespa Vermelha (duas vezes), passando até pelo Mickey. O único que não é chamado é o Superpato, de quem papai não gostava muito pois achava que ele competia com o Xaxam.

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Mas como sempre o objetivo de papai não é fazer o mocinho pegar o bandido, mas sim fazer o leitor rir. Para isso, ele usa e abusa das quedas e trombadas. Tudo o que poderia sair errado será um verdadeiro desastre, desde o primeiro quadrinho e até a última página. O herói se acidentará pelo menos uma vez em cada página, e em algumas delas até mais. Mas, mesmo assim, não desiste nunca.

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E por fim, como se não bastasse, todo o esforço será em vão, com um desfecho tão surpreendente (para o leitor) quanto decepcionante (para o personagem). Mas de qualquer maneira, qual outro dos heróis de Patópolis se prestaria, com tamanha boa vontade, a fazer papel de bobo para agradar uma criança?

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O Monstro De Piche

História do Morcego Vermelho, de 1973.

A inspiração vem de antigas séries para TV com temática de monstros criadas no Japão (como por exemplo a do Spectreman), nas quais a poluição das cidades modernas produzia monstros que causavam todo tipo de desastre, como se os males causados pela falta de cuidado das pessoas com o meio ambiente pudessem criar vida e voltar para se vingar.

Esses filmes são, no final das contas, lendas moralizantes ambientalistas, uma maneira sutil de educar as crianças para que não poluam. Afinal, de um modo ou de outro, essa poluição toda vai acabar prejudicando a todos.

Em todo caso, a história criada por papai tem bem menos dessa pegada “ambientalística” e mais de um humor que explora a bizarrice do monstro, os sustos mútuos e as correrias pela cidade para fazer o leitor rir. Não há um único momento parado, todos os personagens estão em constante movimento, do início ao fim da história.

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Uma piada recorrente, aliás, é exatamente a do medo mútuo que o monstro e o herói têm um pelo outro. O Morcego Vermelho certamente não é o herói mais corajoso do mundo, muito pelo contrário, mas sua vantagem é estar muito ciente do tamanho da responsabilidade que vem com a fantasia. Ele sabe que não pode desapontar o povo de Patópolis. Assim, ele enfrenta seus medos e faz o melhor que pode para combater a ameaça.

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Já o monstro é na verdade um robô criado pelo Dr. Estigma, e todos nós já sabemos que um cérebro eletrônico é apenas tão bom quanto sua programação. Apesar de ser imune às balas dos revólveres da polícia, seu comportamento quase humano, modelado aliás na personalidade do próprio vilão, será sua própria ruína.

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Morcego Vermelho X Aranha

História do Morcego Vermelho, de 1975.

O “Aranha”, aqui, não é outro herói. Ele é um vilão, ladrão de jóias, criado por papai especialmente para esta trama e usado somente mais outra vez, por ele mesmo, em uma sequela publicada em 1983.

Outros dois personagens de papai nesta história são Rubino e Platino, dois joalheiros. Seus nomes são referências ao mineral chamado Rubi, e ao metal Platina, respectivamente. O diamante “Estrela do Norte” é mais uma das pedras fictícias de papai inspiradas em grandes jóias, como as da Coroa da Inglaterra, e pode ser também uma alusão ao “Estrela do Sul“, encontrado aqui mesmo no Brasil.

Todo mundo sabe que o Morcego não é um bom detetive. Além disso, ninguém em Patópolis dá muita bola para ele. Assim, o leitor atento certamente vai estranhar a reação do joalheiro Rubino à presença do herói, e esta é a principal pista que papai dá de que algo aqui não é o que parece.

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As conclusões mirabolantes às quais o herói-detetive chega são baseadas no livro “Os Assassinatos da Rua Morgue” de Edgar Allan Poe, considerado por muitos um dos primeiros grandes exemplos do que depois se tornaria o gênero da ficção policial. Uma pista disso está no quadrinho onde o Morcego diz que lê “muitas histórias de mistério e ficção científica”.

Mas a maior surpresa da história está no fato de que tudo o que o herói descreveu começa a se materializar diante de todos. Terá o Morcego finalmente acertado uma, ou será que a coisa toda é ainda mais complexa?

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A Flor Do Mal

História do Morcego Vermelho, composta entre julho e agosto de 1974 e publicada uma vez só em 1975.

Entre os planos dos bandidos para o Morcego, há os dos bruxos de todos os tipos que não se contentam em apenas fazê-lo sair da cidade. Eles têm uma perversa necessidade de transformá-lo em uma pessoa má, que faça para eles o seu trabalho sujo.

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Como sempre, os Anões Maus estão usando feitiços que roubaram do Mago Mandrago e, também como sempre, o Mago está atrás deles. Assim, eles terão liberdade de ação somente enquanto o velho bruxo não os alcançar.

O interessante é que, mesmo estando temporariamente mau, o herói não consegue causar nenhum dano nem cometer nenhum crime. Ele é tão querido em Patópolis que os cidadãos dão a ele com alegria qualquer coisa que ele peça. Essa manobra é fundamental, no “estilo Disney” de se fazer as coisas, para manter a “pureza” do herói, evitando que ele faça o mal e seja desvirtuado, o que “estragaria” o personagem.

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O resultado, sob o lápis de papai, é sempre tão engraçado quanto surpreendente.

(Dica para a turma do Inducks: “Mal me quer, bem me quer”, de 1973, é outra história, que já foi comentada aqui. Uma olhadinha mais atenta na lista de trabalho vai esclarecer tudo.)

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