A Volta Do Dr. Tempo

História do Superpateta, de 1975.

Enquanto, aqui na região Sudeste do Brasil, a previsão do tempo está anunciando uma forte frente fria que irá derrubar bastante as temperaturas deste nosso inverno neste final de semana, em países como Grécia, Israel e Irã (entre outros no Mediterrâneo e no Oriente Médio), que ficam no hemisfério norte e estão agora no verão, há previsões de fortíssimas ondas de calor para os próximos dias.

Aqui no Brasil é comum, também, que haja seca em alguns lugares e enchentes em outros, tudo na mesma época do ano. O clima de nosso planeta é um sistema caótico por definição, e desde tempos imemoriais tem sido fonte de angústia e até mesmo de temor para os seres humanos, sempre expostos aos seus efeitos.

Tanto, que nossos sentimentos de impotência frente os caprichos das intempéries já deu origem a sistemas de crenças (quem nunca ouviu falar no “Deus do Trovão“?), ciências (como a meteorologia), e até mesmo práticas mágicas e supersticiosas (como a Dança da Chuva).

Poder controlar o clima é um sonho antigo da humanidade que nunca foi realmente realizado, apesar de práticas como a “semeadura de nuvens” como controverso esforço para fazer chover, por exemplo. Ao que parece, o que o ser humano está “conseguindo”, na verdade, é tornar as condições climáticas de nosso planeta ainda mais caóticas.

É de tudo isso que vem o baixinho Doutor Tempo, um vilão criado no exterior para ser inimigo do Superpateta, e alegremente adotado por papai para mais esta história. Com sua arma de raios congelantes, ele costuma tocar o terror nos céus de Patópolis, congelando o Super em pleno ar e fazendo nevar no verão, entre outras coisas.

A história de hoje nos mostra mais um épico embate entre herói e vilão, devidamente “semeado” com liberais pitadas de piadinhas sobre tempo e temperatura.

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Os Sete Ajudantes De Papai Noel

História da Vovó Donalda, de 1982.

O problema das pessoas más é que elas não acreditam serem merecedoras de nada. Assim, agem sempre na suposição de que o que elas querem, ou até mesmo necessitam, lhes será negado por outras pessoas. Desse modo, para não passar pela humilhação de pedir, elas preferem tentar roubar. Esse é o caso dos Sete Anões Maus, pelo menos no tratamento dado a eles por papai.

É véspera de Natal e os anões estão vagando, com fome e com frio, nas proximidades do sítio da Vovó, onde toda a família Pato está reunida. Como não acreditam que serão bem recebidos se pedirem abrigo, nem mesmo na noite de Natal, eles armam um plano para invadir a festa.

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Eles foram criados na Itália em 1939 como antagonistas dos Sete Anões da Branca de Neve mas, quando papai os “adotou” em 1974 para a série Grandes Duelos, eles já não eram usados pelos autores italianos desde 1966.

E de 1974 até 1986 eles foram usados somente por papai, que os desligou do universo da Branca de Neve e os colocou entre os bruxos, criando também o Mago Mandrago, uma espécie de “gêmeo” não muito bonzinho do Feiticeiro de quem o Mickey foi aprendiz em “Fantasia” para ser o “patrão” deles. O nome do Mandrago, aliás, vem da planta “Mandrágora“, um clássico – e muito tóxico – ingrediente de poções mágicas.

A grande sacada de papai a respeito dos vários “anões”, os bons e os maus, foi perceber que os companheiros de aventuras da Branca de Neve são na verdade Gnomos, caracterizados como tal por causa da mina de pedras preciosas associada a eles, e que os Anões Maus são mais exatamente Duendes, seres bem menos bondosos mas ainda assim meio “aparentados“, já que as distinções entre eles são muitas vezes pouco claras nas mitologias europeias de onde se originam.

E o fato é que, na lenda do Papai Noel, os ajudantes do Bom Velhinho são todos duendes bonzinhos. Assim, o exercício de imaginação parece até bastante lógico: se os ajudantes do Papai Noel são Duendes, e os “Anões Maus” também são, quais poderiam ser as consequências de um encontro entre eles?

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Um Natal Do Passado

Publicada pela primeira vez em dezembro de 1982, a história mescla acontecimentos do tempo presente com as lembranças de Natais passados da Vovó Donalda.

Assim, temos os personagens que já conhecemos, juntamente com suas versões mais jovens e outros, apresentados hoje ao leitor, que são antepassados dos atuais, mais ou menos como aconteceu na saga da História de Patópolis (que foi publicada, aliás, no mesmo ano). Seria esta uma história de Natal não oficial da série?

Não há menção à Pedra do Jogo da Velha, mas temos um mapa das minas de ouro da cidade, encontrado e muito bem oculto pelo jovem Patinhas que, na época, era apenas um patinho, assim como a Donalda. Outros personagens são tios avós dos metralhas atuais, e alguns parentes da Vovó, como sua própria avó, de nome Hortênsia, e um tio chamado Donaldo.

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O trunfo da história, o detalhe central que denota a esperteza precoce do Patinhas e leva à derrota dos bandidos, gira em torno do boneco de neve que a jovem Donalda, na época com 5 anos de idade, está fazendo quando a história começa. Papai confia na atenção do leitor para que ele perceba o que está acontecendo.

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O resto é a história da luta de uma família desarmada contra bandidos ferozes, com o uso de um engraçado detalhe, que é o que vai finalmente colocar os vilões para correr sem que os patos precisem recorrer à violência. Uma vez derrotados os bandidos, a história pode então terminar enquanto começa a festa de Natal da Família Pato, com direito a votos de Boas Festas aos leitores.

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Bruxarias Muito Frias

História do Biquinho, de 1983.

Uma estação de esqui é certamente um lugar onde muita confusão pode acontecer. Escorregões e quedas na neve são frequentes, e tudo isso pode ser muito engraçado para quem está observando de certa distância. Hoje ficamos sabendo que a Maga Patalójika se diverte sobrevoando esses lugares, só para ver as quedas do pessoal.

Além disso, percebemos que, ao ver os sobrinhos do Patinhas brincando na neve, ela chega a conclusões precipitadas com muita facilidade. A obsessão dela com a moedinha número um é tão grande, que ela não consegue pensar em mais nada.

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A partir daí começa uma grande confusão, com muita bruxaria e neve se misturando numa combinação hilária. O Biquinho logo se revela como uma verdadeira força da natureza e nem a bruxa, com todos os seus poderes, pode com as peraltagens dele. Raios mágicos são distribuídos a torto (principalmente) e a direito, e os patos lutam com as “armas” que têm, como a própria neve.

Mas será que o Patinhas está mesmo ali? Quem será o “outro tio”, que está de cama no quarto do hotel, com um resfriado daqueles? Será que o leitor vai se deixar influenciar pelas conclusões da Maga, ou vai logo perceber qual personagem é azarado o suficiente para ir a uma estação de esqui e não conseguir se divertir?

Interessantes são também algumas referências da época em que a história foi lançada, como o preço de um lanche, por exemplo.

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