A História Do Pequeno Polegada

Publicada pela primeira vez em 1984, esta história é uma adaptação bem livre do clássico conto do Pequeno Polegar.

A única coisa realmente retirada da história original são o lenhador pobre e sua esposa, e o pequenino, que aqui é criado por uma bruxa, por meio de magia. O comportamento do minúsculo patinho lembra muito o do Biquinho, e não por acaso.

O resto também é inspirado em histórias medievais e nas feiras daqueles tempos, onde se comprava e vendia de tudo um pouco, e onde saltimbancos e outros artistas (e algumas vezes espertalhões) davam seus espetáculos e promoviam jogos de azar. Tudo o que pudesse gerar algum dinheiro.

Na cena de feira medieval criada por papai o antigo e o novo se combinam de um modo hilário. Por um lado, temos quem esteja tentando vender uma vaca, gente vendendo tecidos e rendas da capital, um espetáculo de saltimbancos, e até alguém vendendo pamonha, e outro oferecendo “barbatanas para qualquer tipo de colarinho”, que nos anos 1970 e 1980 era o clássico produto de camelô ou caixeiro viajante, e se não me engano associado também a piadas de “turco”, ou “judeu”.

Feira medieval

 

Interessante também é a “sacada” do tamanho da letra nas falas do Pequeno Polegada, bem menor do que nas falas dos outros personagens, para simbolizar uma voz de volume reduzido.

Pequeno Polegada

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